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EPOSÓDIO CULTURAL

07/12/2007 GMT 1

OLHAR PSICANALÍTICO

tarokid2003 @ 02:03

OLHAR PSICANALÍTICO

É com muito prazer que aceito o convite de um amigo para contribuir com o “olhar psicanalítico” a tão louvável iniciativa que é elaborar um informativo que fale de cultura. É comum estarmos assistindo a um filme, uma novela ou escutando uma música, e de repente, nos desligarmos do mundo e fazermos parte daquela cena. Por que será que isso acontece?
A arte é a única manifestação humana fundamentalmente criada a partir da angústia, por isso ela toca pontos em nosso inconsciente que nos remetem a significados muito particulares e causam identificações com personagens, sons e imagens. A arte é uma forma de comunicação universal e não é à toa que desde os povos mais primitivos ela estava presente. Assim um filme, uma música, tem funções terapêuticas, pois nos remetem as nossas próprias histórias, no permitem rever conceitos e posições diante da vida. Para Freud: “Sentimo-nos cheios de admiração reverente por elas e as admiramos, mas somos incapazes de dizer o que representam para nós”, portanto, nunca saberemos se não passarmos por uma Interpretação Analítica: porque determinada música nos toca e outra não; determinada cena de um filme ou alguma situação de uma novela, pois estas tocam em pontos que estão para além da nossa consciência. Hoje fico por aqui, um abraço a todos.

Matheus Dias Pereira é psicanalista
Tel.: 9138-8769 e-mail: psicomatheus@bol.com.br

O QUE FEZ O PÚBLICO DO INTERIOR DEIXAR DE IR AO CINEMA

tarokid2003 @ 02:02

O QUE FEZ O PÚBLICO DO INTERIOR DEIXAR DE IR AO CINEMA

Aprígio Netto

Aquele papo de que, não há como a telona e o escurinho do cinema para se ver um bom filme, mais parece um discurso vazio do que uma unanimidade. Isto pelo fato dessa regra não se aplicar ao público do interior. Não precisa gastar muita saliva ou linhas de um órgão informativo para justificar esta questão, haja vista o desaparecimento massificante das casas de espetáculo das cidades interioranas, facultando esta opção apenas aos grandes centros e atualmente ao circuito Hallmark e nos shopping centers.
Os vilões, se é que podemos chamar assim, os causadores do afastamento do grande público dos cinemas e que decretaram a suas extinções, podem ser apontados aos altos custos de manutenção dos mesmos; à indisponibilidade em conseguir cópias dos lançamentos e sobretudo, a concorrência avassaladora da televisão; do videocassete e atualmente do DVD; da TV paga e das infindáveis festinhas; barzinhos e banquetes que se realizam por aí fazendo assim com que as pessoas perdessem o saudável hábito de irem ao cinema.
Pode-se acrescentar também outro fator que tenha contribuído para deixar o público ainda mais indiferente, ao contrário dos de décadas passadas, o sistema de estrelas que era muito bem elaborado pelos estúdios em conjunto com revistas especializadas que cultuavam os astros e estrelas que por sua vez, possuíam nomes sonoros e fáceis de memorizar, carisma, e eram exemplos de bom caráter e simpatia o tempo todo.
No entanto, para os cinéfilos, o meio de assistir um filme interessante não importa. O que importa é, vê-lo, cultuá-lo, podendo até ter o luxo de tê-lo em casa num pequeno disco. Resta apenas contar com o conhecimento, interesse e empenho dos distribuidores de para brindar os cinéfilos com aquelas preciosidades que a cada revisão se tornam mais atraentes. E para os cinemeiros, os exemplares daqueles filmes descartáveis, atualmente produzidos em série pela Indústria de Cinema que impera soberana em todos os países, Hollywood.

O TREM DAS ÁGUAS E DO BARROCO MINEIRO

tarokid2003 @ 01:59

O Trem das águas e do Barroco Mineiro

Um passeio é proporcionar aos jovens, crianças e idosos uma curtição, momentos de paz e amor e reviver épocas de um verdadeiro lirismo que ainda se perpetua em nossos corações. Cito por exemplo uma viagem de Maria Fumaça de São Lourenço a Soledade de Minas. São 10 kilômetros de trilhos a margearem o Rio Verde com belas paisagens. E a cada curva sob o ranger das rodas e do apito saudoso da Maria Fumaça é que tudo se transforma em emoções incontidas. Ainda tem música ecoando nos carros durante as duas horas da pequena viagem por estes trilhos. Constitui também momentos de enlevo a pequena viagem entre São João Del Rey e Tiradentes, no setor do Barroco Mineiro, por uma hora e meia de ida e volta. Também com lindas paisagens de rios e lagos; montanhas e florestas naturais, é que tudo isto se transforma numa recreação expontânea... Em momentos inesquecíveis de nossas vidas.

José Guilherme Barbosa é despachante

O PAPEL E O POETA (poema)

tarokid2003 @ 01:58

O PAPEL E O POETA

De: Agamenon Troyan

Não quero mais ser um coadjuvante,
Para ser lembrado apenas por um lapso.
Estou farto de pensamentos disfarçados em abstrato
Ziguezagueando por entre linhas de raciocínio.

Quem é o criador?
O poeta que se torna escravo de suas musas,
Ou o papel que as alforria silenciosamente?
Perguntas sem respostas,
Cuja desculpa se encontra
No último parágrafo.

Cansei de ser o fardo de uma pena
E depósito de frustrações.
Quero libertar-me desse jugo
E prender-me em minhas próprias idéias
Ser o personagem da minha própria pessoa.

Quero atuar em meu próprio mundo
Ser a minha gramática,
Sem uma sentença que me condene.

Quero descobrir o meu verdadeiro papel
Poder enxergar a mim mesmo
Não sobre uma escrivaninha fria e empoeirada
Cujo tempo a esqueceu no esquecimento,
Mas sim em cada alma
... Em cada poesia.

machadocultural@gmail.com

SCORPIONS

tarokid2003 @ 01:56

SCORPIONS

Fundado em Hanover na Alemanha, o grupo começou a tocar na Primavera de 1966, fundado pelo ainda atual guitarrista da banda , RUDOLF SHENKER. Na época se chamavam NAMELLES, ou seja, os SEM NOME. Klaus Maine que cantava na banda do irmão de Rudolf Shenker e se chamava The Coopernicus , foi convidado por Rudolf para entrar em sua Banda que passou a se chamar SCORPIONS.
Com a saída de seu 2º guitarrista ULITH ROTH em 1978, a banda começa a fazer testes a procura de outro musico. Depois de testarem 118 pessoas, descobrem em MATHIAS JABBS um grande guitarrista, que contribui até hoje para o sucesso da Banda. Com Klaus Maine nos vocais, Rudolf Shenker e Mathias Jabbs nas Guitarras, mais outros 2 musicos se juntaram a Banda , são o Baixista Francis Bucchols e o Baterista Hermam Herebell , esta formação tocou junta até 1992.
Depois de lançarem 5 discos e de conquistarem pouco a pouco os países da Europa Ocidental , o grupo se lança no incalculável mercado Japonês. Lançam em 1978 um álbum duplo ao vivo, TOKIO TAPES.
Nesta mesma época, todos se perguntam : Com vários anos fazendo turnês pela Europa e Japão , o que vocês tem contra os americanos? Porque nunca foram para os Estados Unidos? Um país realmente crucial para bandas de Rock.
Após o lançamento do seu 7º álbum "Lovedrive" eles partem finalmente para a América, participando de grandes festivais e sempre se destacando entre os melhores.
Depois vieram em 1981 "Animal Magnetism" e uma explosão com BLACKOUT em 1982, onde Klaus Maine depois de um longo tratamento e 2 cirurgias nas cordas vocais, voltou com tudo e o álbum foi um sucesso nos Estados Unidos.
Lançado em 1984 o álbum "LOVE AT THE FIRST" conta com mais 3 grandes sucessos , mais um em especial , a música STILL LOVING YOU ficou no topo das paradas , e colocou o SCORPIONS entre os 30 melhores do Mundo.
Tocaram no ROCK IN RIO 1 de 1985 para 350 mil pessoas e no US FESTIVAL na Califórnia para 450 mil espectadores. Nesta mesma época foi lançado mais um álbum ao vivo, um resumo de todos os sucessos de vários anos na estrada.
No de 1988, a Banda não parou, eles queriam ir onde nunca tinham tocado, e onde tinham enorme sucesso. Após lançarem o 11º álbum "SAVAGE AUMUSEMENTS" eles foram uma das primeiras bandas ocidentais a tocar na Rússia. Após o fim da Guerra Fria foi organizado um Grande Festival, o "MOSCOW MUSIC PEACE FESTIVAL" o SCORPIONS se juntou a - MOTLEY CRUE , OZZY OSBOURNE, SKID ROW e BON JOVI e fizeram uma grande apresentação. O espetáculo inspirou KLAUS MAINE a compor o maior Hit do SCORPIONS, WIND OF CHANGE, digna sucessora de STILL LOVING YOU.
Em 1991 é lançado o álbum CRAZY WORLD e a música Wind of Change se torna o hino da Banda, a obra prima classifica o Scorpions entre os 10 melhores do Mundo, eles passam a tocar em grandes palcos para um publico animado. Na mesma época retira-se do Grupo, o Baixista Francis Buchools , depois de vários anos de trabalho e amizade com a Banda. Em seu lugar entra Ralph Rickermam . No ano seguinte o baterista Hermam Herebell também deixa o grupo, no seu lugar entra o americano James Kottak , o único estrangeiro do Grupo Alemão.
De 1992 até o começo de 2000, a banda lançou alguns álbuns que não empolgaram muito. Mas no inicio do ano 2000 eles novamente surpreenderam, fizeram uma super produção tocando seus maiores HITS com a Orquestra Filarmônica de Berlim , mais uma vez um grande espetáculo.
Novamente no inicio de 2001 vieram com mais novidades, lançando um álbum totalmente Acústico.
DE 2001 a 2004 produziram um ótimo álbum, onde voltaram as raízes do Rock n` Roll , trazendo um baixista da Polônia , Pawel Maciwoda . E o que mais impressiona é o fato de uma Banda estar a tanto tempo na estrada são simplesmente 40 anos, e ainda conseguirem fazer algo maravilhoso como este álbum que tem o nome de "UNBREAKABLE" ou simplesmente NCOMPARAVÉL. Fizeram uma turnê por todo o mundo, passando pelo Brasil, em Setembro de 2005, onde participaram de um festival em São Paulo, o , LIVE N` LOUDER, tocaram também em Vitória ES, e em Porto Alegre RS.
É realmente uma grande história, dessa única Banda Alemã de sucesso em todo o Mundo com musicas em Ingles, onde houve e ainda há muita dedicação , luta e muita persistência , porque realmente amam aquilo que fazem, todos eles merecem este sucesso.

Escrito por: Agnaldo Romanelli de Tarso.

DECADÊNCIA OU GLÓRIA

tarokid2003 @ 01:53

Sobre o Autor:

Nasci no dia 04 de dezembro de 1974, natural de São Paulo - Capital, residi por toda a infância em Machado – MG. Na fase adulta morei por alguns anos no estado de São Paulo e na capital da mesma, onde pesquisei sobre a vida urbana.
Comecei a interessar por literatura aos vintes anos de idade, tendo como início artes, logo passando a leituras de romances. Aos vinte e dois anos, resolvi pesquisar para o meu primeiro romance “Decadência ou Glória” que foi primordial em meu crescimento espiritual, sentimental e literário. Não freqüentei Universidade, tive todo o aprendizado como autodidata.
Hoje em dia já escrevi uma peça de teatro, O Poeta e o Vagabundo – Comédia poética, poemas existencialistas, crônicas, pautas e estou na construção do segundo romance.
Sinopse
“Decadência ou Glória” título do romance que se afina com uma atual linha de pensamentos humanistas e espiritualistas, e, tem como foco principal à sobrevivência e reversão dos valores humanos neste século.

Meu romance de ficção relata todo o trajeto de uma vida, porém a história e baseado na realidade, relatando as descobertas e os sonhos individuais de cada ser humano. O nascimento de Gabriel, uma vida comum, mas com suas experiências próprias. Um órfão que se transforma em guerreiro, virtuoso. Transformando o mundo ao seu redor. Desarmado, inocente, persistente e aventureiro. Buscando os deuses; encontra-os na essência de cada ser vivo que cruza o seu caminho. Não mede esforços para fazer o que acha certo, não tem medo das escolhas. Sofre conscientemente as reações de seus atos, e, aprende com as conseqüências. Reverte o dia ruim pelo bom, faz a vida valer a pena na simplicidade e na humildade, chegando desta forma na supremacia da imortalidade de sua alma. Não procura uma razão lógica para existir; vive simplesmente um dia de uma vez.

Como escrevi Decadência ou Glória.

Quando comecei a escrever Decadência ou Glória, resolvi que não iria seguir nenhuma formula e deixaria o gênero literário construir-se por si só. O porque está muito ligada a pesquisa de campo que fiz, pois, após falar de sentimentos, dificuldades, sonhos e outros temas relacionados a vidas de pessoas de diversas culturas. Percebi, contudo que um livro é como uma vida, tem a sua exclusividade. Afirmando tudo isto, me desprendi de qualquer barreira e com amor construí a obra, depois de terminado já havia sido recompensado; recebi aulas na escola da vida, descobri o quanto à vida é importante, pois, mesmo que um ser humano não tenha mais nada na vida, ainda sim tem tudo, tem a condição de sonhar e reverter os momentos ruins.

Contato:decadenciaougloria@hotmail.com

AS PRIMEIRAS FILMAGENS NO SUL DE MINAS

tarokid2003 @ 01:47

PRIMEIRAS FILMAGENS NO SUL DE MINAS. Marco Antônio Soares de Oliveira.
O cinema nacional, apesar das dificuldades e monopólio das empresas americanas, que tomam noventa por cento das salas de projeções no país, vai de vento em popa. Os filmes nacionais estão escalando o "ranking" de bilheterias nas salas de exibição do território. O cinema falado deu um impulso formidável após a década de vinte, com o aparecimento de diversos focos de criação em pontos espalhados da nação brasileira, além de Rio e São Paulo. De acordo com o notável batalhador pelo nosso cinema, Paulo Emílio Sales Gomes, de inesquecível memória (1916-1977), autor do livro "Cinema: Trajetória no Subdesenvolvimento", da Editora Paz Terra, 1996, relata o papel estimulante de nossa produção cinematográfica a partir de 1923 com filmagens em Campinas, Recife e Belo Horizonte, estendo-se o movimento ao Rio Grande do Sul e diversas cidades mineiras do interior, sendo que numa delas, Pouso Alegre, já em 1921 haviam sido ensaiadas fitas de enredo. Diz ele que o pioneiro foi Francisco de Almeida Fleming, nascido em Ouro Fino, no ano de 1900: "Pertecendo a uma família de recursos, dona de alguns cinemas na região, bastante cedo Almeida Fleming (pág.52) maneja uma câmara; aos vinte anos realiza seu primeiro filme posado, de curta-metragem”, A Canção do Bandido”, seguindo-se "In Hoc signo Vincis", fita mística mais longa e ambiciosa, com reconstituições de época." Diz o Autor que a presença de Almeida Fleming e do ator Paulo Rosanova impulsionaram o setor. Já em Guaranésia, o pioneiro foi Américo Masotti - durante sua breve vida - animou um grupo que produziu o filme "Corações em Suplício. "Mas a cidade mineira que deu real importância cinematográfica ao Estado, ressalta, foi Cataguases. Os desbravadores foram o artesão italiano Pedro Comello e Humberto Mauro, que iniciam-se em 1925, munidos de uma "Pathé-Baby", filmam uma história de cinco minutos, "Valadião, o Cratera." Em Alfenas, as primeiras filmagens foram produzidas por Idalécio Esteves (direção), Ivan Esteves(assistente de direção), padre Josef Raam (montagem e música), José Ângelo Aprelini (câmara e fotografia) que realizaram o curta de 8 milímetros, "Escolhi a Morte". O elenco contou com os alfenenses: Glenan Singi, Lincoln Westin da Silveira, Alaor de Carvalho Moura, Wilson Silveira de Oliveira, José Antônio Neves, Roque Victor, Juarez Oliveira, Kurt Wagner e Onofre Moreira. Na década de 60, foi filmado na mesma cidade, do texto do teatrólogo Waldyr de Luna Carneiro, a película O Levante das Saias", cujo tema era a revolta das mulheres em relação aos seus maridos. Já em Guaxupé, na década de 70, foi filmado um western de ação explosiva, "A Última Bala", com Francisco DiFranco, Pepita Rodrigues, produção e direção de Luigi Picchi, onde também atuou como coadjuvante o guaxupeano José Ácula, antigo proprietário da Churrascaria Bambu. A fita anos depois começou a deteriorar-se mas foi salva pelo competente fotógrafo Clayton Abrão, que tinha trabalhado antes na Cinemateca de S. Paulo.Em Machado, um dos pioneiros da cinematografia foi o gerente de hotel, Hélio D!Ándreia que produziu o filme "O Bandido da Serra Abaixo".
Xx: jornalista e escritor.

OS DESAFIOS DA DIGNIDADE HUMANA

tarokid2003 @ 01:45

Os desafios da Dignidade Humana

Muitas vezes me pergunto os porquês de escrever sobre a dignidade humana. Algumas pessoas podem achar que é loucura...alguns até, numa corrente americanizada dizem que a Dignidade é um conceito inútil.
Ora, eu vivo num país, de origem latina, que preza muito as questões do sentir, do tocar, do olhar o outro. E também pela minha própria constituição humana...que me faz sentir um grande inconformismo com as questões sociais tão gritantes em nosso país.
Por que Dignidade? O ser humano possui dignidade inerente em qualquer situação? O que é dignidade? De onde ela vem? E qual seu fundamento através do tempo? Animais possuem dignidade? Por que Kant fez a dicotomia: pessoa possui dignidade e coisa possui valor?
Algumas outras perguntas de fundo mais teórico também permeiam as razões da minha investigação. Ética e dignidade são aliadas? Dignidade está implícita nas regras morais? Dignidade é um conceito inútil?
O fim da Segunda Guerra mundial trouxe grandes mudanças sociais. Ao se defrontar com o uso destruidor da potencialidade científica e tecnológica evidenciado pela guerra, acrescido de enormes arbitrariedades, surge uma busca crescente de parâmetros éticos. Desde o Código de Nuremberg em 1947 e ao advento da Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, busca-se reconhecer o valor da vida, a importância ao respeito pelo ser humano em sua integridade e conseqüentemente assegurando sua dignidade no viver.
Paralelamente os avanços científico-tecnológicos tomaram proporções gigantescas neste último século. A descoberta de vacinas, de medicamentos, de formas de tratamento, trouxe o fim de inúmeras doenças e grande parte de outras já não se tornam mais assustadoras e letais quanto antes. Enquanto isso a industrialização crescia, a economia mundial se desenvolvia na sombra do ideal capitalista, proporcionando uma verdadeira explosão no que tange a tecnologia. Computadores, celulares, fibra ótica e uma infinidade de outros materiais e equipamentos que se tornaram úteis pra vida humana.
Já em 1948 foi promulgada a Declaração Universal dos Direitos do Homem, importante passo para a mudança no modo de agir e refletir humanos.
O maior legado deixado pela Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 é a prerrogativa de que todos os seres humanos em suas diferenças biológicas, históricas, religiosas e culturais, são merecedores de respeito, individualizando-os, como únicos. É o reconhecimento de que ninguém, independente de raça, gênero, etnia, classe social, nação, ou vertente religiosa pode se considerar superior aos demais.
A dignidade humana, aquisição de um valor fundamental, sem preço não é um conceito único. Pressupõe-se que a dignidade seja inerente a todas as pessoas e por essa razão, busca-se adequar o termo para se compreender qual o papel da dignidade no discurso da vida. A busca de um conceito está longe de ser concluída, mas certeza existente é que só se reconhece a dignidade em si mesmo e se percebe a utilidade deste conceito quando reconhecemos no outro o valor fundamental e inestimável do ser digno.

* Renata Santinelli, mestre em Bioética, professora do curso de Serviço Social do CESEP

O ETERNO LAMENTO DE UM BARDO

tarokid2003 @ 01:42

O ETERNO LAMENTO DE UM BARDO

Então silenciosamente eu sonho
E minha dor cessa por um instante
Acordo entre velhos amigos do passado
Juntos tocamos nossa melodia
E nos deleitamos de vinho e broa

Quando menos espero
Eis que o presente grita o meu nome
Querendo despertar-me para a triste realidade
Abro os olhos e minha dor volta
Caio no vazio... Diante de todos
E ninguém pode fazer nada

Então, juntos tocamos nossa melodia
Cantamos tristemente a minha dor
E pelos longos caminhos do silêncio
Lágrimas amargas de minha nova vida
Para sempre e eternamente jamais secarão

Poema enviado por Robson Fernandes (Machado/MG)

06/12/2007 GMT 1

"ESTOU VOLTANDO...(Um conto africano)"

tarokid2003 @ 22:10

"ESTOU VOLTANDO...(Um conto africano)"“ESTOU VOLTANDO...”
(Um conto africano)

De: Agamenon Troyan

Um jovem angolano caminhava solitário pela praia. Parou por alguns instantes para agradecer aos deuses por aquele momento milagroso: o deslumbramento de sua terra natal. O silêncio o fez adormecer em seu âmago, despertando inesperadamente com o bater das ondas sobre as pedras. De repente, surgiram das matas homens estranhos e pálidos que o agarraram e o acorrentaram. Sua coragem e o medo travaram naquele momento uma longa batalha... Ele chamou pelos seus pais e clamou pelo seu Deus. Mas ninguém o ouviu. Subitamente mais e mais rostos estranhos e pálidos se uniram para rirem de sua humilhação. Vendo que não havia saída, o jovem angolano atacou um deles, mas foi impedido por um golpe. Tudo se transformou em trevas...
Um balanço interminável o fez despertar dentro do estômago de uma criatura. Ainda zonzo, ele notou a presença de guerreiros de outras tribos. Todos se demonstraram incrédulos no que estava acontecendo. Seus olhos cheios de medo se indagavam. Passos e risos de seus algozes foram ouvidos acima. Durante a viagem muitos guerreiros morreram, sendo seus corpos lançados ao mar. Dias depois, já em terra firme, o jovem angolano é tratado e vendido como a um animal. Com o coração cheio de “banzo” Ele e outros negros foram levados para um engenho bem longe dali. Foram recebidos pelo proprietário (senhor do engenho) e pelo feitor que, com o estalar do seu chicote não precisou expressar uma só palavra. Um dia, em meio ao trabalho, o jovem angolano fugiu. Mas não foi muito longe, pois fora capturado por um capitão do mato. Como castigo foi levado ao tronco onde recebeu não duas, mas cinqüenta chibatadas. Seu sangue se uniu ao solo bastardo que não o viu nascer.
Os anos se passaram, mas a sua sede por liberdade era insaciável. Várias vezes foi testemunha dos maus tratos que o senhor aplicava sobre as negras, obrigando-as a se entregarem. Quando uma recusava era imediatamente açoitada pelo seu atrevimento. A Sinhá, desonrada, vingava-se sobre uma delas, mandando que cortassem-lhe os mamilos para que não pudesse aleitar... O jovem angolano não suportando mais aquilo fugiu novamente. No meio do caminho encontrou outros negros fugidos que o conduziram ao topo de uma colina onde uma aldeia fortificada – um quilombo –, estava sendo mantida e protegida por escravos.
Ali ele aprendeu a manejar armas e, principalmente a ensinar as crianças o valor da cultura africana. Também foi ali que conheceu a sua esposa, a mãe de seu filho. Com o menino nos braços, ele o ergue diante as estrelas mostrando-o a Olorum, o deus supremo... Surgem novos rostos estranhos e pálidos, mas de coração puro, os abolicionistas. Eram pessoas que há anos vinham lutando pelo fim do cativeiro. Suas pressões surtiram efeito. Leis começaram a vigorar, embora lentamente, para o fim da escravatura: A Lei Eusébio de Queiroz; A do Ventre-Livre, A do Sexagenário e, finalmente a Lei Áurea. A juventude se foi. O velho angolano agora observa seus netos correndo livremente pelos campos. Aprenderam com o pai a zelarem pelas velhas tradições e andarem de cabeça erguida. Um dia o velho ouviu o clamor do seu coração: com dificuldade, caminhou solitário até a praia. Olhou compenetrado para o horizonte. Agora podia ouvir as vozes de seus pais e avós sendo trazidas pelas ondas do mar. A noite caiu cobrindo o velho angolano com o seu manto... Os tambores se calaram... No coração do silêncio, suas palavras lentamente ecoaram: “Estou voltando... Estou voltando”.

Do livro : “O Anjo e a Tempestade” (Agamenon Troyan)

machadocultural@gmail.com

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