Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

EPOSÓDIO CULTURAL

04/06/2008 GMT 1

CADA UM DE NOS PRECISA SE ERGUER

tarokid2003 @ 04:09

CADA UM DE NOS PRECISA SE ERGUER
“CADA UM DE NÓS PRECISA SE ERGUER!”

Beatriz Elisângela Santos Fernandes (Bia), 21 anos, começou por acaso a ingressar no teatro. Sua mãe havia lhe informado que a Escola Estadual Padre José estava formando um grupo teatral. Bia encarou esse desafio atuando em sua primeira peça: “Navio Negreiro”, escrita e dirigida pelo professor Pitágoras Fernandes e apresentada em 2001, na Câmara dos Vereadores. No ano seguinte atuou na peça “Ato de Natal”, realizada na Praça Central de Machado. Posteriormente, atuou em “Os caipiras”, e nos monólogos (Ou uma velha/ Ou uma mesma órfão) encenados na Escola Iracema Rodrigues. Como trabalho literário, Bia fez mais duas encenações: “O Dia de NossaSenhora Aparecida” e” O Conde de Monte Cristo”.
O contato com o palco fez com que ela ingressasse no Curso de Interpretaçãoministrado por Juliano Paes, no salão da Casa Paroquial. Mas por falta de patrocínio, o curso teve de ser interrompido. Em 2004, na Casa Paroquial de Alfenas, Bia interpretou uma viúva na peça “Calote em alto Estilo”, escrita e dirigida por Juliano Paes e Robson Leite. Entre os espectadores estava a atriz Rita Guedes. Rita tinha sido convidada para a entrega dos certificados aos jovens atores de uma “workshop” (oficina cultural). Além de atriz, Bia é instrumentista ( toca banjo, atabaque e violão); cantora e compositora desde os 13 anos (possue cerca de 100 letras inéditas).
Ao final da entrevista - cedida ao Episódio Cultural- ela disse: ”Os jovens de hoje estão estagnados; não são como os de antigamente que lutavam pelos seus ideais. Drogas não levam ninguém anada, só derruba! Cada um de nós precisa se erguer e correr atrás dos seus sonhos”.

Contato: (35) 9124-0532 (Machado-MG /Brasil)

Matéria do Fanzine Episódio Cultural
Carlos Roberto (editor)
machadocultural@gmail.com

Atração dos Moleques

tarokid2003 @ 04:04

Atração dos MolequesATRAÇÃO DOS MOLEQUES

Abram alas! Aí vêm o Atração dos Moleques, grupo formado por Diogo (cavaquinho), Jair (repique), Paulo (pandeiro), João (tamborim), Jackson (reco-reco), Cauã (surdo), Gladys (rebolo) e Betinho (violão e voz). Todos se conheceram na escola ligados a um fator comum: o samba. Influenciados pelo Refra, Exalta Samba, Doce Encontro, Jeito Moleque e Revelação, montaram em 2006 o grupo. Os primeiros ensaios eram feitos na casa de Joaquim “Gominho”, avô de Diogo. A primeira apresentação foi na Praça Central durante as comemorações do 7 de setembro.
No dia 22 de dezembro, o grupo vai abrir – com apoio da Unimed de Machado – o show do Face Racial no salão da Dismabe. O evento está sendo organizado pelo DJ Brown. O próximo passo será a gravação de uma demo com músicas inéditas, entre elas “Sem você não sou ninguém” e “Molecagem”.

Contatos: Betinho (35) 9128-6188 e Diogo (35) 3295-4031 (Machado-MG).

(ver foto )

AMIR MIGUEL, O MAESTRO DO POVO

tarokid2003 @ 03:59

AMIR MIGUEL, O MAESTRO DO POVOAMIR MIGUEL, O MAESTRO DO POVO

O Episódio Cultural foi até Serrania conhecer um cidadão que há anos vem formando novos músicos sem nunca ter recebido apoio do setor público e privado: Roupas, sapatos, instrumentos, métodos... Toda essa falta somada a uma grande dose de paixão pela música faz do maestro e carnavalesco Amir Miguel, 67 anos, um dos baluartes da nossa cultura. Ele foi atraído pela música desde pequeno. Seus pais, Antônio Miguel Sobrinhoe Marieta Moreira M. Sobrinhosempre o incentivaram não só a ouvir como também a tocar.
Autodidata e fã de Agnaldo Timóteo, Francisco Alves, Dalva de Oliveira, Francisco Egídio e Agnaldo Rayol, aos 12 anos já tocava trombone, piston, sax e teclado. Uma das pessoas que o ajudaram a aprimorar-se foi o maestro Emílio Rodrigues, natural de Areado, que durante 20 anos lecionou em Serrania. O pai de Amir, cujo apelido era “Totonho”, também foi um grande defensor da cultura. Nos anos 50, ele mantinha uma banda (a Lira Serraniense) e uma companhia de teatro amador que se apresentava na região com peças adaptadas de antigas revistas de teatro. Um dia a cidade ficou em polvorosa: o Circo Teatro Índio do Brasil, mais conhecido como o “Circo do Pelado” estava chegando!
O palhaço “Pelado”, juntamente com o seu filho, Waldemar Augusto, o palhaço “Bigola” – ambos de Martinópolis (MG0 – por muitos anos exibiram seu espetáculo no sul de Minas. Amir – que já tinha experiência de palco – acompanhava o circo apresentando-se como palhaço durante as férias na antiga fábrica de queijo.
Um dos sonhos de Amir era oferecer um ensino gratuito de música para os jovens. Como não encontrou nenhum apoio resolveu encarar o desafio sozinho. Por vários anos ensinou e formou novos músicos sem ganhar nada! A notícia espalhou-se pela região atraindo a atenção de Jornais e Redes de TV. A bateria usada para ensinar foi presente de um ilustre filho de Serrania, o jornalista Ney Gonçalves Dias. Com os seus alunos, Amir montou a “Banda Show Antônio Miguel Sobrinho”. Essa banda – que também não recebia nenhum apoio – se apresentava na praça ora com alunos jovens, ora com adultos. “A música possibilita que as pessoas fiquem mais sensíveis à vida”, disse o maestro.

Contatos: Amir Miguel (35) 3284-1449 / Serrania-MG (BRASIL)

ACORRENTADOS

tarokid2003 @ 03:55

ACORRENTADOSKRAMER ACORRENTA BRANCO AO NEGRO PARA CRITICAR RACISMO

Aprígio Netto

Um dos filmes mais contundentes exportados para todo o mundo pela outrora competente Hollywood que aborda o racismo e suas implicações é “Acorrentados” (The defiant one) de 1958. O desafiador projeto baseado na estória de Nedrick Young, com roteiro de Harold Jacob Smith só foi levado às telas devido à ousadia e firmeza de propósito do produtor e diretor Stanley Kramer. Caso contrário, o enredo seria simplesmente atirado numa gaveta e esquecido. Para atrair a atenção da maior quantidade possível de público, Kramer contratou dois dos mais populares astros de então, Sidney Poitier e Tony Curtis.
O enredo inicia numa prisão que mais proporciona violência e hostilidade do que reabilita o interno para o posterior convívio com a sociedade. Durante o transporte dos internos, o camburão sofre um acidente e eles fogem. Coincidentemente se dirigem na mesma direção, os personagens antagônicos que conduzem a narrativa cheia de revelações até o final surpreendente.
Recentemente, houve uma refilmagem, mas sem o mesmo impacto do original porque mesmo que ainda haja um preconceito velado, o negro hoje já conquistou o seu espaço em todos os setores da sociedade, principalmente no cinema.
Entre outros exemplares dignos que atacam de frente o racismo podemos citar, “A Libertação de L.B Jones(William Wyler), O Mundo não Perdôa (Clarence Brown), O que a Carne herda(Elia Kazan),O Incerto amanhã (Otto Preminger), Os violentos homens do klan (Terence Young) e o mais violento de todos, Mississipi em chamas(Alan Parker).

Aprígio Netto é cinéfilo e colunista do Fanzine Episodio Cultural

(Alfenas-MG) BRASIL

FACE RACIAL: A VOZ ATIVA DO RAP

tarokid2003 @ 03:51

FACE RACIAL, A VOZ ATIVA DO RAPFACE RACIAL: A VOZ ATIVA DO RAP

Os irmãos Paulo César (Paulinho), Luís Fernando (gigante) e o amigo Adriano, formaram em 1998 o grupo A Fúria do Hip Hop. Assim como o Break, o Hip Hop é uma dança de rua, inventada pelos negros americanos. Com a entrada de Marcelo, o grupo começou a trilhar o caminho do Rap; palavra inglesa que significa (trocar idéias; bater um papo). Quando ela se refere à um estilo, passa a significar “Rhythm and Poem”, isto é, “Ritmo e Poesia”. O grupo então adota o nome de Face Racial, se apresentado gratuitamente em baladas para tornar-se conhecido. O vereador Paulinho do PT, convidou os membros para se apresentarem no Pré-Fest, evento sempre realizado no mês de fevereiro. Com a saída de Adriano, o jovem Eder (back vocal) passou a fazer parte do grupo.
Com o apoio da Equipe Keko Som da Massa, o Face Racial se apresentou no Baile Flash Back, na Liga Operária em 2004. A mesma equipe levou o grupo para se apresentar na Noite do Break, em Alfenas. Entre outros eventos como a I Conferência Municipal da Juventude (Machado/2004) e Excalibur Fest (Machado/2004), o grupo teve uma ótima apresentação. Posteriormente, Marcos, o “DJ Marcão”, (responsável pelo ritmo e pelos “scratches”) entrou no grupo. Com ele o Face Racial gravou no Estúdio Renatinho Som, em 2004, seu primeiro CD Demo, intitulado Periferia Voz Ativa, com 9 faixas.
No ano seguinte, o grupo se apresentou em vários eventos, tais como: 17 Concurso Regional de Dança (Machado/MG), Show Grandes Encontros (Machado), II Movimento Hip Hop (São Paulo/SP), Festival da Canção do Cesec (Casa da Cultura/Machado), Fórum Municipal da Juventude (Machado) e, no II Vai Tomar No Cuba (São João da Mata/MG). Em meados de 2005 o grupo se trancou no Estúdio Fox, do Elton, para gravar o primeiro CD oficial, cujo título será Mundo Violento. Com a saída repentina de Eder, a vocalista Cristiane passou a cuidar do (back vocal). Segundo Paulinho, o CD agora se encontra em fase final de mixagem... É isso aí! Força para essa galera esperta que acreditou em seu sonho. Quem quiser ser parceiro cultural (patrocinador) do grupo, é só ligar para: (35) 3295-6386 c/ Paulinho ou Luís Fernando.

OBS:
FOTO (1) 2 formação: Eder, Luciano, Marcelo e Paulinho
FOTO (2) atual: Luciano, Cristiane, Marcelo, Paulinho e DJ Marcão (ausente )

24/01/2008 GMT 1

OS DESAFIOS DA DIGNIDADE HUMANA

tarokid2003 @ 01:13

OS DESAFIOS DA DIGNIDADE HUMANAOs Desafios da Dignidade Humana

Muitas vezes me pergunto os porquês de escrever sobre a dignidade humana. Algumas pessoas podem achar que é loucura...alguns até, numa corrente americanizada dizem que a Dignidade é um conceito inútil.
Ora, eu vivo num país, de origem latina, que preza muito as questões do sentir, do tocar, do olhar o outro. E também pela minha própria constituição humana...que me faz sentir um grande inconformismo com as questões sociais tão gritantes em nosso país.
Por que Dignidade? O ser humano possui dignidade inerente em qualquer situação? O que é dignidade? De onde ela vem? E qual seu fundamento através do tempo? Animais possuem dignidade? Por que Kant fez a dicotomia: pessoa possui dignidade e coisa possui valor?
Algumas outras perguntas de fundo mais teórico também permeiam as razões da minha investigação. Ética e dignidade são aliadas? Dignidade está implícita nas regras morais? Dignidade é um conceito inútil?
O fim da Segunda Guerra mundial trouxe grandes mudanças sociais. Ao se defrontar com o uso destruidor da potencialidade científica e tecnológica evidenciado pela guerra, acrescido de enormes arbitrariedades, surge uma busca crescente de parâmetros éticos. Desde o Código de Nuremberg em 1947 e ao advento da Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, busca-se reconhecer o valor da vida, a importância ao respeito pelo ser humano em sua integridade e conseqüentemente assegurando sua dignidade no viver.
Paralelamente os avanços científico-tecnológicos tomaram proporções gigantescas neste último século. A descoberta de vacinas, de medicamentos, de formas de tratamento, trouxe o fim de inúmeras doenças e grande parte de outras já não se tornam mais assustadoras e letais quanto antes. Enquanto isso a industrialização crescia, a economia mundial se desenvolvia na sombra do ideal capitalista, proporcionando uma verdadeira explosão no que tange a tecnologia. Computadores, celulares, fibra ótica e uma infinidade de outros materiais e equipamentos que se tornaram úteis pra vida humana.
Já em 1948 foi promulgada a Declaração Universal dos Direitos do Homem, importante passo para a mudança no modo de agir e refletir humanos.
O maior legado deixado pela Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 é a prerrogativa de que todos os seres humanos em suas diferenças biológicas, históricas, religiosas e culturais, são merecedores de respeito, individualizando-os, como únicos. É o reconhecimento de que ninguém, independente de raça, gênero, etnia, classe social, nação, ou vertente religiosa pode se considerar superior aos demais.
A dignidade humana, aquisição de um valor fundamental, sem preço não é um conceito único. Pressupõe-se que a dignidade seja inerente a todas as pessoas e por essa razão, busca-se adequar o termo para se compreender qual o papel da dignidade no discurso da vida. A busca de um conceito está longe de ser concluída, mas certeza existente é que só se reconhece a dignidade em si mesmo e se percebe a utilidade deste conceito quando reconhecemos no outro o valor fundamental e inestimável do ser digno.

* Renata Santinelli, mestre em Bioética, professora do curso de Serviço Social do CESEP

07/12/2007 GMT 1

FILHOS DO OCEANO

tarokid2003 @ 02:12

FILHOS DO OCEANOFILHOS DO OCEANO

De: Agamenon Troyan

Um torpedo em forma de arpão rompe o oceano
Arrancado-lhe um grito de suas profundezas.
O vermelho surge manchando as águas de sangue.
Em ondas suas lágrimas fugitivas rebelam-se
A procura de rochedos onde possam se refugiar

Sorrisos largos revelam a face do predador
Que sob os auspícios da lei esconde-se.
Atrás da máscara da ética selvagem humana.
... E o quinto arpão se faz ouvir.

Os oceanos não mais presenciarão os saltos,
Os mares não mais sentirão alegria,
Em solidariedade os rios se uniram
A natureza em seu minuto de silêncio
Ajoelha-se na praia:
Uma lágrima,
Um soluço,
Um porque...

machadocultural@gmail.com

O HOMEM FEIO (crônica)

tarokid2003 @ 02:08

Crônica
Título: O Homem Feio
Autor: Sérgio Ricardo

O HOMEM FEIO

Vila Nova Esperança, uma pacata cidade de não mais de dez mil habitantes. Onde todos se conhecem e, muitas vezes são conhecidos como referência, exemplo: Paulo é filho do Jorge que é dono da padaria, assim as pessoas o chamam o Paulo do Jorge.
Sebastião, mais conhecido como Tiãozinho da chicota; referência de sua mãe uma vereadora muita conhecida e respeitada.
Tudo em sua vida estava bem, o relacionamento com seus fregueses, em seu comércio, uma casa de materiais de construção. Mas um fato o deixava profundamente triste. Era também referência como o homem mais feio da cidade, ganhando disparado do segundo colocado.
Já fim de tarde de um dia comum e rotineiro, para as pessoas comuns. Para Tiãozinho um dia tenso, infeliz. Já hora de fechar o estabelecimento, chega de última hora um cliente, nome: Osvaldo, o gari da cidade, muito conhecido pelo bom humor e pelas piadinhas debochadas.
– Grande Tiãozinho!!! Como vai?
– Bem. Em que posso ser útil?
– Quero uma torneira.
Tiãozinho embala a peça, entrega e dá um sorriso hospitaleiro de comerciante carismático.
– Obrigado pela preferência.
– Você sabe que só compro aqui. Nem se for mais caro que os seus concorrentes. Sabe por quê?
– Por que você é bem tratado. Não é?
– Nada disso. É que olhando para você, me sinto o homem mais lindo do mundo. Não é possível que você seja feio de natureza. Acho que você está do lado do avesso e se esqueceu de desvirar.
Termina de falar e sai às gargalhadas.
Tiãozinho sempre levou os comentários sobre sua feiúra na esportiva. Mas naquele momento fica paralisado. Solitário dentro de seu estabelecimento. Olha para o nada com uma decepção aparente na face, descontentamento, foi como se uma única gota de água caísse dentro de um copo cheio e transbordasse uma explosão interior. Foi como um chega!
Fecha o estabelecimento, entra em seu fusca. Pára, pensa e repensa; resolve não ir para casa, como sempre o faz. Sai estrada afora, sem destino; passa por diversas cidades do interior. A noite cai, já 150 km longe de casa. Avista uma placa na estrada: Vila Formosa a 2 km. Nunca havia sequer ouvido o nome daquela cidade, mas resolve entrar. Logo avista não uma cidade, mas um vilarejo. Não precisou acelerar muito o seu fusquinha, e, já estava na última rua.
Pára e vê um barzinho rústico, resolve entrar, olha a meia dúzia de fregueses. Encosta-se ao fundo do balcão e pede uma cerveja, logo duas, cinco. Deprimido e com o efeito sugestível do álcool, começa a lembrar das piadinhas referentes à sua feiúra. “Você é feio assim mesmo ou chupou limão?”. “Tira a máscara, o dia das bruxas já acabou”...
Seus olhos se enchem de lágrimas, logo desaba a chorar e chora, chora... Como uma criança.
Um senhor de meia idade chega próximo.
– Por que está chorado?
– Sou muito feio.
– Só por isso!
– Todo mundo diz que eu sou feio.
– Não, é não rapaz.
– Eu sei que eu sou.
– Fica triste não. – Dá mais uma cerveja para o rapaz aqui, é por minha conta.
– Obrigado senhor pela gentileza. Mas eu sei que sou o homem mais feio do mundo.
– Oh! Vou te contar uma coisa que vai te deixar feliz.
– O que?
– Tem uma cidade longe daqui chamada Vila Nova Esperança...
– O quê que tem!
– Lá tem um homem chamado Tiãozinho da Chicota, eu nunca o vi, mais a fama dele corre até estes lados, dizem que é feio que até dói.
Ao ouvir Tiãozinho da Chicota, Chora soluçado. O senhor olha para o balconista do bar e diz.
– O que foi que eu falei demais!

Sérgio Ricardo é escritor

O CINE PARADISO BATE NO CORAÇÃO DE CADA CINÉFILO

tarokid2003 @ 02:06

O CINE PARADISO BATE NO CORAÇÃO DE CADA CINÉFILO. Marco Antônio Soares de Oliveira Com a morte do ator francês Philipe Noiret, aos 76 anos, e que interpretou o projecionista de cinema, Alfredo, no inesquecível "Cinema Paradiso", de1989, nós, cinéfilos de carteirinha, ficamos também todos órfãos. O filme ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro naquele ano também trouxe-nos lembranças venturosas de nossa infância acostumada às salas de cinema. O filme do diretor Giuseppe Tornatore conta a história de uma amizade de uma criança que adorava ir ao cinema e o projecionista do local, que já era uma pessoa bem vivida. O garoto Salvatore ficou hipnotizado pelo cinema da pequena cidade italiana de Giancaldo e procurou travar amizade com Alfredo (Philipe Noiret), o projecionista que se irritava com facilidade, mas paralelamente tinha um enorme coração. Todos esses acontecimentos chegam em forma de lembrança, quando Salvatore cresce, torna-se um cineasta de sucesso e recorda-se da sua infância quando recebe a notícia de que Alfredo tinha falecido. Todos nós, amantes da Sétima Arte, somos esse garoto Salvatore vislumbrado pelo cinema local. Infelizmente, hoje em dia, os cinemas desapareceram devido à concorrência com a televisão, que acabou destruindo essas formas tão puras de sonhar no escurinho da sessão cinematográfica.
De vez em quando rompe esse silêncio um cinéfilo que surge das sombras e clareia a tela de nossas recordações. Nesta semana recebi correspondência com um farto material que mostra o amor de um amante dessa magia que ainda não se acabou. Trata-se de Carlos Roberto de Souza, machadense de raiz, que aprendeu com seu pai lições de filmes antigos assistidos no Cine Limeira de Machado. E Carlos cresceu com essa lanterna iluminando o seu interior. Então adulto resolveu distribuir essa vocação através de uma Revista e de "fanzines" gratuitos como "Episódio Cultural" em diversas cidades do país. Com dificuldade e com auxílio de patrocinadores edita com sacrifício essas obras sobre cinema. Tem no seu bojo incrustado a edição de um livro que trata sobre o assunto. Mas precisa de patrocinadores também abnegados como ele: telefones (35) 3295-6106 (casa) e 3295-9211, comercial. Exemplo de cinéfilo dedicado merece nossos aplausos. Como ia dizendo antes, aqueles que tiveram oportunidade de serem levados aos ensinamentos dessa Arte fabulosa, que é o Cinema, distribuem essa seara à nova geração. E causam enormes benefícios. Então, o ator francês Phillipe Noiret consagrou o filme "Cinema Paradiso" em modelo para os nossos tempos. E diversos seguidores como Carlos imitam seu exemplo fascinado pela beleza e lirismo dessa Arte comovente. Que cresçam as sementes vicejantes dessa Arte notável!

Marco Antônio Soares de Oliveira é escritor e jornalista.

OLHOS DE CURUMIM

tarokid2003 @ 02:04

curumim2.jpg

Olhos de Curumim

OLHOS DE CURUMIM

De: Agamenon Troyan

Quando a natureza despertou
Ele adormeceu em devaneios
Bombardeado com os seus encantos

Despertado ele passou a observá-la
Em cada detalhe
Em cada canto.

Seus olhos: era o sol
A terra: sua pele trigueira
Seus cabelos: as matas
Os rios: o sangue que lhe corria
Seus pulmões: o ar fresco
Sua voz: o vento
A chuva... Seu pranto!

Ele percorreu a floresta
Subitamente, no meio do caminho
A encontrou deserta
A natureza começou a chorar...

Suas lágrimas caíram do céu
Entristecendo o curumim.
Ele apontou sua flecha
E atirou ao infinito...

...Tupã a recolheu
Encontrando uma mensagem:
“Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem”

Arquivo | Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis