ACORRENTADOS
KRAMER ACORRENTA BRANCO AO NEGRO PARA CRITICAR RACISMO
Aprígio Netto
Um dos filmes mais contundentes exportados para todo o mundo pela outrora competente Hollywood que aborda o racismo e suas implicações é “Acorrentados” (The defiant one) de 1958. O desafiador projeto baseado na estória de Nedrick Young, com roteiro de Harold Jacob Smith só foi levado às telas devido à ousadia e firmeza de propósito do produtor e diretor Stanley Kramer. Caso contrário, o enredo seria simplesmente atirado numa gaveta e esquecido. Para atrair a atenção da maior quantidade possível de público, Kramer contratou dois dos mais populares astros de então, Sidney Poitier e Tony Curtis.
O enredo inicia numa prisão que mais proporciona violência e hostilidade do que reabilita o interno para o posterior convívio com a sociedade. Durante o transporte dos internos, o camburão sofre um acidente e eles fogem. Coincidentemente se dirigem na mesma direção, os personagens antagônicos que conduzem a narrativa cheia de revelações até o final surpreendente.
Recentemente, houve uma refilmagem, mas sem o mesmo impacto do original porque mesmo que ainda haja um preconceito velado, o negro hoje já conquistou o seu espaço em todos os setores da sociedade, principalmente no cinema.
Entre outros exemplares dignos que atacam de frente o racismo podemos citar, “A Libertação de L.B Jones(William Wyler), O Mundo não Perdôa (Clarence Brown), O que a Carne herda(Elia Kazan),O Incerto amanhã (Otto Preminger), Os violentos homens do klan (Terence Young) e o mais violento de todos, Mississipi em chamas(Alan Parker).
Aprígio Netto é cinéfilo e colunista do Fanzine Episodio Cultural
(Alfenas-MG) BRASIL

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