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EPOSÓDIO CULTURAL

Arquivo: Junho 2008

04/06/2008 GMT 1

TODOS TÊM A ARTE

tarokid2003 @ 05:15

TODOS TÊM A ARTETODOS TÊM A ARTE

A palavra arte vem do latim -ars, artisque na etimologia tem um amplo sentido. Artista é todo aquele que através das suas habilidades, transforma o que faz em arte. Em todas as camadas sociais, anônimos ou consagrados. Todo ser humano tem capacidade para desenvolver alguma arte, seja como hobby (passatempo), profissão ou terapia.
Algumas pessoas acreditam que arte é para os iluminados, como pintores de Belas Artes, escultores impressionantes, escritores de best-seller, atores de cinema, bailarinos clássicos e músicos talentosos. Vamos pensar juntos: Se você tem desenvoltura para fazer uma redação quando o professor solicita, já está criando, escrevendo, talvez aí no seu íntimo more um autor que só precisa descobrir o gênero que mais lhe agrade.
Quando você vai procurar um emprego e participa de uma brincadeira na dinâmica de grupo, quem surge é o ator. Se como profissão pinta paredes, temos o pintor, que tem como tela as próprias paredes. Se trabalha como carpinteiro transformando madeira em móveis, temos o escultor. Quando você se entrega ao ritmo da música e arrisca alguns passos nas festas em que vai, encontramos o dançarino.
Quando toca qualquer instrumento de ouvido, ou seja; aquele que nunca freqüentou aulas, mas aprende a tocar, surge aí o músico nato. Viu como todos têm no espírito a arte? Então saia da poltrona e seja feliz. Procure em sua cidade, projetos, Ongs, grupos voltados para arte e cultura, até os maiores problemas tornam-se mais toleráveis e solucionáveis, sabe por quê? Porque o Eu artista, recebe o melhor dos aplausos que é o da alma contente que pulsa dentro de cada um.

Amigos, a arte é para todos. Felicidades e até o próximo número.

A jornalista e escritora Sílvia Regina Santos (São Gonçalo/RJ) escreve neste espaço.
silviaescritora@hotmail.com

Matéria do Fanzine Episódio Cultural
machadocultural@gmail.com

UM POUCO DE HISTÓRIA DA ARTE

tarokid2003 @ 05:12

UM POUCO DE HISTÓRIA DA ARTEUM POUCO DE HISTÓRIA DA ARTE

Meu nome é Vitor Hugo Da Col Junior, sou Professor de História formado pela UEMG e Mestre em Educação pela Universidade São Marcos. Atualmente sou Coordenador dos Cursos de História e Serviço Social do CESEP- Machado, além de ministrar aulas nos dois cursos.
Por ser um admirador da Arte e ter defendido minha tese de mestrado sobre a história de um artista ourofinense, fui convidado por meu aluno Carlos Roberto, editor deste Fanzine, para falar um pouco sobre algumas curiosidades da História da Arte e seus significados. Neste primeiro artigo gostaria de tratar do significado e importância da arte para a história da civilização de um modo geral, utilizando uma obra de grande expressão para seu tempo: “Guernica” de Pablo Picasso. Este óleo sobre tela foi pintado em um painel de 3,49 x 7,78 m, em junho de 1937, como forma de protesto pelo ataque nazista à pequena cidade espanhola de Guernica, com pouco mais de 7 mil habitantes.
O ataque foi planejado por Hitler como forma de apoio à ditadura do General Franco na Espanha em 26 de abril de 1937. Por volta das 5 horas da tarde os aviões nazistas da Legião Condor despejaram toneladas de bombas num ataque que durou 2 horas e 45 minutos. Os moradores estonteados e assombrados corriam na direção das montanhas enquanto rajadas de metralhadoras, disparadas pelos caças, faziam os corpos se amontoarem. O ataque tinha a intenção de conter os rebeldes republicanos espanhóis que tentavam derrubar o sistema de ditadura militar imposta pelo General Franco desde 1936, que com o apoio dos aviadores nazistas escolheram a pequena cidadezinha por não possuir sistemas de defesa antiaéreos.
Picasso tentou expor a fragilidade da população frente à violência do ataque nazista utilizando para isso uma técnica conhecida como “Cubismo” que fragmentava as formas e as compunha como cubos, com cores escuras e formas geométricas angulosas, dispostas em um mesmo plano como se estivessem abertas, confrontando o estilo da pintura renascentista com suas perspectivas e dimensões perfeitas.
Guernica não era algo belo de ser visto. Durante sua primeira exposição em Paris o público virava-se de costas frente a tamanho horror. Picasso, para retratar o clima sombrio que envolvia o desastre, utilizou-se da cor negra, do cinza e do branco. O painel encontra-se dominado no alto pela luz de um olho-lâmpada - símbolo da mortífera tecnologia - seguida de duas figuras de animais. No centro um cavalo apavorado, em disparada, representa as forças irracionais da destruição. A esquerda, impassível, um perfil picassiano de um touro imóvel. Talvez seja símbolo da Espanha em guerra civil, impotente perante a destruição que a envolvia. Logo abaixo do touro, encontramos uma mãe com o filho morto no colo. Ela clama aos céus por uma intervenção. Trata-se da moderna Pietáde Picasso.
Uma figura masculina, geometricamente esquartejada, domina as partes inferiores, segurando uma espada quebrada – símbolo da resistência heróica. A direita, uma mulher, com seios expostos e grávida, voltada para a luz, implora pela vida, e outra, incinerada, ergue inutilmente os braços para o vazio, enquanto uma casa arde em chamas e uma cabeça aparece tentando fugir do fogo. Naquele caos a tecnologia aparece esmagando a vida.
Conta-se que, em 1940, com Paris ocupada pelos nazistas, um oficial alemão, diante de uma fotografia reproduzindo o painel, perguntou a Picasso se havia sido ele quem tinha feito aquilo. O pintor, então, teria respondido: "Não, foram vocês!".Podemos perceber que a Arte nem sempre agrada aos olhos, mas diante da imensa estupidez de uma guerra, a Arte talvez esteja lá não somente para satisfazer nossos olhos, mas também para não nos esquecermos do que o ser humano é capaz.

No próximo Episódio Cultural veremos uma obra não tão sombria, mas nem por isso menos polêmica. Até lá.

O Prof. MSC. Vítor Hugo da Col Júnior (Coordenador de História e Serviço Social) escreve neste espaço.

VIDAS EM VERSOS

tarokid2003 @ 05:10

VIDAS EM VERSOSVIDAS EM VERSOS

Foi na fazenda, quando menina que, Sônia Gonçalves, filha de Sérgio Gonçalves e Lúcia de Lima Gonçalves descobriu o caminho da Arte: Carvão e plantas abundantes encontrados no terreno de sua família serviram de matéria-prima para seus desenhos. Aos 15 anos pintou seu primeiro quadro a óleo. Em 1982 expôs seus quadros no Hotel Nacional, em Poços de Caldas. Ausentou-se das artes plásticas por 15 anos para cuidar dos filhos.
O retorno aconteceu em 2004 quando seus quadros foram expostos na Semana de Ciências Agrárias de Machado, realizada pela F.E.M (Fundação Educacional de Machado). Depois foi a vez da Casa da Cultura receber suas obras. Natural de Poço Fundo, Sônia é muito detalhista em suas obras: uma folha, um rosto; uma gota de água, um gesto... Tudo pode fluir uma sensação de profundidade. Muitas vezes, a tela é o seu meio de descarregar todos os bons e maus momentos. ”Quando estou pintando esqueço dos problemas e me entrego de corpo e alma a essa manifestação cultural.” e conclui: “É como se o artista tirasse da alma e a colocasse para outro ver.”
Na Casa da Cultura onde ministrou um curso de cerâmica, montou uma exposição com Ednéia, uma de suas alunas. Na Igreja Matriz de Machado encontramos uma “pintura acadêmica” (arte de reproduzir imagens pequenas em quadros) de Cristo. Participou de um curso de Teologia para Leigos em Guaxupé (MG), e atualmente dá aula de Liderança Cristã, na Paróquia São José. Seu próximo passo será pintar a pia batismal.
Sua filha, Fernanda Caroline G. Vilhena, é uma apaixonada por poesias. Seu primeiro livro “Vidas em Versos” (120pgs / Folha Machadense) foi lançado durante sua festa de 15 anos. Em seu segundo livro, “Homenagens”, Fernanda homenageia a vida, a amizade, a família e os amigos. Diga-se de passagem, que ela não conseguiu nenhum patrocínio para a publicação de seus livros. Fernanda desabafou: “Antes, eu era só uma menina que queria ter um livro. Depois que as pessoas viram o meu trabalho, passaram a encarar–me com mais seriedade“.

E concluiu: “Eu sempre tive sonhos. Acredito que sejam os sonhos e as nossas vontades que nos movem”. Entre seus filmes favoritos estão: Óleo de Lorenzo, Central do Brasil e O mistério das cartas. Atualmente Fernanda está cursando Psicologia em Belo Horizonte com o objetivo de trabalhar exclusivamente com crianças e desenvolver projetos sociais. “Que os jovens não percam sua força e esperança! A gente está aí para melhorar a nossa realidade”, disse entusiasmada.

Contato: Sônia Gonçalves (35) 3295-6088 - Machado-MG/ BRASIL

(ver foto )

Theresa Silva

tarokid2003 @ 05:08

Theresa SilvaTheresa Silva, mineira de Boa Esperança, artista plástica formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Sua pintura faz dualidade entre o abstrato e o figurativo, transgredindo o comportamento cromático usando uma mistura de cores e matéria com liberdade, definindo assim formas com características próprias.

No artesanato gosta de usar materiais tirados diretamente da natureza como: cabaças, sementes, folhas e pedras confeccionando objetos utilitários, mandalas e enfeites.

Theresa ministra aulas de pintura em tela em seu ateliê e atualmente é presidente da Associação dos Artesãos “Arte da Serra”. A Associação conta com 22 sócios que fazem os mais diversos tipos de trabalhos artesanais que levam nome da cidade para vários lugares de nosso país.

Não deixe de visitar em Boa Esperança o Ateliê. Formato – Espaço de Arte e a Associação “Arte da Serra” com a certeza de que será bem recebido para admirar as belezas de nossa terra Rua Presidente Vargas, nº384, Centro, Boa Esperança – MG.
Telefone: (035) 3851 – 3543.

AS PRIMEIRAS FILMAGENS NO SUL DE MINAS.

tarokid2003 @ 05:05

AS PRIMEIRAS FILMAGENS NO SUL DE MINAS.	AS PRIMEIRAS FILMAGENS NO SUL DE MINAS.

Marco Antônio Soares de Oliveira*
O cinema nacional, apesar das dificuldades e monopólio das empresas americanas, que tomam noventa por cento das salas de projeções no país, vai de vento em popa. Os filmes nacionais estão escalando o "ranking" de bilheterias nas salas de exibição do território. O cinema falado deu um impulso formidável após a década de vinte, com o aparecimento de diversos focos de criação em pontos espalhados da nação brasileira, além de Rio e São Paulo. De acordo com o notável batalhador pelo nosso cinema, Paulo Emílio Sales Gomes, de inesquecível memória (1916-1977), autor do livro "Cinema: Trajetória no Subdesenvolvimento", da Editora Paz Terra, 1996, relata o papel estimulante de nossa produção cinematográfica a partir de 1923 com filmagens em Campinas, Recife e Belo Horizonte, estendo-se o movimento ao Rio Grande do Sul e diversas cidades mineiras do interior, sendo que numa delas, Pouso Alegre, já em 1921 haviam sido ensaiadas fitas de enredo.
Diz ele que o pioneiro foi Francisco de Almeida Fleming, nascido em Ouro Fino, no ano de 1900: "Pertecendo a uma família de recursos, dona de alguns cinemas na região, bastante cedo Almeida Fleming (pág.52) maneja uma câmara; aos vinte anos realiza seu primeiro filme posado, de curta-metragem”, A Canção do Bandido”, seguindo-se "In Hoc signo Vincis", fita mística mais longa e ambiciosa, com reconstituições de época."
Diz o Autor que a presença de Almeida Fleming e do ator Paulo Rosanova impulsionaram o setor. Já em Guaranésia, o pioneiro foi Américo Masotti - durante sua breve vida - animou um grupo que produziu o filme "Corações em Suplício.
Mas a cidade mineira que deu real importância cinematográfica ao Estado, ressalta, foi Cataguases. Os desbravadores foram o artesão italiano Pedro Comello e Humberto Mauro, que iniciam-se em 1925, munidos de uma "Pathé-Baby", filmam uma história de cinco minutos, "Valadião, o Cratera." Em Alfenas, as primeiras filmagens foram produzidas por Idalécio Esteves (direção), Ivan Esteves(assistente de direção), padre Josef Raam (montagem e música), José Ângelo Aprelini (câmara e fotografia) que realizaram o curta de 8 milímetros, "Escolhi a Morte". O elenco contou com os alfenenses: Glenan Singi, Lincoln Westin da Silveira, Alaor de Carvalho Moura, Wilson Silveira de Oliveira, José Antônio Neves, Roque Victor, Juarez Oliveira, Kurt Wagner e Onofre Moreira. Na década de 60, foi filmado na mesma cidade, do texto do teatrólogo Waldyr de Luna Carneiro, a película O Levante das Saias", cujo tema era a revolta das mulheres em relação aos seus maridos.
Já em Guaxupé, na década de 70, foi filmado um western de ação explosiva, "A Última Bala", com Francisco DiFranco, Pepita Rodrigues, produção e direção de Luigi Picchi, onde também atuou como coadjuvante o guaxupeano José Ácula, antigo proprietário da Churrascaria Bambu. A fita anos depois começou a deteriorar-se mas foi salva pelo competente fotógrafo Clayton Abrão, que tinha trabalhado antes na Cinemateca de S. Paulo. Em Machado, um dos pioneiros da cinematografia foi o gerente de hotel, Hélio D!Ándreia que produziu o filme "O Bandido da Serra Abaixo".
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* jornalista e escritor (Alfenas/MG)

JORGE BUENO DA SILVA

tarokid2003 @ 05:03

JORGE BUENO DA SILVAJORGE BUENO DA SILVA

( LAGO AZUL )

Jorge Bueno da Silva nasceu em 19 de setembro de1948, na zona rural de Machado-MG. A paixão pelo futebol começou quando jogava no time do São Luís. Depois ingressou no Jardim Teália, no La Salle(dos irmãos lassalistas), e no Flamengodo Divone “Carroeiro”. Aos 14 anos foi morar com os tios em Vila Ema (na capital de São Paulo). Conseguiu um emprego de serralheiro na micro empresa Elie–Pedrosian & Filhos. Fez amizade com torcedores daquele que seria para sempre o seu time de coração: o Santos Futebol Clube.

Era o ano de 1962 quando Jorge e um grupo de amigos foram ao Pacaembu para assistir a uma partida entre Santos x Botafogo, pelo antigo Torneio Rio-São Paulo. Naquela época, o Santos de (Gilmar, Pelé, Coutinho, Pepe, Zito e Mengalvo) juntamente com o Botafogo de (Zagalo, Garrincha e Nilton Santos) eram a base da Seleção Brasileira. Ao completar 19 anos, Jorge retornou a Machado. Nesse ínterim, um primo seu havia formado a equipe do Time da Prefeituraonde jogou por algum tempo.

Foi o técnico e fundador “Dica” que o chamou para jogar no Clube da Ponte. A equipe era formada por Divone, Sérgio, José Vítor, Dito, Zé Perereca, Duréia, Caveira, e Simão. A prefeitura arranjava-lhes, meias, camisas (menos chuteiras) e cedia-lhes um caminhão para transportá-los até as cidades vizinhas... Em 1984, juntamente com os Srs. Natal e Zé Garcia montaram um time de veteranos, o “Aqui e Agora”. Entretanto, no ano seguinte, decidiram montar um time jovem para dirigir. Surge então, em 1985, o Lago Azul.

O nome derivou de uma ilha artificial da cidade de Campestre-MG (Lagoa Azul). Graças ao apoio do Paulinho (Fotoamador), a equipe adquiriu uniformes para disputar os campeonatos (Rural e Municipal). Com muita determinação os garotos conquistaram todos os campeonatos de 2000. Em entrevista ao Episódio Cultural, Jorge Bueno lembrou com muita saudade dos bons tempos de uma Machado cheia de galanteios, sorrisos e pés-de-valsa, que infelizmente foi tragada pela frieza das salas de estar vazias de amizade e comunicação.

Há 31 anos trabalhando no SAAE, Jorge Bueno nunca se cansou de dedicar–se ao futebol e, principalmente, em tirar das ruas aquele menino que, através do esporte possa ocupar a sua mente com atividades positivas. Ele, assim como muitos outros que se engajam nessa luta merece os nossos respeitos.

(foto) Maria Lúcia P. Silva (esposa), a neta e Jorge Bueno

matéria do fanzine Episódio Cultural
machadocultural@gmail.com

O caminho para uma grande Arte

tarokid2003 @ 05:00

O caminho para uma grande ArteO caminho para uma grande Arte

“Simplicidade”, esta é a palavra que resume dignamente os trabalhos artesanais das irmãs Maria, Olivinae Esther de Paula. As três nasceram em Machado, no bairro da Serra Negra. São filhas do casal José Benedito de Paula e Maria Conceição Vicente de Paula. Mariaaprendeu com a sobrinha a arte da tapeçaria. Desde então não parou mais de confeccionar seus belos tapetes, chegando a vendê-los para outras cidades como Americana (SP) e Sertanópolis (PR).

Os preços variam entre R$ 5,00 à R$ 15,00 Reais. Esthertornou-se muito conhecida pelos seus deliciosos doces e iguarias, Ela também atende a encomendas. Já Olivinaaprendeu a arte de desenhar em tecidos. Foi através de um programa de artesanato exibido diariamente pela Rede Mulherque o seu desejo adormecido de voltar a desenhar foi despertado. Olivina costuma dizer que trabalha livremente com a mente, por isso aproveita ao máximo o seu momento de inspiração ”Deixamos de assistir às novelas para aprender uma coisa que nos trouxesse cultura”, ela afirmou.

Contatos: Esther (35) 8425–9487.

matéria do fanzine Episódio Cultural
Carlos Roberto (editor)
machadocultural@gmail.com

NAS ASAS DA ESPERANÇA

tarokid2003 @ 04:58

NAS ASAS DA ESPERANÇA NAS ASAS DA ESPERANÇA
&
A UM PASSO DA FAMA

“Pego carona nas asas da esperança e renasço a cada minuto. Sempre com fome e sede de viver”. Assim começa o livro “Nas asas da esperança” de Robson Leal Pereira um humilde lavrador nascido no bairro Bom Jesus, em Machado (sul de Minas), em 1977. Tendo como fonte de inspiração uma frase, uma palavra e, principalmente a MPB (Música Popular Brasileira), Robson começa a escrever (dar vida) aos seus primeiros poemas.
Após mostrá-los ao Prof. Clêuton Pereira Gonçalves e receber do mesmo palavras de encorajamento, Robson partiu em busca de um sonho: publicar o seu primeiro livro. Graças ao dinheiro do seu suor (na colheita do café), e de alguns patrocinadores machadenses, Robson finalmente pode realizar o seu sonho. No dia 20 de dezembro de 2006, na Biblioteca Municipal de Machado, ocorreu o lançamento do seu livro, organizado pela Prof.ª Carmem. Foi homenageado pelos professores Rosa Maria Ferreira e Clêuton P. Gonçalves.
O cerimonial foi comando por Juliano Paes. Um dos momentos mais emocionantes foi a presença da Companhia de Reis do Jamil, da qual Robson faz parte representando o “Bastião”. Junto com Juliano Paes, Robson vem escrevendo, dirigindo e atuando no palco sagrado do teatro. Em 2003 atuou em “A aparição de N. S. de Aparecida”, uma peça realizada próxima ao Lago Artificial de Machado, durante o jubileu do Cônego Walter M. Pulcinelli. Em 2004, na cidade de Alfenas, eles apresentaram a peça “Calote em alto estilo”, contando as peripécias de um sujeito que se finge de morto para não pagar suas dívidas.
O problema é que, inesperadamente, todas as pessoas as quais ele deve comparecem em seu velório... Em Machado, no mesmo ano, eles encenam a peça “A um passo da fama”, uma comédia sobre dois caipiras que querem ficar famosos na cidade grande. Tudo acontece em um ponto de ônibus, arrancando gargalhadas incontroláveis dos espectadores. A peça foi reapresentada em dezembro de 2006 no teatro do colégio Iracema Rodrigues (Machado-MG). No elenco estavam: Janaína Freire (hoje substituída por Cassiana Cordignole), Rafael do Lago, Prof. João Marcos (substituído por Douglas Soares), Juliano Paes, Robson Leal Pereira e sonoplastia de Ilzenir Serafini. Ainda este ano a peça será apresentada em Campestre-MG. Contatos: Robson (35) 9915-4880 e Juliano Paes (35) 9901-5005.

“Você é do tamanho do seu poema” (Prof. José Vilela)

“Se a poesia existe nos fatos, o fato de se fazer poesia já é poético”
(Prof.ª Olga Caixeta)

“Minha poesia é o luar. É a vontade de subir ao céu e derramar uma chuva de paz”
(Robson Leal Pereira)

matéria do fanzine Episódio Cultural
Carlos Roberto de Souza
machadocultural@gmail.com

NÃO HÁ POETA SEM SONHOS”

tarokid2003 @ 04:44

NÃO HÁ POETA SEM SONHOS”NÃO HÁ POETA SEM SONHOS”

O Episódio Cultural entrevistou o poeta, compositor e escritor Josué da Silva Lucas, autor dos livros “A viagem” e “Sonhos e Poesias” (publicados em 2003). Josué enveredou-se pelo caminho das letras quando criança. O primeiro passo foi dado durante o Primário (atual Ensino Fundamental). Seus professores – entre eles a Sra.Isaura Scalco – notaram a sua percepção poética com relação à natureza e o ser humano. Aos 17 anos sua avidez pela leitura somada às suas opiniões, resultou em poemas que nos prendem às nossas reflexões. “Todopoema tem o seu valor, o seu espaço e o seu momento”, ele diz. Nos anos 70, Josué foi locutor da antiga Difusora ZYB27 de Machado. Comandou por algum tempo “O cantinho da saudade”, programa que fora criado e comandado pelo ator e radialista Hélio D´Andréa.

Em 1978 foi colaborador da A Folha Machadense, escrevendo crônicas contundente como saúde, educação, cultura, família e política (Ditadura Militar). Foi redator do jornal Siga em Frente, do jornalista Júlio Olivar, autor do livro (O mistério do cônsul). Em 2003 participou do I Concurso de Poesias da Faculdade de Filosofia de Machado, ficando em 2° Lugar com o poema “O mistério do bornal”. Com o seu poema intitulado “Holocausto”, Josué classificou-se em 2° lugar no III Concurso de Plínio Motta de Poesias, organizado pela Academia Machadense de Letras, o qual é membro. Participou também de outros concursos realizados em Descalvo e Piracicaba (cidades do interior paulista). “Todo poeta é um sonhador. Não existe poeta sem sonhos. Em seus versos, até mesmo uma figura fria de uma pedratorna-se poesia”, e ele conclui: “Uma pessoa que não tem sentimentos jamais entenderáuma poesia, principalmente aquelamaterialista”.

Josué acaba de concluir mais dois livros. Um deles intitulado “A borboleta encantada” narra as aventuras e os perigos de dois garotos perdidos numa floresta. A entrevista terminou com uma mensagem: “Ao deixar o palco da vida, faça-o com dignidade. Acredite que do outro lado exista um novo céu, uma nova terra. Onde tudo é luz e paz completa. Um lugar onde seremos eternamente jovens”.

Contatos (35) 3295- 4494 (Machado-MG/ Brasil) ou josuesilvalucas@yahoo.com.br .

Matéria do Fanzine Episódio Cultural
machadocultural@gmail.com

(Carlos Roberto / editor)

JAGUARÉ, O TRISTE FIM DE UM GRANDE GOLEIRO

tarokid2003 @ 04:39

JAGUARÉ, O TRISTE FIM DE UM GRANDE GOLEIROJAGUARÉ, O TRISTE FIM DE UM GRANDE GOLEIRO

Adauri Alves

Seu nome era Jaguaré Bezerra de Vasconcelos, nasceu no Rio de Janeiro, filho de Antônio Bezerra Vasconcelos e Raimunda Tavares de Vasconcelos. Passou a maior parte da sua infância no cais e vestia-se mal. Aconselhado por um amigo, foi fazer um teste no Vasco da Gama. Logo que chegou começou a treinar no gol, criando logo uma certa intimidade com a bola chamando-a carinhosamente de “bichinha”. Valente e abusado, Jaguaré em pouco tempo se torna uma revelação vascaína naqueles anos 20.

Seu apelido era “Dengoso” e, sendo titular do Vasco, não admitia a presença de outro goleiro que pudesse tomar seu lugar. Quando isso acontecia ia treinar tiro livre. Assim que o pretendente a arqueiro ficava no centro da meta, Jaguaré desferia um tremendo chute levando-o a nocaute. Assim que levantava o infeliz dizia adeus e Jaguaré ficava todo feliz esperando a próxima vítima. Um dia desafiou Grané, um dos maiores chutadores do futebol brasileiro. Grané colocou a bola na marca do pênalti. A torcida gritava: “Cuidado Grané não mate o Dengoso, chute fora”.

Quando o juiz apitou muita gente virou o rosto para não ver o fuzilamento. O chute partiu. Jaguaré segurou a bola e caiu ouvindo um “anjo tocando harpa”. Levantou-se e rodou a bichinha no dedo... Nunca houve nenhum goleiro com mais facilidade de pegar uma bola! Podia ser o chute que fosse, um tijolo quente – como se dizia – e a bola perdia a força nas pontas dos dedos de Jaguaré. O Vasco, ainda na época do amadorismo, foi um dos primeiros clubes que reforçou seu time com jogadores negros, Em 1929, a equipe torna-se campeã carioca com um time inesquecível: Jaguaré, Brilhante, Itália, Tinoco, Fausto, Mola, Pascoal, Santana, Russinho, Mário Matos e 84. Em 1931, o Vasco segue para a Europa indo cumprir uma série de amistosos.

Depois a equipe vai para Barcelona (Espanha) onde estréia em 26 de julho com o estádio completamente lotado. No primeiro jogo o Barcelona venceu de 3 a 2. Depois o Vasco emplacou uma série de vitórias, culminando com a goleada de 7 a 1. Após concluir os amistosos, Jaguaré vai para o Barcelona, onde sente na pele o preconceito por parte da torcida e dos dirigentes. Em maio de 1932, após uma discussão, ele volta ao Brasil e, em 1934, passa a defender o Corinthians. A diretoria resolve substituí-lo pelo goleiro José Hungarez, o primeiro estrangeiro a vestir a camisa do Corinthians. Em 1938, Jaguaré embarca para a França para estrear no Olimpic de Marselles. Com ele, o Olimpic conquista pela primeira vez a Taça da França.

Após sua volta ao Brasil, em 1946, Jaguaré cai em decadência ao entregar-se ao vício da bebida. Perambulando sem eira nem beira, ele acaba ficando demente. Em sua passagem na prisão ele acabou batendo com a cabeça na parede da cela. O diretor da prisão – que o conhecia – vendo que o coitado apresentava um quadro de problemas mentais mandou transferi-lo para o Manicômio Judiciário de Franco da Rocha (mais conhecido como “Juquery”). Assim que chegou ao departamento foi Imediatamente foi hospitalizado, mas devido ao seu estado precário, Jaguaré, um dos maiores goleiros da história do futebol veio a falecer semanas depois.

Adauri Alves é jornalista, escritor e fundador do Núcleo da Consciência Negra de Franco da Rocha (SP)

ELMARA, UMA ARTE INFINITA

tarokid2003 @ 04:36

ELMARA, UMA ARTE INFINITAELMARA, UMA ARTE INFINITA

Machado é uma cidade privilegiada de grandes artistas. Mesmo com a difícil tarefa de conseguir patrocínios e expor as suas obras, eles lutam pelos seus objetivos. O fanzine Episódio Culturalfoi conhecer um desses artistas, a jovem Elmara Helena da Silva, (22 anos) moradora do Bairro da Vila Conceição. Aos 12 anos, começou a fazer cartões em papel vegetal. Seis anos depois aprendeu a pintar em estilo abstrato. Posteriormente fez um curso em tecidos com a artista Dulcilene Gonçalves (diretora da UNIARTMA).
Entre os professores que acreditaram em seu potencial estavam Regina Salles e a artista mencionada anteriormente. Em suas pinturas a óleo, percebe-se a influência de Salles. Alguns desses quadros como a “AsPirâmides” (sua primeira pintura abstrata); A Fênix, Natureza Morta, A Igrejae, Paisagem comFlôres, momentos de profunda reflexão, alegria, misticismo e tristeza.
Seus trabalhos, incluindo pinturas em cerâmica, foram expostos no colégio Iracema Rodrigues, onde estudou. Professores, alunos e visitantes, ficaram muito surpresos. Meses depois, seus quadros foram exibidos na Feira da UNIARTMA(Praça Central); na Exposição do Atelierda artista Regina Salles(Casa da Cultura) e no CESEP, onde atualmente faz o curso de História. Há alguns meses ela escreveu um poema abstrato (baseado em seu quadro, “A Moto e o Sofá”).
Entre os livros ela mencionou as biografias de Pablo Picasso e Frida Kahlo. “Sinto Muito” de Gabriel Chalita; “Educar com Oração” e “Pedagogia do Amor” de Rubem Alves. Seus filmes favoritos são: “Reflexo de uma Amizade”, “A Luta por uma Esperança” e “O Sorriso da Mona Lisa”. Ela já tem convites para expor em São Paulo no ano que vem.

Contatos e patrocínios: Rua Santa Teresa, 98. Fone: (35) 3295-3679 / Vila Conceição. Machado-MG 37750-000
marallen@uol.com.br

“A pintura é uma arte infinita. Está sempre mudando. Há um campo, um céu, uma cor diferente que sempre aparece. Nunca é igual...” (Elmara H. Silva)

Coletores de Esperança

tarokid2003 @ 04:33

Coletores de EsperançaColetores de Esperança

Hoje mais do que nunca, a questão ambiental faz parte do nosso dia a dia. E isto se deve muito pela preconização da mídia sobre a questão ambiental, o que sem duvida nos enche de esperança com a perspectiva da criação de uma sociedade mais consciente do meio em que vive. A consciência ambiental deve andar de mãos dadas com o social. Já que vivemos em um mundo em que a disparidade econômica entre o mais rico e o mais pobre é absurda, sendo que aproximadamente, 80% da riqueza do mundo se concentram nas mãos de 2% da população.
Sendo assim tornar-se-ia praticamente inviável a abordagem de questões ambientais para milhões de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza. A boa notícia é que a questão ambiental encontra em um dos seus maiores problemas a solução para minimizar esta disparidade econômica.
Esta solução encontra-se justamente no “lixo”, que é o resultado na maioria das vezes de um consumo desenfreado da população, gerando uma grande quantidade de resíduos. Hoje, com a adoção de sistemas como os 4R”s, que possibilitou uma nova abordagem quanto à educação ambiental, em conjunto com a coleta seletiva e a importantíssima participação dos catadores, vem nos tirando o peso de um problema que há bem pouco tempo era considerado um pesadelo sem solução, destinado a nos assombrar por anos de irresponsabilidade ambiental. Mas o que antes se apresentava como um problema, hoje se mostra como um sonho capaz de nos encher de esperança quanto a estes graves problemas sócio-ambientais.
E para possibilitar uma otimização do que já existe hoje e possa aumentar ainda mais seu campo de atuação preservando assim grandes áreas de floresta com a reciclagem do papel e /ou diminuindo o impacto da mineração, com a preservação dos recursos minerais para as gerações futuras através da reciclagem de metais, isto sem citar os inúmeros outros materiais passiveis de serem reciclados, reaproveitados ou reutilizados, com esta mudança de comportamento, é que se torna fundamental o papel do catador na sociedade. Esta mesma pessoa simples que você vê empurrando um carrinho pelas ruas da sua cidade, em condições climáticas adversas e muitas vezes marginalizadas, é atualmente responsável por uma boa parcela do desenvolvimento econômico do país, isto sem falar no incalculável lucro ambiental.
Portanto tomar atitudes para que estas pessoas tenham seu trabalho reconhecido, e possam usufruir de condições adequadas para exercer sua função de forma digna é um dever de todos nós. Estes pais e mães que encontram na sobra resultante do uso desenfreado dos recursos naturais de uma grande parcela da população o seu sustento merecem ser reconhecidos, para que seus filhos possam se orgulhar do imprescindível trabalho que seus pais exercem. Por isto na próxima vez que se deparar com um catador, não cometa a atitude insensata de olhar para esta pessoa com desprezo ou piedade, ela não precisa de esmola, que acaba por degradar o ser humano por sanar uma necessidade momentânea ao custo da corrosão da sua auto-estima.
O que ela precisa é que você faça a sua parte, e assim tenha um consumo responsável e destine corretamente os seus resíduos. Do mais fique tranqüilo, porque os catadores estão colaborando para que seus filhos tenham a chance de encontrar um ambiente saudável e com recursos suficientes para todos.

Jairo E. G. Pereira é estudante de Gestão Ambiental – Cesep /Machado - MG e assina essa coluna
jferraciolli@gmail.com

CANÇÕES DA TERRA

tarokid2003 @ 04:27

CANÇÕES DA TERRACANÇÕES DA TERRA

Chrystian Dozza Cunha nasceu em Machado em 1983. Aos treze anos ganhou do seu pai (Prof. Pedro Cunha) seu primeiro violão, aprendendo com ele os primeiros acordes. Anos depois passou a ter aulas na Casa da Cultura. Vendo seu desempenho, sua professora o aconselhou a procurar outro mestre, pois segundo ela, já não havia mais nada a ensiná-lo. Em Alfenas (MG) passou a ter aulas com o músico e jornalista Fredera. Aos 15 anos, Chrystian ganhou sua primeira guitarra. A partir daí passou a influenciar-se musicalmente pelo Rock ouvindo guitarristas como Slash (Guns´n`Roses) e Adrian Smith (Iron Maiden). Juntamente com os amigos Luciano e Wesley, formou o Seventh Steel, a primeira banda de metal melódico da cidade. Em 2001 Chrystian entrou na Faculdade Santa Marcelina de Música e Artes de São Paulo (capital).
Durante uma aula, André (um estudante de Regência) o convidou para tocar na sua nova banda, o Jethro Tull Cover. A banda já se apresentou em Machado dividindo o palco com o Overture. Em 2007, Chrystian pretende fazer seu mestrado nos Estados Unidos e, posteriormente, abrir no Brasil uma escola de música... Graças ao apoio de alguns machadenses que acreditaram em seu talento, Chrystian lançou seu primeiro cd independente de música instrumental, o “Songs from the Land” (Canções da Terra). Podemos classificá-lo como “World Music” (Música Mundial).
O termo foi criado pela crítica americana para designar os discos influenciados pela cultura mundial. Independente disso, “Songs from the Land”, remete-nos ao profundo oceano da alma: “Lachrymãe Pavan” do compositor renascentista John Dowland, que viveu na Inglaterra entre 1563 a 1626. “Elf´s Jig” (A Dança dos Elfos), contendo um pequeno trecho de um poema de William Shakespeare e ”Terra Mãe”, um instrumental que reacende as nossas origens com um dos mais populares ritmos brasileiros: o Baião... A capa foi elaborada pelas alunas Mariângela Ghizellini e Célia Nakabayashi.

Contatos: (35) 3295-1706 ou chryscunha@yahoo.com.br

MATÉRIA DO FANZINE EPISÓDIO CULTURAL
machadocultural@gmail.com
Editor: Carlos Roberto de Souza

CADA UM DE NOS PRECISA SE ERGUER

tarokid2003 @ 04:09

CADA UM DE NOS PRECISA SE ERGUER
“CADA UM DE NÓS PRECISA SE ERGUER!”

Beatriz Elisângela Santos Fernandes (Bia), 21 anos, começou por acaso a ingressar no teatro. Sua mãe havia lhe informado que a Escola Estadual Padre José estava formando um grupo teatral. Bia encarou esse desafio atuando em sua primeira peça: “Navio Negreiro”, escrita e dirigida pelo professor Pitágoras Fernandes e apresentada em 2001, na Câmara dos Vereadores. No ano seguinte atuou na peça “Ato de Natal”, realizada na Praça Central de Machado. Posteriormente, atuou em “Os caipiras”, e nos monólogos (Ou uma velha/ Ou uma mesma órfão) encenados na Escola Iracema Rodrigues. Como trabalho literário, Bia fez mais duas encenações: “O Dia de NossaSenhora Aparecida” e” O Conde de Monte Cristo”.
O contato com o palco fez com que ela ingressasse no Curso de Interpretaçãoministrado por Juliano Paes, no salão da Casa Paroquial. Mas por falta de patrocínio, o curso teve de ser interrompido. Em 2004, na Casa Paroquial de Alfenas, Bia interpretou uma viúva na peça “Calote em alto Estilo”, escrita e dirigida por Juliano Paes e Robson Leite. Entre os espectadores estava a atriz Rita Guedes. Rita tinha sido convidada para a entrega dos certificados aos jovens atores de uma “workshop” (oficina cultural). Além de atriz, Bia é instrumentista ( toca banjo, atabaque e violão); cantora e compositora desde os 13 anos (possue cerca de 100 letras inéditas).
Ao final da entrevista - cedida ao Episódio Cultural- ela disse: ”Os jovens de hoje estão estagnados; não são como os de antigamente que lutavam pelos seus ideais. Drogas não levam ninguém anada, só derruba! Cada um de nós precisa se erguer e correr atrás dos seus sonhos”.

Contato: (35) 9124-0532 (Machado-MG /Brasil)

Matéria do Fanzine Episódio Cultural
Carlos Roberto (editor)
machadocultural@gmail.com

Atração dos Moleques

tarokid2003 @ 04:04

Atração dos MolequesATRAÇÃO DOS MOLEQUES

Abram alas! Aí vêm o Atração dos Moleques, grupo formado por Diogo (cavaquinho), Jair (repique), Paulo (pandeiro), João (tamborim), Jackson (reco-reco), Cauã (surdo), Gladys (rebolo) e Betinho (violão e voz). Todos se conheceram na escola ligados a um fator comum: o samba. Influenciados pelo Refra, Exalta Samba, Doce Encontro, Jeito Moleque e Revelação, montaram em 2006 o grupo. Os primeiros ensaios eram feitos na casa de Joaquim “Gominho”, avô de Diogo. A primeira apresentação foi na Praça Central durante as comemorações do 7 de setembro.
No dia 22 de dezembro, o grupo vai abrir – com apoio da Unimed de Machado – o show do Face Racial no salão da Dismabe. O evento está sendo organizado pelo DJ Brown. O próximo passo será a gravação de uma demo com músicas inéditas, entre elas “Sem você não sou ninguém” e “Molecagem”.

Contatos: Betinho (35) 9128-6188 e Diogo (35) 3295-4031 (Machado-MG).

(ver foto )

AMIR MIGUEL, O MAESTRO DO POVO

tarokid2003 @ 03:59

AMIR MIGUEL, O MAESTRO DO POVOAMIR MIGUEL, O MAESTRO DO POVO

O Episódio Cultural foi até Serrania conhecer um cidadão que há anos vem formando novos músicos sem nunca ter recebido apoio do setor público e privado: Roupas, sapatos, instrumentos, métodos... Toda essa falta somada a uma grande dose de paixão pela música faz do maestro e carnavalesco Amir Miguel, 67 anos, um dos baluartes da nossa cultura. Ele foi atraído pela música desde pequeno. Seus pais, Antônio Miguel Sobrinhoe Marieta Moreira M. Sobrinhosempre o incentivaram não só a ouvir como também a tocar.
Autodidata e fã de Agnaldo Timóteo, Francisco Alves, Dalva de Oliveira, Francisco Egídio e Agnaldo Rayol, aos 12 anos já tocava trombone, piston, sax e teclado. Uma das pessoas que o ajudaram a aprimorar-se foi o maestro Emílio Rodrigues, natural de Areado, que durante 20 anos lecionou em Serrania. O pai de Amir, cujo apelido era “Totonho”, também foi um grande defensor da cultura. Nos anos 50, ele mantinha uma banda (a Lira Serraniense) e uma companhia de teatro amador que se apresentava na região com peças adaptadas de antigas revistas de teatro. Um dia a cidade ficou em polvorosa: o Circo Teatro Índio do Brasil, mais conhecido como o “Circo do Pelado” estava chegando!
O palhaço “Pelado”, juntamente com o seu filho, Waldemar Augusto, o palhaço “Bigola” – ambos de Martinópolis (MG0 – por muitos anos exibiram seu espetáculo no sul de Minas. Amir – que já tinha experiência de palco – acompanhava o circo apresentando-se como palhaço durante as férias na antiga fábrica de queijo.
Um dos sonhos de Amir era oferecer um ensino gratuito de música para os jovens. Como não encontrou nenhum apoio resolveu encarar o desafio sozinho. Por vários anos ensinou e formou novos músicos sem ganhar nada! A notícia espalhou-se pela região atraindo a atenção de Jornais e Redes de TV. A bateria usada para ensinar foi presente de um ilustre filho de Serrania, o jornalista Ney Gonçalves Dias. Com os seus alunos, Amir montou a “Banda Show Antônio Miguel Sobrinho”. Essa banda – que também não recebia nenhum apoio – se apresentava na praça ora com alunos jovens, ora com adultos. “A música possibilita que as pessoas fiquem mais sensíveis à vida”, disse o maestro.

Contatos: Amir Miguel (35) 3284-1449 / Serrania-MG (BRASIL)

ACORRENTADOS

tarokid2003 @ 03:55

ACORRENTADOSKRAMER ACORRENTA BRANCO AO NEGRO PARA CRITICAR RACISMO

Aprígio Netto

Um dos filmes mais contundentes exportados para todo o mundo pela outrora competente Hollywood que aborda o racismo e suas implicações é “Acorrentados” (The defiant one) de 1958. O desafiador projeto baseado na estória de Nedrick Young, com roteiro de Harold Jacob Smith só foi levado às telas devido à ousadia e firmeza de propósito do produtor e diretor Stanley Kramer. Caso contrário, o enredo seria simplesmente atirado numa gaveta e esquecido. Para atrair a atenção da maior quantidade possível de público, Kramer contratou dois dos mais populares astros de então, Sidney Poitier e Tony Curtis.
O enredo inicia numa prisão que mais proporciona violência e hostilidade do que reabilita o interno para o posterior convívio com a sociedade. Durante o transporte dos internos, o camburão sofre um acidente e eles fogem. Coincidentemente se dirigem na mesma direção, os personagens antagônicos que conduzem a narrativa cheia de revelações até o final surpreendente.
Recentemente, houve uma refilmagem, mas sem o mesmo impacto do original porque mesmo que ainda haja um preconceito velado, o negro hoje já conquistou o seu espaço em todos os setores da sociedade, principalmente no cinema.
Entre outros exemplares dignos que atacam de frente o racismo podemos citar, “A Libertação de L.B Jones(William Wyler), O Mundo não Perdôa (Clarence Brown), O que a Carne herda(Elia Kazan),O Incerto amanhã (Otto Preminger), Os violentos homens do klan (Terence Young) e o mais violento de todos, Mississipi em chamas(Alan Parker).

Aprígio Netto é cinéfilo e colunista do Fanzine Episodio Cultural

(Alfenas-MG) BRASIL

FACE RACIAL: A VOZ ATIVA DO RAP

tarokid2003 @ 03:51

FACE RACIAL, A VOZ ATIVA DO RAPFACE RACIAL: A VOZ ATIVA DO RAP

Os irmãos Paulo César (Paulinho), Luís Fernando (gigante) e o amigo Adriano, formaram em 1998 o grupo A Fúria do Hip Hop. Assim como o Break, o Hip Hop é uma dança de rua, inventada pelos negros americanos. Com a entrada de Marcelo, o grupo começou a trilhar o caminho do Rap; palavra inglesa que significa (trocar idéias; bater um papo). Quando ela se refere à um estilo, passa a significar “Rhythm and Poem”, isto é, “Ritmo e Poesia”. O grupo então adota o nome de Face Racial, se apresentado gratuitamente em baladas para tornar-se conhecido. O vereador Paulinho do PT, convidou os membros para se apresentarem no Pré-Fest, evento sempre realizado no mês de fevereiro. Com a saída de Adriano, o jovem Eder (back vocal) passou a fazer parte do grupo.
Com o apoio da Equipe Keko Som da Massa, o Face Racial se apresentou no Baile Flash Back, na Liga Operária em 2004. A mesma equipe levou o grupo para se apresentar na Noite do Break, em Alfenas. Entre outros eventos como a I Conferência Municipal da Juventude (Machado/2004) e Excalibur Fest (Machado/2004), o grupo teve uma ótima apresentação. Posteriormente, Marcos, o “DJ Marcão”, (responsável pelo ritmo e pelos “scratches”) entrou no grupo. Com ele o Face Racial gravou no Estúdio Renatinho Som, em 2004, seu primeiro CD Demo, intitulado Periferia Voz Ativa, com 9 faixas.
No ano seguinte, o grupo se apresentou em vários eventos, tais como: 17 Concurso Regional de Dança (Machado/MG), Show Grandes Encontros (Machado), II Movimento Hip Hop (São Paulo/SP), Festival da Canção do Cesec (Casa da Cultura/Machado), Fórum Municipal da Juventude (Machado) e, no II Vai Tomar No Cuba (São João da Mata/MG). Em meados de 2005 o grupo se trancou no Estúdio Fox, do Elton, para gravar o primeiro CD oficial, cujo título será Mundo Violento. Com a saída repentina de Eder, a vocalista Cristiane passou a cuidar do (back vocal). Segundo Paulinho, o CD agora se encontra em fase final de mixagem... É isso aí! Força para essa galera esperta que acreditou em seu sonho. Quem quiser ser parceiro cultural (patrocinador) do grupo, é só ligar para: (35) 3295-6386 c/ Paulinho ou Luís Fernando.

OBS:
FOTO (1) 2 formação: Eder, Luciano, Marcelo e Paulinho
FOTO (2) atual: Luciano, Cristiane, Marcelo, Paulinho e DJ Marcão (ausente )

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