EPOSÓDIO CULTURAL http://episodiocultural.nireblog.com Fri, 16 May 2008 19:52:23 +0100 EPOSÓDIO CULTURAL http://nireblog.com/imagenes/logo.png http://episodiocultural.nireblog.com http://nireblog.com OS DESAFIOS DA DIGNIDADE HUMANA http://episodiocultural.nireblog.com/post/2008/01/24/os-desafios-da-dignidade-humana http://episodiocultural.nireblog.com/post/2008/01/24/os-desafios-da-dignidade-humana OS DESAFIOS DA DIGNIDADE HUMANAOs Desafios da Dignidade Humana

Muitas vezes me pergunto os porquês de escrever sobre a dignidade humana. Algumas pessoas podem achar que é loucura...alguns até, numa corrente americanizada dizem que a Dignidade é um conceito inútil.
Ora, eu vivo num país, de origem latina, que preza muito as questões do sentir, do tocar, do olhar o outro. E também pela minha própria constituição humana...que me faz sentir um grande inconformismo com as questões sociais tão gritantes em nosso país.
Por que Dignidade? O ser humano possui dignidade inerente em qualquer situação? O que é dignidade? De onde ela vem? E qual seu fundamento através do tempo? Animais possuem dignidade? Por que Kant fez a dicotomia: pessoa possui dignidade e coisa possui valor?
Algumas outras perguntas de fundo mais teórico também permeiam as razões da minha investigação. Ética e dignidade são aliadas? Dignidade está implícita nas regras morais? Dignidade é um conceito inútil?
O fim da Segunda Guerra mundial trouxe grandes mudanças sociais. Ao se defrontar com o uso destruidor da potencialidade científica e tecnológica evidenciado pela guerra, acrescido de enormes arbitrariedades, surge uma busca crescente de parâmetros éticos. Desde o Código de Nuremberg em 1947 e ao advento da Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, busca-se reconhecer o valor da vida, a importância ao respeito pelo ser humano em sua integridade e conseqüentemente assegurando sua dignidade no viver.
Paralelamente os avanços científico-tecnológicos tomaram proporções gigantescas neste último século. A descoberta de vacinas, de medicamentos, de formas de tratamento, trouxe o fim de inúmeras doenças e grande parte de outras já não se tornam mais assustadoras e letais quanto antes. Enquanto isso a industrialização crescia, a economia mundial se desenvolvia na sombra do ideal capitalista, proporcionando uma verdadeira explosão no que tange a tecnologia. Computadores, celulares, fibra ótica e uma infinidade de outros materiais e equipamentos que se tornaram úteis pra vida humana.
Já em 1948 foi promulgada a Declaração Universal dos Direitos do Homem, importante passo para a mudança no modo de agir e refletir humanos.
O maior legado deixado pela Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 é a prerrogativa de que todos os seres humanos em suas diferenças biológicas, históricas, religiosas e culturais, são merecedores de respeito, individualizando-os, como únicos. É o reconhecimento de que ninguém, independente de raça, gênero, etnia, classe social, nação, ou vertente religiosa pode se considerar superior aos demais.
A dignidade humana, aquisição de um valor fundamental, sem preço não é um conceito único. Pressupõe-se que a dignidade seja inerente a todas as pessoas e por essa razão, busca-se adequar o termo para se compreender qual o papel da dignidade no discurso da vida. A busca de um conceito está longe de ser concluída, mas certeza existente é que só se reconhece a dignidade em si mesmo e se percebe a utilidade deste conceito quando reconhecemos no outro o valor fundamental e inestimável do ser digno.

* Renata Santinelli, mestre em Bioética, professora do curso de Serviço Social do CESEP

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Thu, 24 Jan 2008 01:13:25 +0100
JUSSARA NEVES REZENDE (escritora) http://episodiocultural.nireblog.com/post/2008/01/24/jussara-neves-rezende-escritora http://episodiocultural.nireblog.com/post/2008/01/24/jussara-neves-rezende-escritora JUSSARA NEVES REZENDE ( escritora)DADOS BIOGRÁFICOS

Sócia-fundadora da Academia Machadense de Letras, Jussara nasceu em Machado-MG, filha de Juvenal Nogueira Rezende e de Nara Maria Neves Rezende. Aos dez anos escreveu seu primeiro poema.
Cursou Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Machado – FAFIMA – escolha natural para quem desde os primeiros anos escolares tinha suas redações elogiadas pelas professoras.
Desde 1986 é professora de Literatura Portuguesa e Literatura Brasileira na mesma Faculdade em que se graduou e, desde Fevereiro 2002, está também vinculada à área de ensino de Literatura Portuguesa do Centro Universitário do Sul de Minas – UNIS-MG, em Varginha-MG.
É Especialista em Literatura Brasileira pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MINAS) e Mestre e Doutora em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP).
É autora de textos de crítica literária publicados pela UFMG, pela PUC e pela USP e do livro de poemas Minas de mim. Seu nome e o do livro Minas de mim constam no Dicionário crítico de escritoras brasileiras, publicado em 2002 pela escritora Nelly Novaes Coelho, e no dicionário Todos os nomes do mundo, de Nelson Oliver, publicado em 2005.
Jussara tem uma gaveta cheia de textos inéditos, entre os quais se encontram três livros infanto-juvenis e muitos poemas.

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Thu, 24 Jan 2008 01:08:55 +0100
OS DESAFIOS DA DIGNIDADE HUMANA (por Renata Santinelli) http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/os-desafios-da-dignidade-humana-por-renata-santinelli http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/os-desafios-da-dignidade-humana-por-renata-santinelli Os desafios da Dignidade Humana

Muitas vezes me pergunto os porquês de escrever sobre a dignidade humana. Algumas pessoas podem achar que é loucura...alguns até, numa corrente americanizada dizem que a Dignidade é um conceito inútil.
Ora, eu vivo num país, de origem latina, que preza muito as questões do sentir, do tocar, do olhar o outro. E também pela minha própria constituição humana...que me faz sentir um grande inconformismo com as questões sociais tão gritantes em nosso país.
Por que Dignidade? O ser humano possui dignidade inerente em qualquer situação? O que é dignidade? De onde ela vem? E qual seu fundamento através do tempo? Animais possuem dignidade? Por que Kant fez a dicotomia: pessoa possui dignidade e coisa possui valor?
Algumas outras perguntas de fundo mais teórico também permeiam as razões da minha investigação. Ética e dignidade são aliadas? Dignidade está implícita nas regras morais? Dignidade é um conceito inútil?
O fim da Segunda Guerra mundial trouxe grandes mudanças sociais. Ao se defrontar com o uso destruidor da potencialidade científica e tecnológica evidenciado pela guerra, acrescido de enormes arbitrariedades, surge uma busca crescente de parâmetros éticos. Desde o Código de Nuremberg em 1947 e ao advento da Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, busca-se reconhecer o valor da vida, a importância ao respeito pelo ser humano em sua integridade e conseqüentemente assegurando sua dignidade no viver.
Paralelamente os avanços científico-tecnológicos tomaram proporções gigantescas neste último século. A descoberta de vacinas, de medicamentos, de formas de tratamento, trouxe o fim de inúmeras doenças e grande parte de outras já não se tornam mais assustadoras e letais quanto antes. Enquanto isso a industrialização crescia, a economia mundial se desenvolvia na sombra do ideal capitalista, proporcionando uma verdadeira explosão no que tange a tecnologia. Computadores, celulares, fibra ótica e uma infinidade de outros materiais e equipamentos que se tornaram úteis pra vida humana.
Já em 1948 foi promulgada a Declaração Universal dos Direitos do Homem, importante passo para a mudança no modo de agir e refletir humanos.
O maior legado deixado pela Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 é a prerrogativa de que todos os seres humanos em suas diferenças biológicas, históricas, religiosas e culturais, são merecedores de respeito, individualizando-os, como únicos. É o reconhecimento de que ninguém, independente de raça, gênero, etnia, classe social, nação, ou vertente religiosa pode se considerar superior aos demais.
A dignidade humana, aquisição de um valor fundamental, sem preço não é um conceito único. Pressupõe-se que a dignidade seja inerente a todas as pessoas e por essa razão, busca-se adequar o termo para se compreender qual o papel da dignidade no discurso da vida. A busca de um conceito está longe de ser concluída, mas certeza existente é que só se reconhece a dignidade em si mesmo e se percebe a utilidade deste conceito quando reconhecemos no outro o valor fundamental e inestimável do ser digno.

* Renata Santinelli, mestre em Bioética, professora do curso de Serviço Social do CESEP

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Fri, 07 Dec 2007 21:57:53 +0100
FÁTIMA FREIRE (Fanzine Episódio Cultural)) http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/fatima-freire-fanzine-episodio-cultural http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/fatima-freire-fanzine-episodio-cultural FÁTIMA FREIRE (Fanzine Episódio Cultural)O Brasil é conhecido atravé do mundo pela sua democracia social. O preconceito e discriminação existem mas são muito mais veladas que em outros paises do mundo. Os negros, vítimas principais desse racismo, tem um nível sócio econômico tão baixo, que se encontram excluidos da sociedade dominante. Somos um país com grande miscigenaçaõ e precisamos começar a dar oportunidades de estudo para que possam ascender socialmemte.
O preconceito racial é uma atitude não só desumana mas anti-científica.
Um abraço,
Fátima Freire www.fatimafreire.ato.br

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Fri, 07 Dec 2007 21:54:37 +0100
OLHOS DE CURUMIM (poema) http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/olhos-de-curumim-poema http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/olhos-de-curumim-poema OLHOS DE CURUMIM (poema)OLHOS DE CURUMIM

De: Agamenon Troyan
Quando a natureza despertou
Ele adormeceu em devaneios
Bombardeado com os seus encantos

Despertado ele passou a observá-la
Em cada detalhe
Em cada canto.

Seus olhos: era o sol
A terra: sua pele trigueira
Seus cabelos: as matas
Os rios: o sangue que lhe corria
Seus pulmões: o ar fresco
Sua voz: o vento
A chuva... Seu pranto!

Ele percorreu a floresta
Subitamente, no meio do caminho
A encontrou deserta
A natureza começou a chorar...

Suas lágrimas caíram do céu
Entristecendo o curumim.
Ele apontou sua flecha
E atirou ao infinito...

...Tupã a recolheu
Encontrando uma mensagem:
“Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem”

machadocultural@gmail.com

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Fri, 07 Dec 2007 21:47:57 +0100
JORGE BUENO (Lago Azul) http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/jorge-bueno-lago-azul http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/jorge-bueno-lago-azul JORGE BUENO DA SILVA

( LAGO AZUL )

Jorge Bueno da Silva nasceu em 19 de setembro de1948, na zona rural de Machado-MG. A paixão pelo futebol começou quando jogava no time do São Luís. Depois ingressou no Jardim Teália, no La Salle (dos irmãos lassalistas), e no Flamengo do Divone “Carroeiro”. Aos 14 anos foi morar com os tios em Vila Ema (na capital de São Paulo). Conseguiu um emprego de serralheiro na micro empresa Elie–Pedrosian & Filhos. Fez amizade com torcedores daquele que seria para sempre o seu time de coração: o Santos Futebol Clube.
Era o ano de 1962 quando Jorge e um grupo de amigos foram ao Pacaembu para assistir a uma partida entre Santos x Botafogo, pelo antigo Torneio Rio-São Paulo. Naquela época, o Santos de (Gilmar, Pelé, Coutinho, Pepe, Zito e Mengalvo) juntamente com o Botafogo de (Zagalo, Garrincha e Nilton Santos) eram a base da Seleção Brasileira. Ao completar 19 anos, Jorge retornou a Machado. Nesse ínterim, um primo seu havia formado a equipe do Time da Prefeitura onde jogou por algum tempo.
Foi o técnico e fundador “Dica” que o chamou para jogar no Clube da Ponte. A equipe era formada por Divone, Sérgio, José Vítor, Dito, Zé Perereca, Duréia, Caveira, e Simão. A prefeitura arranjava-lhes, meias, camisas (menos chuteiras) e cedia-lhes um caminhão para transportá-los até as cidades vizinhas... Em 1984, juntamente com os Srs. Natal e Zé Garcia montaram um time de veteranos, o “Aqui e Agora”. Entretanto, no ano seguinte, decidiram montar um time jovem para dirigir. Surge então, em 1985, o Lago Azul. O nome derivou de uma ilha artificial da cidade de Campestre-MG (Lagoa Azul). Graças ao apoio do Paulinho (Fotoamador), a equipe adquiriu uniformes para disputar os campeonatos (Rural e Municipal). Com muita determinação os garotos conquistaram todos os campeonatos de 2000. Em entrevista ao Episódio Cultural, Jorge Bueno lembrou com muita saudade dos bons tempos de uma Machado cheia de galanteios, sorrisos e pés-de-valsa, que infelizmente foi tragada pela frieza das salas de estar vazias de amizade e comunicação.

Há 31 anos trabalhando no SAAE, Jorge Bueno nunca se cansou de dedicar–se ao futebol e, principalmente, em tirar das ruas aquele menino que, através do esporte possa ocupar a sua mente com atividades positivas. Ele, assim como muitos outros que se engajam nessa luta merece os nossos respeitos.

(foto) Maria Lúcia P. Silva (esposa), a neta e Jorge Bueno

matéria do fanzine Episódio Cultural
machadocultural@gmail.com

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Fri, 07 Dec 2007 21:40:16 +0100
CAIXA DE PANDORA (poema) http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/caixa-de-pandora-poema http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/caixa-de-pandora-poema CAIXA DE PANDORA (poema)CAIXA DE PANDORA

De: Agamenon Troyan

Quando criança
Eu falava com os anjos
Enxergava o mundo
Com os olhos da Inocência.

Cresci, tornei-me um homem
Cheio de idéias, metas e planos
Abri minha caixa de Pandora
E só encontrei o engano

Revoltado e sem esperança, lancei-a ao mar
Junto coma a minha frustração
Que calada não se manifestou

E agora, o que fazer?
O passado sepultei,
O presente neguei,
O que dirá o meu futuro?

Arrependido, voltei ao penhasco
Ofegante, a caixa procurei
Por um momento, desesperançoso, orei.
O que eu desejava não acontenceu
Mas uma resposta um anjo me deu:

Revelou-me que sem lutar
Um homem derrotado se torna.
Sem objetivos e sem sonhos:
Sua vida é vazia de glórias.

machadocultural@gmail.com

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Fri, 07 Dec 2007 21:35:17 +0100
CANÇÕES DA TERRA http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/cancoes-da-terra http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/cancoes-da-terra CANÇÕES DA TERRA
CANÇÕES DA TERRA

Chrystian Dozza Cunha nasceu em Machado em 1983. Aos treze anos ganhou do seu pai (Prof. Pedro Cunha) seu primeiro violão, aprendendo com ele os primeiros acordes. Anos depois passou a ter aulas na Casa da Cultura. Vendo seu desempenho, sua professora o aconselhou a procurar outro mestre, pois segundo ela, já não havia mais nada a ensiná-lo. Em Alfenas (MG) passou a ter aulas com o músico e jornalista Fredera. Aos 15 anos, Chrystian ganhou sua primeira guitarra. A partir daí passou a influenciar-se musicalmente pelo Rock ouvindo guitarristas como Slash (Guns´n`Roses) e Adrian Smith (Iron Maiden). Juntamente com os amigos Luciano e Wesley, formou o Seventh Steel, a primeira banda de metal melódico da cidade. Em 2001 Chrystian entrou na Faculdade Santa Marcelina de Música e Artes de São Paulo (capital). Durante uma aula, André (um estudante de Regência) o convidou para tocar na sua nova banda, o Jethro Tull Cover. A banda já se apresentou em Machado dividindo o palco com o Overture. Em 2007, Chrystian pretende fazer seu mestrado nos Estados Unidos e, posteriormente, abrir no Brasil uma escola de música... Graças ao apoio de alguns machadenses que acreditaram em seu talento, Chrystian lançou seu primeiro cd independente de música instrumental, o “Songs from the Land” (Canções da Terra). Podemos classificá-lo como “World Music” (Música Mundial). O termo foi criado pela crítica americana para designar os discos influenciados pela cultura mundial. Independente disso, “Songs from the Land”, remete-nos ao profundo oceano da alma: “Lachrymãe Pavan” do compositor renascentista John Dowland, que viveu na Inglaterra entre 1563 a 1626. “Elf´s Jig” (A Dança dos Elfos), contendo um pequeno trecho de um poema de William Shakespeare e ”Terra Mãe”, um instrumental que reacende as nossas origens com um dos mais populares ritmos brasileiros: o Baião... A capa foi elaborada pelas alunas Mariângela Ghizellini e Célia Nakabayashi. Contatos: (35) 3295-1706 ou chryscunha@yahoo.com.br

MATÉRIA DO FANZINE EPISÓDIO CULTURAL
machadocultural@gmail.com
Editor: Carlos Roberto de Souza

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Fri, 07 Dec 2007 03:29:05 +0100
NAS ASAS DA ESPERANÇA (livro de Leal) http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/nas-asas-da-esperanca-livro-de-leal http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/nas-asas-da-esperanca-livro-de-leal NAS ASAS DA ESPERANÇA & A UM PASSO DA FAMA

“Pego carona nas asas da esperança e renasço a cada minuto. Sempre com fome e sede de viver”. Assim começa o livro “Nas asas da esperança” de Robson Leal Pereira um humilde lavrador nascido no bairro Bom Jesus, em Machado (sul de Minas), em 1977. Tendo como fonte de inspiração uma frase, uma palavra e, principalmente a MPB (Música Popular Brasileira), Robson começa a escrever (dar vida) aos seus primeiros poemas. Após mostrá-los ao Prof. Clêuton Pereira Gonçalves e receber do mesmo palavras de encorajamento, Robson partiu em busca de um sonho: publicar o seu primeiro livro. Graças ao dinheiro do seu suor (na colheita do café), e de alguns patrocinadores machadenses, Robson finalmente pode realizar o seu sonho. No dia 20 de dezembro de 2006, na Biblioteca Municipal de Machado, ocorreu o lançamento do seu livro, organizado pela Prof.ª Carmem. Foi homenageado pelos professores Rosa Maria Ferreira e Clêuton P. Gonçalves. O cerimonial foi comando por Juliano Paes. Um dos momentos mais emocionantes foi a presença da Companhia de Reis do Jamil, da qual Robson faz parte representando o “Bastião”. Junto com Juliano Paes, Robson vem escrevendo, dirigindo e atuando no palco sagrado do teatro. Em 2003 atuou em “A aparição de N. S. de Aparecida”, uma peça realizada próxima ao Lago Artificial de Machado, durante o jubileu do Cônego Walter M. Pulcinelli. Em 2004, na cidade de Alfenas, eles apresentaram a peça “Calote em alto estilo”, contando as peripécias de um sujeito que se finge de morto para não pagar suas dívidas. O problema é que, inesperadamente, todas as pessoas as quais ele deve comparecem em seu velório... Em Machado, no mesmo ano, eles encenam a peça “A um passo da fama”, uma comédia sobre dois caipiras que querem ficar famosos na cidade grande. Tudo acontece em um ponto de ônibus, arrancando gargalhadas incontroláveis dos espectadores. A peça foi reapresentada em dezembro de 2006 no teatro do colégio Iracema Rodrigues (Machado-MG). No elenco estavam: Janaína Freire (hoje substituída por Cassiana Cordignole), Rafael do Lago, Prof. João Marcos (substituído por Douglas Soares), Juliano Paes, Robson Leal Pereira e sonoplastia de Ilzenir Serafini. Ainda este ano a peça será apresentada em Campestre-MG. Contatos: Robson (35) 9915-4880 e Juliano Paes (35) 9901-5005.

“Você é do tamanho do seu poema” (Prof. José Vilela)

“Se a poesia existe nos fatos, o fato de se fazer poesia já é poético”
(Prof.ª Olga Caixeta)

“Minha poesia é o luar. É a vontade de subir ao céu e derramar uma chuva de paz”
(Robson Leal Pereira)

matéria do fanzine Episódio Cultural
Carlos Roberto de Souza
machadocultural@gmail.com

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Fri, 07 Dec 2007 03:25:06 +0100
O CAMINHO PARA UMA GRANDE ARTE http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/o-caminho-para-uma-grande-arte http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/o-caminho-para-uma-grande-arte O CAMINHO PARA UMA GRANDE ARTEO caminho para uma grande Arte

“Simplicidade”, esta é a palavra que resume dignamente os trabalhos artesanais das irmãs Maria, Olivina e Esther de Paula. As três nasceram em Machado, no bairro da Serra Negra. São filhas do casal José Benedito de Paula e Maria Conceição Vicente de Paula. Maria aprendeu com a sobrinha a arte da tapeçaria. Desde então não parou mais de confeccionar seus belos tapetes, chegando a vendê-los para outras cidades como Americana (SP) e Sertanópolis (PR). Os preços variam entre R$ 5,00 à R$ 15,00 Reais. Esther tornou-se muito conhecida pelos seus deliciosos doces e iguarias, Ela também atende a encomendas. Já Olivina aprendeu a arte de desenhar em tecidos. Foi através de um programa de artesanato exibido diariamente pela Rede Mulher que o seu desejo adormecido de voltar a desenhar foi despertado. Olivina costuma dizer que trabalha livremente com a mente, por isso aproveita ao máximo o seu momento de inspiração ”Deixamos de assistir às novelas para aprender uma coisa que nos trouxesse cultura”, ela afirmou.

Contatos: Esther (35) 8425–9487.

matéria do fanzine Episódio Cultural
Carlos Roberto (editor)
machadocultural@gmail.com

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Fri, 07 Dec 2007 03:20:25 +0100
CONSCIÊNCIA NEGRA http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/consciencia-negra http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/consciencia-negra CONSCIÊNCIA NEGRACONSCIÊNCIA NEGRA

No dia 20 de novembro comemorara-se em todo o país o Dia Nacional da Consciência Negra. Um dia dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e para lembrar sua resistência à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro em 1534. A data foi escolhida pela entidade Movimento Negro (o maior do gênero no país) por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares em 1695, um dos heróis que escreveu, com a própria vida, a história do povo brasileiro, na luta por ideais grandiosos, tais como o fim da escravidão, igualdade e justiça social. O Quilombo dos Palmares é um dos principais símbolos da resistência negra na época da escravidão, também conhecido por Angola Janga, que significa Angola Pequena. Localizava-se na Serra da Barriga, atual Estado de Alagoas, local de grandes plantações de cana-de-açúcar. Durante cem anos (1595-1695), Palmares constituiu um foco de resistência aos ataques da Coroa, conseguindo também ter uma vida social extremamente organizada, chegando a contar, em 1640, segundo os holandeses, quase dez mil quilombolas. Era de interesse dos grandes latifundiários aniquilar Palmares, para tentar recuperar escravos e para evitar que, tendo Palmares como referência, os escravos tivessem maior motivação para a fuga. Para Zumbi, o mais importante não era viver livre, mas libertar todos os negros ainda escravos... Entidades como o Movimento Negro organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras para evitar o desenvolvimento do autoprecoceito (inferiorizarão perante a sociedade). Outros temas debatidos pelo Movimento e que ganham evidência no 20 de novembro são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc. O dia é celebrado desde a década de 1970, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, a comunidade negra precisava se contentar com o dia 13 de maio (Abolição da Escravatura), comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
Nei Lopes, compositor e um dos maiores estudiosos da História do povo negro no Brasil, afirma “A sociedade brasileira põe na nossa cabeça que nós somos inferiores, porque nossos antepassados foram escravos enquanto os donos do poder foram senhores”. Há razões históricas para isso: a Abolição foi feita de qualquer maneira e não teve medidas que a complementasse. A sociedade de então optou claramente por branquear a nação pela imigração européia e jogou os recém libertos, literalmente, no lixo. Em geral, a pessoa é levada desde criança a ter idéias e atitudes preconceituosas, por viverem numa sociedade em que predominam valores racistas. Só através da Educação Fundamental, com uma revisão completa da História, e por meio de ações governamentais é que poderemos prevenir tudo isso”.
Os Movimentos: Na Guerra entre Brasil e Paraguai, muita escravos que participaram pereceram. Foi nesse período que os ideais abolicionistas incentivaram o surgimento de associações que visavam o fim da escravatura, conseguindo dinheiro para libertar escravos, ou mesmo facilitando as suas fugas. O maestro Carlos Gomes, durante um concerto, conseguiu arrecadar uma boa quantia em dinheiro para a libertação de um escravo... Os ideais de Zumbi que influenciaram os abolicionistas foram as sementes que geminaram várias instituições que lutam por uma sociedade onde o indivíduo não seja discriminado por sua cor ou credo. Uma delas, o Núcleo Cultural de Integração Racial, estabelecido em Machado (MG), inicialmente, era uma parte das comemorações do dia 13 de maio (Abolição) e 20 de novembro (Consciência Negra). A idéia de torná-lo mais evidente às propostas iniciadas pelo antigo Conselho Negro, levaram Micheli Cruz (atual presidente), Paulo César de Souza (Cesinha), Oclísia de Paula Silva e Alice – pessoas engajadas na luta pela igualdade –, a instituir uma nova associação. “O Núcleo veio para integrar a todos (negros, brancos e índios) a um único objetivo: o fim da desigualdade social. Não como um decreto, mas sim, pela consciência humana”, disse César que depois, foi às rádios locais para explicar as metas do Núcleo. Ao despedir-se convidou a todas as classes sociais (empresários, intelectuais e gente do povo) a abraçarem a causa. Entre os eventos que o Núcleo vem promovendo estão os Festcoms, que são encontros de entidades (grupos de dança, Rap; poesia & manifestos), e as Missas Afros, realizadas na Igreja de São Benedito, pelo padre José Hamilton. As pessoas participam vestidas a caráter (de turbante e roupas coloridas). Durante a liturgia, elas cantam e dançam ao som do mais antigo ritmo trazido pelos africanos, o batuque. Todavia, em 1988, o Conselho Negro já realizava essas missas sob a direção das Sras. Marcolina, Fátima (ex-presidente da Associação dos Congadeiros), a Prof.ª Maria Zilda (falecida) e Fátima (do Zé Príncipe). Em 2006, com a ajuda do Prof. Toninho Fernandes, o Núcleo pode homenagear um lustre machadense que há anos está engajado nas artes e religião, o Sr. Warner de Paula Lima (do Auto Elétrico Wape). Outro detalhe que precisa ser esclarecido é que, o Núcleo, não pede dinheiro à Secretaria de Educação e Cultura, mas sim, matérias que visam à realização de seus projetos: cartolinas, bexigas, papel sulfite, tecido e aparelhagem de som. Muitas vezes o material que sobra é devolvido à Secretaria, ou doado às escolas. O Núcleo agradece o apoio imensurável do Prof. José Vítor e, principalmente, da Associação dos Congadeiros, que durante a antiga gestão de Fátima, quanto na atual, presidida por Arnaldo (o Nadu), nunca deixaram de apoiá-lo. Contatos: Micheli Cruz (35) 3295-6954 (Machado/MG).

“O negro é vivo. Ele tem o poder para mudar” (César)

“Para conseguir uma vaga no comércio de Machado, o negro precisa ter currículo europeu” (Oclísia)

“Nas escolas, desde o Pré, não ensinam as crianças que brancos, negros e índios são todos iguais” (Micheli)

“Gosto de estar na luta. Não há outra forma de lutar se não pelo Direito” (Micheli)

“Povo que não tem educação é povo alienado. E povo alienado dá voto fácil” (Oclísia)

“O importante não é ceder apenas 2% de cotas nas universidades para negros e índios. O importante é melhorar a Educação, capacitando o professor para que brancos, negros e índios tenham uma boa base para ingressar na faculdade” (César)

“O negro tem preconceito de si mesmo”. Essa frase em si reflete o racismo velado de uma sociedade negligente e burguesa”. (Agamenon Troyan)

Fonte: www.mundonegro.com.br
http://www.consciencia.br/reportagens/negros
Matéria do Fanzine Episódio Cultural
machadocultural@gmail.com (carlos Roberto / editor )

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Fri, 07 Dec 2007 03:15:54 +0100
ELMARA, UMA ARTE INFINITA http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/elmara-uma-arte-infinita http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/elmara-uma-arte-infinita ELMARA, UMA ARTE INFINITAELMARA, UMA ARTE INFINITA

Machado é uma cidade privilegiada de grandes artistas. Mesmo com a difícil tarefa de conseguir patrocínios e expor as suas obras, eles lutam pelos seus objetivos. O fanzine Episódio Cultural foi conhecer um desses artistas, a jovem Elmara Helena da Silva, (22 anos) moradora do Bairro da Vila Conceição. Aos 12 anos, começou a fazer cartões em papel vegetal. Seis anos depois aprendeu a pintar em estilo abstrato. Posteriormente fez um curso em tecidos com a artista Dulcilene Gonçalves (diretora da UNIARTMA). Entre os professores que acreditaram em seu potencial estavam Regina Salles e a artista mencionada anteriormente. Em suas pinturas a óleo, percebe-se a influência de Salles. Alguns desses quadros como a “As Pirâmides” (sua primeira pintura abstrata); A Fênix, Natureza Morta, A Igreja e, Paisagem com Flôres, refletem momentos de profunda reflexão, alegria, misticismo e tristeza.
Seus trabalhos, incluindo pinturas em cerâmica, foram expostos no colégio Iracema Rodrigues, onde estudou. Professores, alunos e visitantes, ficaram muito surpresos. Meses depois, seus quadros foram exibidos na Feira da UNIARTMA (Praça Central); na Exposição do Atelier da artista Regina Salles (Casa da Cultura) e no CESEP, onde atualmente faz o curso de História. Há alguns meses ela escreveu um poema abstrato (baseado em seu quadro, “A Moto e o Sofá”). Entre os livros ela mencionou as biografias de Pablo Picasso e Frida Kahlo. “Sinto Muito” de Gabriel Chalita; “Educar com Oração” e “Pedagogia do Amor” de Rubem Alves. Seus filmes favoritos são: “Reflexo de uma Amizade”, “A Luta por uma Esperança” e “O Sorriso da Mona Lisa”. Ela já tem convites para expor em São Paulo no ano que vem. Contatos e patrocínios: Rua Santa Teresa, 98. Fone: (35) 3295-3679 / Vila Conceição. Machado-MG 37750-000

“A pintura é uma arte infinita. Está sempre mudando. Há um campo, um céu, uma cor diferente que sempre aparece. Nunca é igual...” (Elmara H. Silva)

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Fri, 07 Dec 2007 02:16:12 +0100
FILHOS DO OCEANO http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/filhos-do-oceano http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/filhos-do-oceano FILHOS DO OCEANOFILHOS DO OCEANO

De: Agamenon Troyan

Um torpedo em forma de arpão rompe o oceano
Arrancado-lhe um grito de suas profundezas.
O vermelho surge manchando as águas de sangue.
Em ondas suas lágrimas fugitivas rebelam-se
A procura de rochedos onde possam se refugiar

Sorrisos largos revelam a face do predador
Que sob os auspícios da lei esconde-se.
Atrás da máscara da ética selvagem humana.
... E o quinto arpão se faz ouvir.

Os oceanos não mais presenciarão os saltos,
Os mares não mais sentirão alegria,
Em solidariedade os rios se uniram
A natureza em seu minuto de silêncio
Ajoelha-se na praia:
Uma lágrima,
Um soluço,
Um porque...

machadocultural@gmail.com

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Fri, 07 Dec 2007 02:12:43 +0100
O HOMEM FEIO (crônica) http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/o-homem-feio-cronica http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/o-homem-feio-cronica Crônica
Título: O Homem Feio
Autor: Sérgio Ricardo

O HOMEM FEIO

Vila Nova Esperança, uma pacata cidade de não mais de dez mil habitantes. Onde todos se conhecem e, muitas vezes são conhecidos como referência, exemplo: Paulo é filho do Jorge que é dono da padaria, assim as pessoas o chamam o Paulo do Jorge.
Sebastião, mais conhecido como Tiãozinho da chicota; referência de sua mãe uma vereadora muita conhecida e respeitada.
Tudo em sua vida estava bem, o relacionamento com seus fregueses, em seu comércio, uma casa de materiais de construção. Mas um fato o deixava profundamente triste. Era também referência como o homem mais feio da cidade, ganhando disparado do segundo colocado.
Já fim de tarde de um dia comum e rotineiro, para as pessoas comuns. Para Tiãozinho um dia tenso, infeliz. Já hora de fechar o estabelecimento, chega de última hora um cliente, nome: Osvaldo, o gari da cidade, muito conhecido pelo bom humor e pelas piadinhas debochadas.
– Grande Tiãozinho!!! Como vai?
– Bem. Em que posso ser útil?
– Quero uma torneira.
Tiãozinho embala a peça, entrega e dá um sorriso hospitaleiro de comerciante carismático.
– Obrigado pela preferência.
– Você sabe que só compro aqui. Nem se for mais caro que os seus concorrentes. Sabe por quê?
– Por que você é bem tratado. Não é?
– Nada disso. É que olhando para você, me sinto o homem mais lindo do mundo. Não é possível que você seja feio de natureza. Acho que você está do lado do avesso e se esqueceu de desvirar.
Termina de falar e sai às gargalhadas.
Tiãozinho sempre levou os comentários sobre sua feiúra na esportiva. Mas naquele momento fica paralisado. Solitário dentro de seu estabelecimento. Olha para o nada com uma decepção aparente na face, descontentamento, foi como se uma única gota de água caísse dentro de um copo cheio e transbordasse uma explosão interior. Foi como um chega!
Fecha o estabelecimento, entra em seu fusca. Pára, pensa e repensa; resolve não ir para casa, como sempre o faz. Sai estrada afora, sem destino; passa por diversas cidades do interior. A noite cai, já 150 km longe de casa. Avista uma placa na estrada: Vila Formosa a 2 km. Nunca havia sequer ouvido o nome daquela cidade, mas resolve entrar. Logo avista não uma cidade, mas um vilarejo. Não precisou acelerar muito o seu fusquinha, e, já estava na última rua.
Pára e vê um barzinho rústico, resolve entrar, olha a meia dúzia de fregueses. Encosta-se ao fundo do balcão e pede uma cerveja, logo duas, cinco. Deprimido e com o efeito sugestível do álcool, começa a lembrar das piadinhas referentes à sua feiúra. “Você é feio assim mesmo ou chupou limão?”. “Tira a máscara, o dia das bruxas já acabou”...
Seus olhos se enchem de lágrimas, logo desaba a chorar e chora, chora... Como uma criança.
Um senhor de meia idade chega próximo.
– Por que está chorado?
– Sou muito feio.
– Só por isso!
– Todo mundo diz que eu sou feio.
– Não, é não rapaz.
– Eu sei que eu sou.
– Fica triste não. – Dá mais uma cerveja para o rapaz aqui, é por minha conta.
– Obrigado senhor pela gentileza. Mas eu sei que sou o homem mais feio do mundo.
– Oh! Vou te contar uma coisa que vai te deixar feliz.
– O que?
– Tem uma cidade longe daqui chamada Vila Nova Esperança...
– O quê que tem!
– Lá tem um homem chamado Tiãozinho da Chicota, eu nunca o vi, mais a fama dele corre até estes lados, dizem que é feio que até dói.
Ao ouvir Tiãozinho da Chicota, Chora soluçado. O senhor olha para o balconista do bar e diz.
– O que foi que eu falei demais!

Sérgio Ricardo é escritor

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Fri, 07 Dec 2007 02:08:45 +0100
O CINE PARADISO BATE NO CORAÇÃO DE CADA CINÉFILO http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/o-cine-paradiso-bate-no-coracao-de-cada-cinefilo http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/o-cine-paradiso-bate-no-coracao-de-cada-cinefilo O CINE PARADISO BATE NO CORAÇÃO DE CADA CINÉFILO. Marco Antônio Soares de Oliveira Com a morte do ator francês Philipe Noiret, aos 76 anos, e que interpretou o projecionista de cinema, Alfredo, no inesquecível "Cinema Paradiso", de1989, nós, cinéfilos de carteirinha, ficamos também todos órfãos. O filme ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro naquele ano também trouxe-nos lembranças venturosas de nossa infância acostumada às salas de cinema. O filme do diretor Giuseppe Tornatore conta a história de uma amizade de uma criança que adorava ir ao cinema e o projecionista do local, que já era uma pessoa bem vivida. O garoto Salvatore ficou hipnotizado pelo cinema da pequena cidade italiana de Giancaldo e procurou travar amizade com Alfredo (Philipe Noiret), o projecionista que se irritava com facilidade, mas paralelamente tinha um enorme coração. Todos esses acontecimentos chegam em forma de lembrança, quando Salvatore cresce, torna-se um cineasta de sucesso e recorda-se da sua infância quando recebe a notícia de que Alfredo tinha falecido. Todos nós, amantes da Sétima Arte, somos esse garoto Salvatore vislumbrado pelo cinema local. Infelizmente, hoje em dia, os cinemas desapareceram devido à concorrência com a televisão, que acabou destruindo essas formas tão puras de sonhar no escurinho da sessão cinematográfica.
De vez em quando rompe esse silêncio um cinéfilo que surge das sombras e clareia a tela de nossas recordações. Nesta semana recebi correspondência com um farto material que mostra o amor de um amante dessa magia que ainda não se acabou. Trata-se de Carlos Roberto de Souza, machadense de raiz, que aprendeu com seu pai lições de filmes antigos assistidos no Cine Limeira de Machado. E Carlos cresceu com essa lanterna iluminando o seu interior. Então adulto resolveu distribuir essa vocação através de uma Revista e de "fanzines" gratuitos como "Episódio Cultural" em diversas cidades do país. Com dificuldade e com auxílio de patrocinadores edita com sacrifício essas obras sobre cinema. Tem no seu bojo incrustado a edição de um livro que trata sobre o assunto. Mas precisa de patrocinadores também abnegados como ele: telefones (35) 3295-6106 (casa) e 3295-9211, comercial. Exemplo de cinéfilo dedicado merece nossos aplausos. Como ia dizendo antes, aqueles que tiveram oportunidade de serem levados aos ensinamentos dessa Arte fabulosa, que é o Cinema, distribuem essa seara à nova geração. E causam enormes benefícios. Então, o ator francês Phillipe Noiret consagrou o filme "Cinema Paradiso" em modelo para os nossos tempos. E diversos seguidores como Carlos imitam seu exemplo fascinado pela beleza e lirismo dessa Arte comovente. Que cresçam as sementes vicejantes dessa Arte notável!

Marco Antônio Soares de Oliveira é escritor e jornalista.

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Fri, 07 Dec 2007 02:06:19 +0100
OLHOS DE CURUMIM http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/olhos-de-curumim http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/olhos-de-curumim OLHOS DE CURUMIM

De: Agamenon Troyan

Quando a natureza despertou
Ele adormeceu em devaneios
Bombardeado com os seus encantos

Despertado ele passou a observá-la
Em cada detalhe
Em cada canto.

Seus olhos: era o sol
A terra: sua pele trigueira
Seus cabelos: as matas
Os rios: o sangue que lhe corria
Seus pulmões: o ar fresco
Sua voz: o vento
A chuva... Seu pranto!

Ele percorreu a floresta
Subitamente, no meio do caminho
A encontrou deserta
A natureza começou a chorar...

Suas lágrimas caíram do céu
Entristecendo o curumim.
Ele apontou sua flecha
E atirou ao infinito...

...Tupã a recolheu
Encontrando uma mensagem:
“Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem”

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Fri, 07 Dec 2007 02:04:37 +0100
OLHAR PSICANALÍTICO http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/olhar-psicanalitico http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/olhar-psicanalitico OLHAR PSICANALÍTICO

É com muito prazer que aceito o convite de um amigo para contribuir com o “olhar psicanalítico” a tão louvável iniciativa que é elaborar um informativo que fale de cultura. É comum estarmos assistindo a um filme, uma novela ou escutando uma música, e de repente, nos desligarmos do mundo e fazermos parte daquela cena. Por que será que isso acontece?
A arte é a única manifestação humana fundamentalmente criada a partir da angústia, por isso ela toca pontos em nosso inconsciente que nos remetem a significados muito particulares e causam identificações com personagens, sons e imagens. A arte é uma forma de comunicação universal e não é à toa que desde os povos mais primitivos ela estava presente. Assim um filme, uma música, tem funções terapêuticas, pois nos remetem as nossas próprias histórias, no permitem rever conceitos e posições diante da vida. Para Freud: “Sentimo-nos cheios de admiração reverente por elas e as admiramos, mas somos incapazes de dizer o que representam para nós”, portanto, nunca saberemos se não passarmos por uma Interpretação Analítica: porque determinada música nos toca e outra não; determinada cena de um filme ou alguma situação de uma novela, pois estas tocam em pontos que estão para além da nossa consciência. Hoje fico por aqui, um abraço a todos.

Matheus Dias Pereira é psicanalista
Tel.: 9138-8769 e-mail: psicomatheus@bol.com.br

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Fri, 07 Dec 2007 02:03:15 +0100
O QUE FEZ O PÚBLICO DO INTERIOR DEIXAR DE IR AO CINEMA http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/o-que-fez-o-publico-do-interior-deixar-de-ir-ao-cinema http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/o-que-fez-o-publico-do-interior-deixar-de-ir-ao-cinema O QUE FEZ O PÚBLICO DO INTERIOR DEIXAR DE IR AO CINEMA

Aprígio Netto

Aquele papo de que, não há como a telona e o escurinho do cinema para se ver um bom filme, mais parece um discurso vazio do que uma unanimidade. Isto pelo fato dessa regra não se aplicar ao público do interior. Não precisa gastar muita saliva ou linhas de um órgão informativo para justificar esta questão, haja vista o desaparecimento massificante das casas de espetáculo das cidades interioranas, facultando esta opção apenas aos grandes centros e atualmente ao circuito Hallmark e nos shopping centers.
Os vilões, se é que podemos chamar assim, os causadores do afastamento do grande público dos cinemas e que decretaram a suas extinções, podem ser apontados aos altos custos de manutenção dos mesmos; à indisponibilidade em conseguir cópias dos lançamentos e sobretudo, a concorrência avassaladora da televisão; do videocassete e atualmente do DVD; da TV paga e das infindáveis festinhas; barzinhos e banquetes que se realizam por aí fazendo assim com que as pessoas perdessem o saudável hábito de irem ao cinema.
Pode-se acrescentar também outro fator que tenha contribuído para deixar o público ainda mais indiferente, ao contrário dos de décadas passadas, o sistema de estrelas que era muito bem elaborado pelos estúdios em conjunto com revistas especializadas que cultuavam os astros e estrelas que por sua vez, possuíam nomes sonoros e fáceis de memorizar, carisma, e eram exemplos de bom caráter e simpatia o tempo todo.
No entanto, para os cinéfilos, o meio de assistir um filme interessante não importa. O que importa é, vê-lo, cultuá-lo, podendo até ter o luxo de tê-lo em casa num pequeno disco. Resta apenas contar com o conhecimento, interesse e empenho dos distribuidores de para brindar os cinéfilos com aquelas preciosidades que a cada revisão se tornam mais atraentes. E para os cinemeiros, os exemplares daqueles filmes descartáveis, atualmente produzidos em série pela Indústria de Cinema que impera soberana em todos os países, Hollywood.

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Fri, 07 Dec 2007 02:02:01 +0100
O TREM DAS ÁGUAS E DO BARROCO MINEIRO http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/o-trem-das-aguas-e-do-barroco-mineiro http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/o-trem-das-aguas-e-do-barroco-mineiro O Trem das águas e do Barroco Mineiro

Um passeio é proporcionar aos jovens, crianças e idosos uma curtição, momentos de paz e amor e reviver épocas de um verdadeiro lirismo que ainda se perpetua em nossos corações. Cito por exemplo uma viagem de Maria Fumaça de São Lourenço a Soledade de Minas. São 10 kilômetros de trilhos a margearem o Rio Verde com belas paisagens. E a cada curva sob o ranger das rodas e do apito saudoso da Maria Fumaça é que tudo se transforma em emoções incontidas. Ainda tem música ecoando nos carros durante as duas horas da pequena viagem por estes trilhos. Constitui também momentos de enlevo a pequena viagem entre São João Del Rey e Tiradentes, no setor do Barroco Mineiro, por uma hora e meia de ida e volta. Também com lindas paisagens de rios e lagos; montanhas e florestas naturais, é que tudo isto se transforma numa recreação expontânea... Em momentos inesquecíveis de nossas vidas.

José Guilherme Barbosa é despachante

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Fri, 07 Dec 2007 01:59:44 +0100
O PAPEL E O POETA (poema) http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/o-papel-e-o-poeta-poema http://episodiocultural.nireblog.com/post/2007/12/07/o-papel-e-o-poeta-poema O PAPEL E O POETA

De: Agamenon Troyan

Não quero mais ser um coadjuvante,
Para ser lembrado apenas por um lapso.
Estou farto de pensamentos disfarçados em abstrato
Ziguezagueando por entre linhas de raciocínio.

Quem é o criador?
O poeta que se torna escravo de suas musas,
Ou o papel que as alforria silenciosamente?
Perguntas sem respostas,
Cuja desculpa se encontra
No último parágrafo.

Cansei de ser o fardo de uma pena
E depósito de frustrações.
Quero libertar-me desse jugo
E prender-me em minhas próprias idéias
Ser o personagem da minha própria pessoa.

Quero atuar em meu próprio mundo
Ser a minha gramática,
Sem uma sentença que me condene.

Quero descobrir o meu verdadeiro papel
Poder enxergar a mim mesmo
Não sobre uma escrivaninha fria e empoeirada
Cujo tempo a esqueceu no esquecimento,
Mas sim em cada alma
... Em cada poesia.

machadocultural@gmail.com

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Fri, 07 Dec 2007 01:58:07 +0100