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EPOSÓDIO CULTURAL

Arquivo: Dezembro 2007

07/12/2007 GMT 1

FILHOS DO OCEANO

tarokid2003 @ 02:12

FILHOS DO OCEANOFILHOS DO OCEANO

De: Agamenon Troyan

Um torpedo em forma de arpão rompe o oceano
Arrancado-lhe um grito de suas profundezas.
O vermelho surge manchando as águas de sangue.
Em ondas suas lágrimas fugitivas rebelam-se
A procura de rochedos onde possam se refugiar

Sorrisos largos revelam a face do predador
Que sob os auspícios da lei esconde-se.
Atrás da máscara da ética selvagem humana.
... E o quinto arpão se faz ouvir.

Os oceanos não mais presenciarão os saltos,
Os mares não mais sentirão alegria,
Em solidariedade os rios se uniram
A natureza em seu minuto de silêncio
Ajoelha-se na praia:
Uma lágrima,
Um soluço,
Um porque...

machadocultural@gmail.com

O HOMEM FEIO (crônica)

tarokid2003 @ 02:08

Crônica
Título: O Homem Feio
Autor: Sérgio Ricardo

O HOMEM FEIO

Vila Nova Esperança, uma pacata cidade de não mais de dez mil habitantes. Onde todos se conhecem e, muitas vezes são conhecidos como referência, exemplo: Paulo é filho do Jorge que é dono da padaria, assim as pessoas o chamam o Paulo do Jorge.
Sebastião, mais conhecido como Tiãozinho da chicota; referência de sua mãe uma vereadora muita conhecida e respeitada.
Tudo em sua vida estava bem, o relacionamento com seus fregueses, em seu comércio, uma casa de materiais de construção. Mas um fato o deixava profundamente triste. Era também referência como o homem mais feio da cidade, ganhando disparado do segundo colocado.
Já fim de tarde de um dia comum e rotineiro, para as pessoas comuns. Para Tiãozinho um dia tenso, infeliz. Já hora de fechar o estabelecimento, chega de última hora um cliente, nome: Osvaldo, o gari da cidade, muito conhecido pelo bom humor e pelas piadinhas debochadas.
– Grande Tiãozinho!!! Como vai?
– Bem. Em que posso ser útil?
– Quero uma torneira.
Tiãozinho embala a peça, entrega e dá um sorriso hospitaleiro de comerciante carismático.
– Obrigado pela preferência.
– Você sabe que só compro aqui. Nem se for mais caro que os seus concorrentes. Sabe por quê?
– Por que você é bem tratado. Não é?
– Nada disso. É que olhando para você, me sinto o homem mais lindo do mundo. Não é possível que você seja feio de natureza. Acho que você está do lado do avesso e se esqueceu de desvirar.
Termina de falar e sai às gargalhadas.
Tiãozinho sempre levou os comentários sobre sua feiúra na esportiva. Mas naquele momento fica paralisado. Solitário dentro de seu estabelecimento. Olha para o nada com uma decepção aparente na face, descontentamento, foi como se uma única gota de água caísse dentro de um copo cheio e transbordasse uma explosão interior. Foi como um chega!
Fecha o estabelecimento, entra em seu fusca. Pára, pensa e repensa; resolve não ir para casa, como sempre o faz. Sai estrada afora, sem destino; passa por diversas cidades do interior. A noite cai, já 150 km longe de casa. Avista uma placa na estrada: Vila Formosa a 2 km. Nunca havia sequer ouvido o nome daquela cidade, mas resolve entrar. Logo avista não uma cidade, mas um vilarejo. Não precisou acelerar muito o seu fusquinha, e, já estava na última rua.
Pára e vê um barzinho rústico, resolve entrar, olha a meia dúzia de fregueses. Encosta-se ao fundo do balcão e pede uma cerveja, logo duas, cinco. Deprimido e com o efeito sugestível do álcool, começa a lembrar das piadinhas referentes à sua feiúra. “Você é feio assim mesmo ou chupou limão?”. “Tira a máscara, o dia das bruxas já acabou”...
Seus olhos se enchem de lágrimas, logo desaba a chorar e chora, chora... Como uma criança.
Um senhor de meia idade chega próximo.
– Por que está chorado?
– Sou muito feio.
– Só por isso!
– Todo mundo diz que eu sou feio.
– Não, é não rapaz.
– Eu sei que eu sou.
– Fica triste não. – Dá mais uma cerveja para o rapaz aqui, é por minha conta.
– Obrigado senhor pela gentileza. Mas eu sei que sou o homem mais feio do mundo.
– Oh! Vou te contar uma coisa que vai te deixar feliz.
– O que?
– Tem uma cidade longe daqui chamada Vila Nova Esperança...
– O quê que tem!
– Lá tem um homem chamado Tiãozinho da Chicota, eu nunca o vi, mais a fama dele corre até estes lados, dizem que é feio que até dói.
Ao ouvir Tiãozinho da Chicota, Chora soluçado. O senhor olha para o balconista do bar e diz.
– O que foi que eu falei demais!

Sérgio Ricardo é escritor

O CINE PARADISO BATE NO CORAÇÃO DE CADA CINÉFILO

tarokid2003 @ 02:06

O CINE PARADISO BATE NO CORAÇÃO DE CADA CINÉFILO. Marco Antônio Soares de Oliveira Com a morte do ator francês Philipe Noiret, aos 76 anos, e que interpretou o projecionista de cinema, Alfredo, no inesquecível "Cinema Paradiso", de1989, nós, cinéfilos de carteirinha, ficamos também todos órfãos. O filme ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro naquele ano também trouxe-nos lembranças venturosas de nossa infância acostumada às salas de cinema. O filme do diretor Giuseppe Tornatore conta a história de uma amizade de uma criança que adorava ir ao cinema e o projecionista do local, que já era uma pessoa bem vivida. O garoto Salvatore ficou hipnotizado pelo cinema da pequena cidade italiana de Giancaldo e procurou travar amizade com Alfredo (Philipe Noiret), o projecionista que se irritava com facilidade, mas paralelamente tinha um enorme coração. Todos esses acontecimentos chegam em forma de lembrança, quando Salvatore cresce, torna-se um cineasta de sucesso e recorda-se da sua infância quando recebe a notícia de que Alfredo tinha falecido. Todos nós, amantes da Sétima Arte, somos esse garoto Salvatore vislumbrado pelo cinema local. Infelizmente, hoje em dia, os cinemas desapareceram devido à concorrência com a televisão, que acabou destruindo essas formas tão puras de sonhar no escurinho da sessão cinematográfica.
De vez em quando rompe esse silêncio um cinéfilo que surge das sombras e clareia a tela de nossas recordações. Nesta semana recebi correspondência com um farto material que mostra o amor de um amante dessa magia que ainda não se acabou. Trata-se de Carlos Roberto de Souza, machadense de raiz, que aprendeu com seu pai lições de filmes antigos assistidos no Cine Limeira de Machado. E Carlos cresceu com essa lanterna iluminando o seu interior. Então adulto resolveu distribuir essa vocação através de uma Revista e de "fanzines" gratuitos como "Episódio Cultural" em diversas cidades do país. Com dificuldade e com auxílio de patrocinadores edita com sacrifício essas obras sobre cinema. Tem no seu bojo incrustado a edição de um livro que trata sobre o assunto. Mas precisa de patrocinadores também abnegados como ele: telefones (35) 3295-6106 (casa) e 3295-9211, comercial. Exemplo de cinéfilo dedicado merece nossos aplausos. Como ia dizendo antes, aqueles que tiveram oportunidade de serem levados aos ensinamentos dessa Arte fabulosa, que é o Cinema, distribuem essa seara à nova geração. E causam enormes benefícios. Então, o ator francês Phillipe Noiret consagrou o filme "Cinema Paradiso" em modelo para os nossos tempos. E diversos seguidores como Carlos imitam seu exemplo fascinado pela beleza e lirismo dessa Arte comovente. Que cresçam as sementes vicejantes dessa Arte notável!

Marco Antônio Soares de Oliveira é escritor e jornalista.

OLHOS DE CURUMIM

tarokid2003 @ 02:04

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Olhos de Curumim

OLHOS DE CURUMIM

De: Agamenon Troyan

Quando a natureza despertou
Ele adormeceu em devaneios
Bombardeado com os seus encantos

Despertado ele passou a observá-la
Em cada detalhe
Em cada canto.

Seus olhos: era o sol
A terra: sua pele trigueira
Seus cabelos: as matas
Os rios: o sangue que lhe corria
Seus pulmões: o ar fresco
Sua voz: o vento
A chuva... Seu pranto!

Ele percorreu a floresta
Subitamente, no meio do caminho
A encontrou deserta
A natureza começou a chorar...

Suas lágrimas caíram do céu
Entristecendo o curumim.
Ele apontou sua flecha
E atirou ao infinito...

...Tupã a recolheu
Encontrando uma mensagem:
“Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem”

OLHAR PSICANALÍTICO

tarokid2003 @ 02:03

OLHAR PSICANALÍTICO

É com muito prazer que aceito o convite de um amigo para contribuir com o “olhar psicanalítico” a tão louvável iniciativa que é elaborar um informativo que fale de cultura. É comum estarmos assistindo a um filme, uma novela ou escutando uma música, e de repente, nos desligarmos do mundo e fazermos parte daquela cena. Por que será que isso acontece?
A arte é a única manifestação humana fundamentalmente criada a partir da angústia, por isso ela toca pontos em nosso inconsciente que nos remetem a significados muito particulares e causam identificações com personagens, sons e imagens. A arte é uma forma de comunicação universal e não é à toa que desde os povos mais primitivos ela estava presente. Assim um filme, uma música, tem funções terapêuticas, pois nos remetem as nossas próprias histórias, no permitem rever conceitos e posições diante da vida. Para Freud: “Sentimo-nos cheios de admiração reverente por elas e as admiramos, mas somos incapazes de dizer o que representam para nós”, portanto, nunca saberemos se não passarmos por uma Interpretação Analítica: porque determinada música nos toca e outra não; determinada cena de um filme ou alguma situação de uma novela, pois estas tocam em pontos que estão para além da nossa consciência. Hoje fico por aqui, um abraço a todos.

Matheus Dias Pereira é psicanalista
Tel.: 9138-8769 e-mail: psicomatheus@bol.com.br

O QUE FEZ O PÚBLICO DO INTERIOR DEIXAR DE IR AO CINEMA

tarokid2003 @ 02:02

O QUE FEZ O PÚBLICO DO INTERIOR DEIXAR DE IR AO CINEMA

Aprígio Netto

Aquele papo de que, não há como a telona e o escurinho do cinema para se ver um bom filme, mais parece um discurso vazio do que uma unanimidade. Isto pelo fato dessa regra não se aplicar ao público do interior. Não precisa gastar muita saliva ou linhas de um órgão informativo para justificar esta questão, haja vista o desaparecimento massificante das casas de espetáculo das cidades interioranas, facultando esta opção apenas aos grandes centros e atualmente ao circuito Hallmark e nos shopping centers.
Os vilões, se é que podemos chamar assim, os causadores do afastamento do grande público dos cinemas e que decretaram a suas extinções, podem ser apontados aos altos custos de manutenção dos mesmos; à indisponibilidade em conseguir cópias dos lançamentos e sobretudo, a concorrência avassaladora da televisão; do videocassete e atualmente do DVD; da TV paga e das infindáveis festinhas; barzinhos e banquetes que se realizam por aí fazendo assim com que as pessoas perdessem o saudável hábito de irem ao cinema.
Pode-se acrescentar também outro fator que tenha contribuído para deixar o público ainda mais indiferente, ao contrário dos de décadas passadas, o sistema de estrelas que era muito bem elaborado pelos estúdios em conjunto com revistas especializadas que cultuavam os astros e estrelas que por sua vez, possuíam nomes sonoros e fáceis de memorizar, carisma, e eram exemplos de bom caráter e simpatia o tempo todo.
No entanto, para os cinéfilos, o meio de assistir um filme interessante não importa. O que importa é, vê-lo, cultuá-lo, podendo até ter o luxo de tê-lo em casa num pequeno disco. Resta apenas contar com o conhecimento, interesse e empenho dos distribuidores de para brindar os cinéfilos com aquelas preciosidades que a cada revisão se tornam mais atraentes. E para os cinemeiros, os exemplares daqueles filmes descartáveis, atualmente produzidos em série pela Indústria de Cinema que impera soberana em todos os países, Hollywood.

O TREM DAS ÁGUAS E DO BARROCO MINEIRO

tarokid2003 @ 01:59

O Trem das águas e do Barroco Mineiro

Um passeio é proporcionar aos jovens, crianças e idosos uma curtição, momentos de paz e amor e reviver épocas de um verdadeiro lirismo que ainda se perpetua em nossos corações. Cito por exemplo uma viagem de Maria Fumaça de São Lourenço a Soledade de Minas. São 10 kilômetros de trilhos a margearem o Rio Verde com belas paisagens. E a cada curva sob o ranger das rodas e do apito saudoso da Maria Fumaça é que tudo se transforma em emoções incontidas. Ainda tem música ecoando nos carros durante as duas horas da pequena viagem por estes trilhos. Constitui também momentos de enlevo a pequena viagem entre São João Del Rey e Tiradentes, no setor do Barroco Mineiro, por uma hora e meia de ida e volta. Também com lindas paisagens de rios e lagos; montanhas e florestas naturais, é que tudo isto se transforma numa recreação expontânea... Em momentos inesquecíveis de nossas vidas.

José Guilherme Barbosa é despachante

O PAPEL E O POETA (poema)

tarokid2003 @ 01:58

O PAPEL E O POETA

De: Agamenon Troyan

Não quero mais ser um coadjuvante,
Para ser lembrado apenas por um lapso.
Estou farto de pensamentos disfarçados em abstrato
Ziguezagueando por entre linhas de raciocínio.

Quem é o criador?
O poeta que se torna escravo de suas musas,
Ou o papel que as alforria silenciosamente?
Perguntas sem respostas,
Cuja desculpa se encontra
No último parágrafo.

Cansei de ser o fardo de uma pena
E depósito de frustrações.
Quero libertar-me desse jugo
E prender-me em minhas próprias idéias
Ser o personagem da minha própria pessoa.

Quero atuar em meu próprio mundo
Ser a minha gramática,
Sem uma sentença que me condene.

Quero descobrir o meu verdadeiro papel
Poder enxergar a mim mesmo
Não sobre uma escrivaninha fria e empoeirada
Cujo tempo a esqueceu no esquecimento,
Mas sim em cada alma
... Em cada poesia.

machadocultural@gmail.com

SCORPIONS

tarokid2003 @ 01:56

SCORPIONS

Fundado em Hanover na Alemanha, o grupo começou a tocar na Primavera de 1966, fundado pelo ainda atual guitarrista da banda , RUDOLF SHENKER. Na época se chamavam NAMELLES, ou seja, os SEM NOME. Klaus Maine que cantava na banda do irmão de Rudolf Shenker e se chamava The Coopernicus , foi convidado por Rudolf para entrar em sua Banda que passou a se chamar SCORPIONS.
Com a saída de seu 2º guitarrista ULITH ROTH em 1978, a banda começa a fazer testes a procura de outro musico. Depois de testarem 118 pessoas, descobrem em MATHIAS JABBS um grande guitarrista, que contribui até hoje para o sucesso da Banda. Com Klaus Maine nos vocais, Rudolf Shenker e Mathias Jabbs nas Guitarras, mais outros 2 musicos se juntaram a Banda , são o Baixista Francis Bucchols e o Baterista Hermam Herebell , esta formação tocou junta até 1992.
Depois de lançarem 5 discos e de conquistarem pouco a pouco os países da Europa Ocidental , o grupo se lança no incalculável mercado Japonês. Lançam em 1978 um álbum duplo ao vivo, TOKIO TAPES.
Nesta mesma época, todos se perguntam : Com vários anos fazendo turnês pela Europa e Japão , o que vocês tem contra os americanos? Porque nunca foram para os Estados Unidos? Um país realmente crucial para bandas de Rock.
Após o lançamento do seu 7º álbum "Lovedrive" eles partem finalmente para a América, participando de grandes festivais e sempre se destacando entre os melhores.
Depois vieram em 1981 "Animal Magnetism" e uma explosão com BLACKOUT em 1982, onde Klaus Maine depois de um longo tratamento e 2 cirurgias nas cordas vocais, voltou com tudo e o álbum foi um sucesso nos Estados Unidos.
Lançado em 1984 o álbum "LOVE AT THE FIRST" conta com mais 3 grandes sucessos , mais um em especial , a música STILL LOVING YOU ficou no topo das paradas , e colocou o SCORPIONS entre os 30 melhores do Mundo.
Tocaram no ROCK IN RIO 1 de 1985 para 350 mil pessoas e no US FESTIVAL na Califórnia para 450 mil espectadores. Nesta mesma época foi lançado mais um álbum ao vivo, um resumo de todos os sucessos de vários anos na estrada.
No de 1988, a Banda não parou, eles queriam ir onde nunca tinham tocado, e onde tinham enorme sucesso. Após lançarem o 11º álbum "SAVAGE AUMUSEMENTS" eles foram uma das primeiras bandas ocidentais a tocar na Rússia. Após o fim da Guerra Fria foi organizado um Grande Festival, o "MOSCOW MUSIC PEACE FESTIVAL" o SCORPIONS se juntou a - MOTLEY CRUE , OZZY OSBOURNE, SKID ROW e BON JOVI e fizeram uma grande apresentação. O espetáculo inspirou KLAUS MAINE a compor o maior Hit do SCORPIONS, WIND OF CHANGE, digna sucessora de STILL LOVING YOU.
Em 1991 é lançado o álbum CRAZY WORLD e a música Wind of Change se torna o hino da Banda, a obra prima classifica o Scorpions entre os 10 melhores do Mundo, eles passam a tocar em grandes palcos para um publico animado. Na mesma época retira-se do Grupo, o Baixista Francis Buchools , depois de vários anos de trabalho e amizade com a Banda. Em seu lugar entra Ralph Rickermam . No ano seguinte o baterista Hermam Herebell também deixa o grupo, no seu lugar entra o americano James Kottak , o único estrangeiro do Grupo Alemão.
De 1992 até o começo de 2000, a banda lançou alguns álbuns que não empolgaram muito. Mas no inicio do ano 2000 eles novamente surpreenderam, fizeram uma super produção tocando seus maiores HITS com a Orquestra Filarmônica de Berlim , mais uma vez um grande espetáculo.
Novamente no inicio de 2001 vieram com mais novidades, lançando um álbum totalmente Acústico.
DE 2001 a 2004 produziram um ótimo álbum, onde voltaram as raízes do Rock n` Roll , trazendo um baixista da Polônia , Pawel Maciwoda . E o que mais impressiona é o fato de uma Banda estar a tanto tempo na estrada são simplesmente 40 anos, e ainda conseguirem fazer algo maravilhoso como este álbum que tem o nome de "UNBREAKABLE" ou simplesmente NCOMPARAVÉL. Fizeram uma turnê por todo o mundo, passando pelo Brasil, em Setembro de 2005, onde participaram de um festival em São Paulo, o , LIVE N` LOUDER, tocaram também em Vitória ES, e em Porto Alegre RS.
É realmente uma grande história, dessa única Banda Alemã de sucesso em todo o Mundo com musicas em Ingles, onde houve e ainda há muita dedicação , luta e muita persistência , porque realmente amam aquilo que fazem, todos eles merecem este sucesso.

Escrito por: Agnaldo Romanelli de Tarso.

DECADÊNCIA OU GLÓRIA

tarokid2003 @ 01:53

Sobre o Autor:

Nasci no dia 04 de dezembro de 1974, natural de São Paulo - Capital, residi por toda a infância em Machado – MG. Na fase adulta morei por alguns anos no estado de São Paulo e na capital da mesma, onde pesquisei sobre a vida urbana.
Comecei a interessar por literatura aos vintes anos de idade, tendo como início artes, logo passando a leituras de romances. Aos vinte e dois anos, resolvi pesquisar para o meu primeiro romance “Decadência ou Glória” que foi primordial em meu crescimento espiritual, sentimental e literário. Não freqüentei Universidade, tive todo o aprendizado como autodidata.
Hoje em dia já escrevi uma peça de teatro, O Poeta e o Vagabundo – Comédia poética, poemas existencialistas, crônicas, pautas e estou na construção do segundo romance.
Sinopse
“Decadência ou Glória” título do romance que se afina com uma atual linha de pensamentos humanistas e espiritualistas, e, tem como foco principal à sobrevivência e reversão dos valores humanos neste século.

Meu romance de ficção relata todo o trajeto de uma vida, porém a história e baseado na realidade, relatando as descobertas e os sonhos individuais de cada ser humano. O nascimento de Gabriel, uma vida comum, mas com suas experiências próprias. Um órfão que se transforma em guerreiro, virtuoso. Transformando o mundo ao seu redor. Desarmado, inocente, persistente e aventureiro. Buscando os deuses; encontra-os na essência de cada ser vivo que cruza o seu caminho. Não mede esforços para fazer o que acha certo, não tem medo das escolhas. Sofre conscientemente as reações de seus atos, e, aprende com as conseqüências. Reverte o dia ruim pelo bom, faz a vida valer a pena na simplicidade e na humildade, chegando desta forma na supremacia da imortalidade de sua alma. Não procura uma razão lógica para existir; vive simplesmente um dia de uma vez.

Como escrevi Decadência ou Glória.

Quando comecei a escrever Decadência ou Glória, resolvi que não iria seguir nenhuma formula e deixaria o gênero literário construir-se por si só. O porque está muito ligada a pesquisa de campo que fiz, pois, após falar de sentimentos, dificuldades, sonhos e outros temas relacionados a vidas de pessoas de diversas culturas. Percebi, contudo que um livro é como uma vida, tem a sua exclusividade. Afirmando tudo isto, me desprendi de qualquer barreira e com amor construí a obra, depois de terminado já havia sido recompensado; recebi aulas na escola da vida, descobri o quanto à vida é importante, pois, mesmo que um ser humano não tenha mais nada na vida, ainda sim tem tudo, tem a condição de sonhar e reverter os momentos ruins.

Contato:decadenciaougloria@hotmail.com

AS PRIMEIRAS FILMAGENS NO SUL DE MINAS

tarokid2003 @ 01:47

PRIMEIRAS FILMAGENS NO SUL DE MINAS. Marco Antônio Soares de Oliveira.
O cinema nacional, apesar das dificuldades e monopólio das empresas americanas, que tomam noventa por cento das salas de projeções no país, vai de vento em popa. Os filmes nacionais estão escalando o "ranking" de bilheterias nas salas de exibição do território. O cinema falado deu um impulso formidável após a década de vinte, com o aparecimento de diversos focos de criação em pontos espalhados da nação brasileira, além de Rio e São Paulo. De acordo com o notável batalhador pelo nosso cinema, Paulo Emílio Sales Gomes, de inesquecível memória (1916-1977), autor do livro "Cinema: Trajetória no Subdesenvolvimento", da Editora Paz Terra, 1996, relata o papel estimulante de nossa produção cinematográfica a partir de 1923 com filmagens em Campinas, Recife e Belo Horizonte, estendo-se o movimento ao Rio Grande do Sul e diversas cidades mineiras do interior, sendo que numa delas, Pouso Alegre, já em 1921 haviam sido ensaiadas fitas de enredo. Diz ele que o pioneiro foi Francisco de Almeida Fleming, nascido em Ouro Fino, no ano de 1900: "Pertecendo a uma família de recursos, dona de alguns cinemas na região, bastante cedo Almeida Fleming (pág.52) maneja uma câmara; aos vinte anos realiza seu primeiro filme posado, de curta-metragem”, A Canção do Bandido”, seguindo-se "In Hoc signo Vincis", fita mística mais longa e ambiciosa, com reconstituições de época." Diz o Autor que a presença de Almeida Fleming e do ator Paulo Rosanova impulsionaram o setor. Já em Guaranésia, o pioneiro foi Américo Masotti - durante sua breve vida - animou um grupo que produziu o filme "Corações em Suplício. "Mas a cidade mineira que deu real importância cinematográfica ao Estado, ressalta, foi Cataguases. Os desbravadores foram o artesão italiano Pedro Comello e Humberto Mauro, que iniciam-se em 1925, munidos de uma "Pathé-Baby", filmam uma história de cinco minutos, "Valadião, o Cratera." Em Alfenas, as primeiras filmagens foram produzidas por Idalécio Esteves (direção), Ivan Esteves(assistente de direção), padre Josef Raam (montagem e música), José Ângelo Aprelini (câmara e fotografia) que realizaram o curta de 8 milímetros, "Escolhi a Morte". O elenco contou com os alfenenses: Glenan Singi, Lincoln Westin da Silveira, Alaor de Carvalho Moura, Wilson Silveira de Oliveira, José Antônio Neves, Roque Victor, Juarez Oliveira, Kurt Wagner e Onofre Moreira. Na década de 60, foi filmado na mesma cidade, do texto do teatrólogo Waldyr de Luna Carneiro, a película O Levante das Saias", cujo tema era a revolta das mulheres em relação aos seus maridos. Já em Guaxupé, na década de 70, foi filmado um western de ação explosiva, "A Última Bala", com Francisco DiFranco, Pepita Rodrigues, produção e direção de Luigi Picchi, onde também atuou como coadjuvante o guaxupeano José Ácula, antigo proprietário da Churrascaria Bambu. A fita anos depois começou a deteriorar-se mas foi salva pelo competente fotógrafo Clayton Abrão, que tinha trabalhado antes na Cinemateca de S. Paulo.Em Machado, um dos pioneiros da cinematografia foi o gerente de hotel, Hélio D!Ándreia que produziu o filme "O Bandido da Serra Abaixo".
Xx: jornalista e escritor.

OS DESAFIOS DA DIGNIDADE HUMANA

tarokid2003 @ 01:45

Os desafios da Dignidade Humana

Muitas vezes me pergunto os porquês de escrever sobre a dignidade humana. Algumas pessoas podem achar que é loucura...alguns até, numa corrente americanizada dizem que a Dignidade é um conceito inútil.
Ora, eu vivo num país, de origem latina, que preza muito as questões do sentir, do tocar, do olhar o outro. E também pela minha própria constituição humana...que me faz sentir um grande inconformismo com as questões sociais tão gritantes em nosso país.
Por que Dignidade? O ser humano possui dignidade inerente em qualquer situação? O que é dignidade? De onde ela vem? E qual seu fundamento através do tempo? Animais possuem dignidade? Por que Kant fez a dicotomia: pessoa possui dignidade e coisa possui valor?
Algumas outras perguntas de fundo mais teórico também permeiam as razões da minha investigação. Ética e dignidade são aliadas? Dignidade está implícita nas regras morais? Dignidade é um conceito inútil?
O fim da Segunda Guerra mundial trouxe grandes mudanças sociais. Ao se defrontar com o uso destruidor da potencialidade científica e tecnológica evidenciado pela guerra, acrescido de enormes arbitrariedades, surge uma busca crescente de parâmetros éticos. Desde o Código de Nuremberg em 1947 e ao advento da Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, busca-se reconhecer o valor da vida, a importância ao respeito pelo ser humano em sua integridade e conseqüentemente assegurando sua dignidade no viver.
Paralelamente os avanços científico-tecnológicos tomaram proporções gigantescas neste último século. A descoberta de vacinas, de medicamentos, de formas de tratamento, trouxe o fim de inúmeras doenças e grande parte de outras já não se tornam mais assustadoras e letais quanto antes. Enquanto isso a industrialização crescia, a economia mundial se desenvolvia na sombra do ideal capitalista, proporcionando uma verdadeira explosão no que tange a tecnologia. Computadores, celulares, fibra ótica e uma infinidade de outros materiais e equipamentos que se tornaram úteis pra vida humana.
Já em 1948 foi promulgada a Declaração Universal dos Direitos do Homem, importante passo para a mudança no modo de agir e refletir humanos.
O maior legado deixado pela Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 é a prerrogativa de que todos os seres humanos em suas diferenças biológicas, históricas, religiosas e culturais, são merecedores de respeito, individualizando-os, como únicos. É o reconhecimento de que ninguém, independente de raça, gênero, etnia, classe social, nação, ou vertente religiosa pode se considerar superior aos demais.
A dignidade humana, aquisição de um valor fundamental, sem preço não é um conceito único. Pressupõe-se que a dignidade seja inerente a todas as pessoas e por essa razão, busca-se adequar o termo para se compreender qual o papel da dignidade no discurso da vida. A busca de um conceito está longe de ser concluída, mas certeza existente é que só se reconhece a dignidade em si mesmo e se percebe a utilidade deste conceito quando reconhecemos no outro o valor fundamental e inestimável do ser digno.

* Renata Santinelli, mestre em Bioética, professora do curso de Serviço Social do CESEP

O ETERNO LAMENTO DE UM BARDO

tarokid2003 @ 01:42

O ETERNO LAMENTO DE UM BARDO

Então silenciosamente eu sonho
E minha dor cessa por um instante
Acordo entre velhos amigos do passado
Juntos tocamos nossa melodia
E nos deleitamos de vinho e broa

Quando menos espero
Eis que o presente grita o meu nome
Querendo despertar-me para a triste realidade
Abro os olhos e minha dor volta
Caio no vazio... Diante de todos
E ninguém pode fazer nada

Então, juntos tocamos nossa melodia
Cantamos tristemente a minha dor
E pelos longos caminhos do silêncio
Lágrimas amargas de minha nova vida
Para sempre e eternamente jamais secarão

Poema enviado por Robson Fernandes (Machado/MG)

06/12/2007 GMT 1

"ESTOU VOLTANDO...(Um conto africano)"

tarokid2003 @ 22:10

"ESTOU VOLTANDO...(Um conto africano)"“ESTOU VOLTANDO...”
(Um conto africano)

De: Agamenon Troyan

Um jovem angolano caminhava solitário pela praia. Parou por alguns instantes para agradecer aos deuses por aquele momento milagroso: o deslumbramento de sua terra natal. O silêncio o fez adormecer em seu âmago, despertando inesperadamente com o bater das ondas sobre as pedras. De repente, surgiram das matas homens estranhos e pálidos que o agarraram e o acorrentaram. Sua coragem e o medo travaram naquele momento uma longa batalha... Ele chamou pelos seus pais e clamou pelo seu Deus. Mas ninguém o ouviu. Subitamente mais e mais rostos estranhos e pálidos se uniram para rirem de sua humilhação. Vendo que não havia saída, o jovem angolano atacou um deles, mas foi impedido por um golpe. Tudo se transformou em trevas...
Um balanço interminável o fez despertar dentro do estômago de uma criatura. Ainda zonzo, ele notou a presença de guerreiros de outras tribos. Todos se demonstraram incrédulos no que estava acontecendo. Seus olhos cheios de medo se indagavam. Passos e risos de seus algozes foram ouvidos acima. Durante a viagem muitos guerreiros morreram, sendo seus corpos lançados ao mar. Dias depois, já em terra firme, o jovem angolano é tratado e vendido como a um animal. Com o coração cheio de “banzo” Ele e outros negros foram levados para um engenho bem longe dali. Foram recebidos pelo proprietário (senhor do engenho) e pelo feitor que, com o estalar do seu chicote não precisou expressar uma só palavra. Um dia, em meio ao trabalho, o jovem angolano fugiu. Mas não foi muito longe, pois fora capturado por um capitão do mato. Como castigo foi levado ao tronco onde recebeu não duas, mas cinqüenta chibatadas. Seu sangue se uniu ao solo bastardo que não o viu nascer.
Os anos se passaram, mas a sua sede por liberdade era insaciável. Várias vezes foi testemunha dos maus tratos que o senhor aplicava sobre as negras, obrigando-as a se entregarem. Quando uma recusava era imediatamente açoitada pelo seu atrevimento. A Sinhá, desonrada, vingava-se sobre uma delas, mandando que cortassem-lhe os mamilos para que não pudesse aleitar... O jovem angolano não suportando mais aquilo fugiu novamente. No meio do caminho encontrou outros negros fugidos que o conduziram ao topo de uma colina onde uma aldeia fortificada – um quilombo –, estava sendo mantida e protegida por escravos.
Ali ele aprendeu a manejar armas e, principalmente a ensinar as crianças o valor da cultura africana. Também foi ali que conheceu a sua esposa, a mãe de seu filho. Com o menino nos braços, ele o ergue diante as estrelas mostrando-o a Olorum, o deus supremo... Surgem novos rostos estranhos e pálidos, mas de coração puro, os abolicionistas. Eram pessoas que há anos vinham lutando pelo fim do cativeiro. Suas pressões surtiram efeito. Leis começaram a vigorar, embora lentamente, para o fim da escravatura: A Lei Eusébio de Queiroz; A do Ventre-Livre, A do Sexagenário e, finalmente a Lei Áurea. A juventude se foi. O velho angolano agora observa seus netos correndo livremente pelos campos. Aprenderam com o pai a zelarem pelas velhas tradições e andarem de cabeça erguida. Um dia o velho ouviu o clamor do seu coração: com dificuldade, caminhou solitário até a praia. Olhou compenetrado para o horizonte. Agora podia ouvir as vozes de seus pais e avós sendo trazidas pelas ondas do mar. A noite caiu cobrindo o velho angolano com o seu manto... Os tambores se calaram... No coração do silêncio, suas palavras lentamente ecoaram: “Estou voltando... Estou voltando”.

Do livro : “O Anjo e a Tempestade” (Agamenon Troyan)

machadocultural@gmail.com

PINK FREUD

tarokid2003 @ 22:00

Pink Freud!

Seguindo o que foi dito na última edição, venho hoje indicar a vocês que ouçam duas músicas da banda inglesa Pink Floyd que são Brain Damage (Lesão Cerebral) e Eclipse do disco Dark Side of the Moon. A princípio, a letra da primeira representa uma crítica aos modelos capitalistas e aos governantes do mundo, fazendo uma alusão de que somos governados por lunáticos. Até então a letra da música não se diferencia de muitas músicas de "protesto" que conhecemos, mas o surpreendente aparece na música seguinte que, como uma continuação da anterior, traz uma referência às atitudes do homem, merecendo destaque as frases finais: "E tudo sob o sol está em harmonia, mas o sol está eclipsado pela lua". Neste momento enigmático e até certo ponto surreal da canção, o artista é ultrapassado pela sua criação, ou seja, cria algo de espetacular que foge a sua pretensão e atinge a todos, seja na letra da música ou melodicamente, pois diz mais do que as palavras podem dizer.
A esta criação do artista que nos toca, Freud nomeia de sublimação, pois quando o artista em sua canção determina que: tudo que o homem faz está em perfeita harmonia com o sol, mas este está eclipsado pela lua, ele determina o que Freud diz sobre o inconsciente, ou seja, que a consciência é regida pelo inconsciente e que nossos desejos e necessidades estão para além de determinações conscientes e que sempre somos tomados por sentimentos e atitudes que provam que o inconsciente nos rege: trocamos nomes de pessoas, esquecemos coisas, nos comportamos de maneira que não queríamos, repetimos o que pretendíamos nunca mais fazer, etc. Assim como na canção tudo que sentimos está em perfeita harmonia com a consciência, mas esta "eclipsada" pelo inconsciente.

Um abraço a todos e até a próxima.

Matheus Dias Pereira é psicanalista e escreve neste espaço
(35) 9138–8769
psicomatheus@bol.com.br

UM POUCO DE HISTÓRIA DA ARTE

tarokid2003 @ 21:58

UM POUCO DE HISTÓRIA DA ARTEUM POUCO DE HISTÓRIA DA ARTE

Meu nome é Vitor Hugo Da Col Junior, sou Professor de História formado pela UEMG e Mestre em Educação pela Universidade São Marcos. Atualmente sou Coordenador dos Cursos de História e Serviço Social do CESEP- Machado, além de ministrar aulas nos dois cursos. Por ser um admirador da Arte e ter defendido minha tese de mestrado sobre a história de um artista ourofinense, fui convidado por meu aluno Carlos Roberto, editor deste Fanzine, para falar um pouco sobre algumas curiosidades da História da Arte e seus significados. Neste primeiro artigo gostaria de tratar do significado e importância da arte para a história da civilização de um modo geral, utilizando uma obra de grande expressão para seu tempo: “Guernica” de Pablo Picasso. Este óleo sobre tela foi pintado em um painel de 3,49 x 7,78 m, em junho de 1937, como forma de protesto pelo ataque nazista à pequena cidade espanhola de Guernica, com pouco mais de 7 mil habitantes.
O ataque foi planejado por Hitler como forma de apoio à ditadura do General Franco na Espanha em 26 de abril de 1937. Por volta das 5 horas da tarde os aviões nazistas da Legião Condor despejaram toneladas de bombas num ataque que durou 2 horas e 45 minutos. Os moradores estonteados e assombrados corriam na direção das montanhas enquanto rajadas de metralhadoras, disparadas pelos caças, faziam os corpos se amontoarem. O ataque tinha a intenção de conter os rebeldes republicanos espanhóis que tentavam derrubar o sistema de ditadura militar imposta pelo General Franco desde 1936, que com o apoio dos aviadores nazistas escolheram a pequena cidadezinha por não possuir sistemas de defesa antiaéreos. Picasso tentou expor a fragilidade da população frente à violência do ataque nazista utilizando para isso uma técnica conhecida como “Cubismo” que fragmentava as formas e as compunha como cubos, com cores escuras e formas geométricas angulosas, dispostas em um mesmo plano como se estivessem abertas, confrontando o estilo da pintura renascentista com suas perspectivas e dimensões perfeitas.
Guernica não era algo belo de ser visto. Durante sua primeira exposição em Paris o público virava-se de costas frente a tamanho horror. Picasso, para retratar o clima sombrio que envolvia o desastre, utilizou-se da cor negra, do cinza e do branco. O painel encontra-se dominado no alto pela luz de um olho-lâmpada - símbolo da mortífera tecnologia - seguida de duas figuras de animais. No centro um cavalo apavorado, em disparada, representa as forças irracionais da destruição. A esquerda, impassível, um perfil picassiano de um touro imóvel. Talvez seja símbolo da Espanha em guerra civil, impotente perante a destruição que a envolvia. Logo abaixo do touro, encontramos uma mãe com o filho morto no colo. Ela clama aos céus por uma intervenção. Trata-se da moderna Pietá de Picasso. Uma figura masculina, geometricamente esquartejada, domina as partes inferiores, segurando uma espada quebrada – símbolo da resistência heróica. A direita, uma mulher, com seios expostos e grávida, voltada para a luz, implora pela vida, e outra, incinerada, ergue inutilmente os braços para o vazio, enquanto uma casa arde em chamas e uma cabeça aparece tentando fugir do fogo. Naquele caos a tecnologia aparece esmagando a vida.
Conta-se que, em 1940, com Paris ocupada pelos nazistas, um oficial alemão, diante de uma fotografia reproduzindo o painel, perguntou a Picasso se havia sido ele quem tinha feito aquilo. O pintor, então, teria respondido: "Não, foram vocês!". Podemos perceber que a Arte nem sempre agrada aos olhos, mas diante da imensa estupidez de uma guerra, a Arte talvez esteja lá não somente para satisfazer nossos olhos, mas também para não nos esquecermos do que o ser humano é capaz.

No próximo Episódio Cultural veremos uma obra não tão sombria, mas nem por isso menos polêmica. Até lá.

O Prof. MSC. Vítor Hugo da Col Júnior (Coordenador de História e Serviço Social) escreve neste espaço.

O TESOURO DE BREZA

tarokid2003 @ 21:54

O Tesouro de Breza
(lenda austríaca)

Breza é uma pequena cidade ao norte da Áustria, onde vivia uma família de agricultores de uva. Um dia o pai disse ao filho caçula: “Olha filho, ali, naquela montanha tem um tesouro, e para você encontrá-lo, tem que estudar matemática, geografia, ciências, artes e línguas; depois você nem precisará de mapas para achá-lo”.
Assim fez o filho, e depois de se tornar um sábio, ele disse ao pai: ”Olha aqui, meu pai, agora eu já fiz o que o senhor me aconselhou. Então, vamos lá encontrar esse tesouro?”.
O pai respondeu: “Este tesouro você já o encontrou. Pois os outros tesouros, mesmo que sejam de ouro, prata ou de outros metais, o tempo, as traças e outros agentes corrosivos irão por certo fazê-los desaparecer, enquanto a sua sabedoria nenhum agente poderá destruí-la. Portanto, hoje o tesouro de Breza e a sua cabeça cheia de sabedoria”.

José Guilherme Barbosa é despachante e escreve nesta coluna.
Fonte: Enciclopédia Universal

( ver foto do Jose G. Barbosa )

ALCOOLISMO

tarokid2003 @ 21:51

ALCOOLISMOALCOOLISMO

Em fins do século XIX, um médico sueco, de nome Magnus Huss, empregou pela primeira vez a expressão alcoolismo para designar o conjunto de sintomas físicos e psíquicos do uso abusivo do álcool. As desordens psíquicas conseqüentes à intoxicação alcoólica se filiam ao chamado alcoolismo cerebral.
Causas e conseqüências – Velho como a humanidade, o álcool é um dos maiores flagelos não só para o indivíduo que a ele se entrega como também para a sua descendência. As bebidas fermentadas eram usadas já em tempos memoriais. Mas as destiladas, que são as mais nocivas, só se tornaram conhecidas após a descoberta da destilação, no século XI, o que se deve ao químico árabe Albucasis. As bebidas fermentadas não contêm percentagem de álcool superior a 12 e 14 por cento, pois acima desse ponto de concentração a toxina alcoólica destrói os germes fermentos que produziram. Dentre as numerosas variedades de bebidas alcoólicas encontradas no comércio, uma das mais nocivas para o sistema nervoso é sem dúvida a pinga, responsável por uma das formas mais graves do alcoolismo cerebral, que é o “Delirium Tremens”.
Entre nós, a aguardente de cana é a bebida mais vulgarizada na classe pobre, provocando o chamado alcoolismo domingueiro: nos dias de festa e nos feriados os lavradores se reúnem nos arraiais e nas vilas para se entregarem as libações alcoólicas. O mesmo fazem os operários nas grandes cidades e, sob a ação do álcool, uns e outros são levados, não raro, a praticar atos delituoso. Segundo estatística publicada pela Seção de Medicina e Criminologia da Penitenciária do Estado de São Paulo, há algum tempo verificou-se os seguintes resultados no que toca os homicídios pelos dias da semana: 283 nos domingos;112 nas segundas-feiras; 99 nas terças; 100 nas quintas; 86 nas sextas e 142 nos sábados. Em relação ao alcoolismo cerebral por nós recolhida no Hospital de Juquery forneceu os seguintes dados: em 348 homens entrados naquele hospital, 130 abusavam do álcool e apresentavam distúrbios mentais em conseqüência dos seus efeitos; em 156 mulheres, 13 eram bêbadas habituais. Temos, portanto, em 504 indivíduos recolhidos a um hospital psicopático, 143 alcoólatras, o que nos dá uma percentagem de 28,95% de alienados contando o alcoolismo nos seus antecedentes.

Fonte: Boletim Adauri Alves
Adauri Alves é escritor, jornalista (Francisco Morato/SP).

Matéria do fanzine Episódio Cultural
machadocultural@gmail.com

"NÃO HÁ POETA SEM SONHOS"

tarokid2003 @ 21:45

"NÃO HÁ POETA SEM SONHOS"“NÃO HÁ POETA SEM SONHOS”

O Episódio Cultural entrevistou o poeta, compositor e escritor Josué da Silva Lucas, autor dos livros “A viagem” e “Sonhos e Poesias” (publicados em 2003). Josué enveredou-se pelo caminho das letras quando criança. O primeiro passo foi dado durante o Primário (atual Ensino Fundamental). Seus professores – entre eles a Sra.Isaura Scalco – notaram a sua percepção poética com relação à natureza e o ser humano. Aos 17 anos sua avidez pela leitura somada às suas opiniões, resultou em poemas que nos prendem às nossas reflexões. “Todo poema tem o seu valor, o seu espaço e o seu momento”, ele diz. Nos anos 70, Josué foi locutor da antiga Difusora ZYB27 de Machado. Comandou por algum tempo “O cantinho da saudade”, programa que fora criado e comandado pelo ator e radialista Hélio D´Andréa. Em 1978 foi colaborador da A Folha Machadense, escrevendo crônicas contundente como saúde, educação, cultura, família e política (Ditadura Militar). Foi redator do jornal Siga em Frente, do jornalista Júlio Olivar, autor do livro (O mistério do cônsul). Em 2003 participou do I Concurso de Poesias da Faculdade de Filosofia de Machado, ficando em 2° Lugar com o poema “O mistério do bornal”. Com o seu poema intitulado “Holocausto”, Josué classificou-se em 2° lugar no III Concurso de Plínio Motta de Poesias, organizado pela Academia Machadense de Letras, o qual é membro. Participou também de outros concursos realizados em Descalvo e Piracicaba (cidades do interior paulista). “Todo poeta é um sonhador. Não existe poeta sem sonhos. Em seus versos, até mesmo uma figura fria de uma pedra torna-se poesia”, e ele conclui: “Uma pessoa que não tem sentimentos jamais entenderá uma poesia, principalmente aquela materialista”. Josué acaba de concluir mais dois livros. Um deles intitulado “A borboleta encantada” narra as aventuras e os perigos de dois garotos perdidos numa floresta. A entrevista terminou com uma mensagem: “Ao deixar o palco da vida, faça-o com dignidade. Acredite que do outro lado exista um novo céu, uma nova terra. Onde tudo é luz e paz completa. Um lugar onde seremos eternamente jovens”.

Contatos (35) 3295- 4494 (Machado-MG/ Brasil) ou josuesilvalucas@yahoo.com.br .

Matéria do Fanzine Episódio Cultural
machadocultural@gmail.com

(Carlos Roberto / editor)

COLETORES DE ESPERANÇA

tarokid2003 @ 21:24

COLETORES DE ESPERANÇAColetores de Esperança

Hoje mais do que nunca, a questão ambiental faz parte do nosso dia a dia. E isto se deve muito pela preconização da mídia sobre a questão ambiental, o que sem duvida nos enche de esperança com a perspectiva da criação de uma sociedade mais consciente do meio em que vive. A consciência ambiental deve andar de mãos dadas com o social. Já que vivemos em um mundo em que a disparidade econômica entre o mais rico e o mais pobre é absurda, sendo que aproximadamente, 80% da riqueza do mundo se concentram nas mãos de 2% da população. Sendo assim tornar-se-ia praticamente inviável a abordagem de questões ambientais para milhões de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza. A boa notícia é que a questão ambiental encontra em um dos seus maiores problemas a solução para minimizar esta disparidade econômica. Esta solução encontra-se justamente no “lixo”, que é o resultado na maioria das vezes de um consumo desenfreado da população, gerando uma grande quantidade de resíduos. Hoje, com a adoção de sistemas como os 4R”s, que possibilitou uma nova abordagem quanto à educação ambiental, em conjunto com a coleta seletiva e a importantíssima participação dos catadores, vem nos tirando o peso de um problema que há bem pouco tempo era considerado um pesadelo sem solução, destinado a nos assombrar por anos de irresponsabilidade ambiental. Mas o que antes se apresentava como um problema, hoje se mostra como um sonho capaz de nos encher de esperança quanto a estes graves problemas sócio-ambientais. E para possibilitar uma otimização do que já existe hoje e possa aumentar ainda mais seu campo de atuação preservando assim grandes áreas de floresta com a reciclagem do papel e /ou diminuindo o impacto da mineração, com a preservação dos recursos minerais para as gerações futuras através da reciclagem de metais, isto sem citar os inúmeros outros materiais passiveis de serem reciclados, reaproveitados ou reutilizados, com esta mudança de comportamento, é que se torna fundamental o papel do catador na sociedade. Esta mesma pessoa simples que você vê empurrando um carrinho pelas ruas da sua cidade, em condições climáticas adversas e muitas vezes marginalizadas, é atualmente responsável por uma boa parcela do desenvolvimento econômico do país, isto sem falar no incalculável lucro ambiental. Portanto tomar atitudes para que estas pessoas tenham seu trabalho reconhecido, e possam usufruir de condições adequadas para exercer sua função de forma digna é um dever de todos nós. Estes pais e mães que encontram na sobra resultante do uso desenfreado dos recursos naturais de uma grande parcela da população o seu sustento merecem ser reconhecidos, para que seus filhos possam se orgulhar do imprescindível trabalho que seus pais exercem. Por isto na próxima vez que se deparar com um catador, não cometa a atitude insensata de olhar para esta pessoa com desprezo ou piedade, ela não precisa de esmola, que acaba por degradar o ser humano por sanar uma necessidade momentânea ao custo da corrosão da sua auto-estima. O que ela precisa é que você faça a sua parte, e assim tenha um consumo responsável e destine corretamente os seus resíduos. Do mais fique tranqüilo, porque os catadores estão colaborando para que seus filhos tenham a chance de encontrar um ambiente saudável e com recursos suficientes para todos.

Jairo E. G. Pereira é estudante de Gestão Ambiental – Cesep /Machado - MG e assina essa coluna
jferraciolli@gmail.com

EPISÓDIO CULTURAL

tarokid2003 @ 03:02

EPISÓDIO CULTURALREVISTA DO CINEMA MACHADENSE

( IN PORTUGUESE )

Meu nome é Carlos Roberto de Souza. Nasci em Machado, sul de Minas, mas fui criado em São Paulo. Em 1970 meu pai me levou para assistir a um filme do Mazzaropi. Na verdade foram os traillers que atraíram minha atenção. O amor pelo cinema nasceu naquele instante. Em 1995 voltei à minha terra natal. Comecei a pesquisar sobre os antigos cinemas da cidade. No dia 18 de dezembro de 2005 realizei o meu sonho: o lançamento da Revista do Cinema Machadense (1911-2005).

Mandei exemplares para redes de TV, diretores de cinema (Braz Chediak, Luís Carlos Barreto, Arnaldo Jabor, José Mojica Marins “Zé do Caixão” e Cacá Diégues). Também enviei para Rubens Ewald Filho (crítico de cinema), Máximo Barros (editor e professor da FAAP), Maurício de Souza (desenhista) e instituições culturais como (Centro Cultural Banco do Brasil, Instituto Moreira Salles, Instituto Camões, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Biblioteca Naciaonal do Rio...).
Com o pseudônimo de Agamenon Troyan comecei a escrever quatro livros: “O Lobisomem de Auschwitz (inacabado); “A Maldição do Lobo” (inacabado); “Contos de terror” (falta revisão) e “O Anjo e a Tempestade” (revisado). É uma coleção de poemas (com passagens surrealistas, românticas, chegando até mesmo ao tétrico). O livro contém alguns contos (de ficção e comédia). No momento estou procurando alguma editoras que tenham este gênero em sua linha editorial. Pretendo em 2008 rodar um mini documentário sobre a vida dos irmãos (Jorge e José Trindade). Ambos passaram toda a infância dentro do antigo cinema da cidade ajudando o pai com as projeções. O filme, cujo título provisório é “Os Meninos do Sr. Oliveira”, será enviado para os festivais de cinema de países de língua portuguesa.

Edito em Machado o Fanzine Episódio Cultural. É uma publicação gratuita e sem fins lucrativos que aborda as manifestações culturais da região cujo objetivo principal é divulgar os trabalhos de artistas: escritores, atores, artistas plásticos, músicos... (amadors ou profissionais). O fanzine está sendo distribuído em Mossoró (RN), São Gonçalo (RJ), Goiânia (GO), além de algumas cidades do sul de Minas. Os últimos exemplares do fanzine podem ser baixados no site:
www.overmundo.com.br, bastando ao internauta digitar o nome: tarokid.

Você pode ver um pequeno vídeo do lançamento da Revista do Cinema Machadense feita pela TV Alterosa, em 2005. Clique sobre o link abaixo para visualizar:
http://www.youtube.com/watch?v=WEpox-M6zyw

http://video.google.com/videoplay?docid=1152333164840351868

Contatos:
Carlos Roberto de Souza
(35) 3295-6106 / residência/ das 12h ás 13h
(35) 3295-9211 /9215 comercial após às 14h (Faturamento)
machadocultural@gmail.com
carlostvcdr@yahoo.com.br
carlostvcdr@psa.ind.br

MACHADO TOWN´S CINEMA MAGAZINE (VIDEO)

Hi, my name is Carlos. I´m from Brazil. I published (Machado Town´s cinema magazine 1911-2005) my first local cinema magazine in portuguese language. I have also been writing four books: ( The Werewolf of Auschwitz / The Cursed of the Wolf / Tales of Horror / The Angel and the Storm). This last one is book of poems.
I intend making a documentary about two brothers that has grown up at the old town´s cinema in the 50´s. Their life story of them reminds us “Cinema Paradiso”. If you wish to see the video of my magazine release broadcasted by a local TV Channel with english subtitles. Just clink these links below:

http://www.youtube.com/watch?v=WEpox-M6zyw

http://video.google.com/videoplay?docid=1152333164840351868

Contacts:
Carlos Roberto de Souza (Brazil)
machadocultural@gmail.com
carlostvcdr@gmail.com
carlostvcdr@psa.ind.br

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