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EPOSÓDIO CULTURAL

15/10/2008 GMT 1

AS MISSES DO BRASIL 1922-2007

tarokid2003 @ 05:03

AS MISSES DO BRASIL 1922-2007
AS MISSES DO BRASI 1922 A 2007.

* Roberto Secio.

Esta obra tem como intuito mostrar o fenômeno que foi o concurso de misses originários desde 1922. O concurso mostra que o Brasil valoriza a beleza da mulher e também a sua cultura e comportamento. A origem do concurso se dá em 1922 com Zezé Leone, a primeira miss, passando por muitas até chegar ao concurso oficial em 1954, no qual foi eleita Marta Rocha. A partir de Marta Rocha, os concursos de miss chegam a ser febre, como uma Copa do Mundo de futebol.

Na década de 1960, com a repressão política no Brasil, os concursos fizeram o povo brasileiro voltar-se para a TV e outros meios de comunicação para esquecerem as turbulências políticas, com as vitórias das misses Yeda Maria Vargas e Marta Vasconcelos.
Já na década de 1970, o glamour continua, e a TV coloca o concurso mais em peso. Em 1980, o SBT compra os direitos da transmissão e até 1989, o concurso continua muito popular. 1990, com a era Collor, o concurso decai, perdendo um pouco do prestígio, mas mantendo a pose.

Nos anos 2000 o concurso volta a ter prestígio popular com a vice-liderança de Natalia Guimarães.
O livro também mostra a ascensão de algumas misses como Vera Fischer, Suzy Rego, Renata Fan, Luize Altehofen e Grazielli Massafera como atrizes ou apresentadoras, tendo grande fama na arte e no entretenimento. E também, mostramos curiosidades do concurso e a listagem das misses campeãs.

Roberto Secio e autor do livro As Misses do Brasil (1922-2007)
Telefone de contato (11) 8139 2790/ (11) 558168800.
e-mail roberto_secio@yahoo.com.br

JORNADA DA FÉ 2008

tarokid2003 @ 04:58

JORNADA DA FÉ 2008Enfoque Geral

A JORNADA DA FÉ 2008

* José Guilherme Barbosa

Caros Leitores:

A jornada da fé 2008 a qual eu me refiro foi a Jornada Mundial da Juventude realizada em Sidney (Austrália).
Neste grande encontro da juventude cristã ocorrido no mês de junho foram apresentados novos projetos com respeito à sua maneira de professar a fé e os ensinamentos religiosos (regidos no reconhecimento da grandeza de Jesus Cristo). Isto será muito bom para o momento atual, uma vez que as populações que têm sido abaladas pelas incertezas dos acontecimentos, pelo materialismo e pelo consumismo total.
Acredito que todos possam assumir de vez o seu papel na religião, dando sua contribuição constante, quer nos ensinamentos, quer no seu modo de agir. Tudo isto tem uma somatória positiva ao tratar do lado espiritual das camadas da população.

Nossa juventude tem sido muito criticada e incompreendida em certos aspectos, por exemplo: “Por que tantos jovens cometem tantos delitos?”, “Por que não aceitam conselhos?”, “Por que são rebeldes?”, “Por que se apresentam tão aventureiros dando-nos a impressão de serem completamente descompromissados?”. Os desajustes sociais hoje em dia são enormes: famílias desestruturadas, pessoas distanciadas umas das outras; tudo isto poderia ser melhorado se as pessoas fossem mais unidas pela religiosidade.

O Cristianismo precisa crescer, produzir frutos de uma mudança radical de costumes, mas em bases sólidas; suprimir vícios, corrigir ações, criar novos projetos de vida cristã para que as gerações futuras possam lucrar com isto. Teremos por certo uma nova mentalidade a partir da juventude presente naquele evento. O grupo religioso que comandou o encontro pronunciou as mesmas palavras ditas pelos apóstolos de Jesus em Pentecostes: “Recebereis uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas”.
Portanto, a partir desse pronunciamento de graça total, os jovens cheios de espírito santo poderão, de fato, produzir frutos maravilhosos para a reconstrução de um mundo novo, cheio de graças e esperança.

*Despachante e colaborador.

A CARTA DE SEVERINO

tarokid2003 @ 04:56

A CARTA DE SEVERINOA Carta de Severino

Severino é mais um de tantos nordestinos, que deixam o sertão em busca de uma vida mais digna nas grandes cidades. Como os outros, Severino sonhava em construir uma nova vida em São Paulo, onde viveria em uma casinha confortável, com água encanada, onde não precisaria percorrer grandes distâncias para conseguir um pouco de água. Mas quando chega à metrópole, a estória é bem diferente. É o que nos conta Severino na carta a sua mãe Francisquinha:

São Paulo, 07 de outubro de 2007

Mainha.
Aqui é Severino teu fio qui tá iscreinhanu pá conta os apertu qui tô passanu im Sãu Paulu. Pá cumeça, assim que cheguei fui robadu! Mainha, levaru minha troxinha di rôpa, só fico a rôpa du corpu. Cumecei a procura serviçu, mais num cunsegui nadinha. Fui andanu pela noiti e vi munta disgracera, era genti robanu genti, um punhadu di rapariga si oferecenu pus cabra da pesti que passava nus carrãu. Uns mininu machu cheranu uma coisa isquisita pá drumi e num sinti fome.
E falando nela, qui saudadi da tua buchada de bodi mainha! Aqui nem jirimum eis dá de graça. Dispois dum tempu, druminu di baxu da lua, venu us prédiu furanu u céu. Vi munta coisa trapaiada, mainha, a sinhora nun vai aquerditá: a água qui nóis tantu luta pá cunsigui e temu qui anda um punhadu di hora pá busca, aqui eis joga na rua, lava us carru e us cachorru, e nóis cá seca nu sertãu. Num é di dá dó mainha?
Será qui ninguém sabi dus apertu qui nóis passa nu sertãu, sem um pingu di chuva, sem água até pá bebê? E eu fiquei sabenu ainda mainha, qui o povu daqui toma um monti de banhu nu dia e tudu demoradu. E agora ovi dizê qui a água vai acaba pur ausa dessa gastança. Mas eu ovi uma música que diz que o sertãu vai virá mar e u mar vai virá sertãu. É purissu qui eu quero voltá pá nossa terra purque a água ta inu praí.
Mainha, só cunsegui escrevinhá essa carta pur causa duns cabra bão dum lugá qui chama albergui qui mi deru cumida, banhu e qui vai mi ajudá a voltá pá casa.
A bençãu mainha di teu fio Severino.

Severino, de fato, conseguiu voltar para o sertão. Decepcionado com a cidade grande, ele passa a dar mais valor à sua terra e a pouca água que eles ainda têm. E passar a lutar por uma vida mais digna junto a seu povo.

A CADA MIL PALAVRAS

tarokid2003 @ 04:53

Aline (cantora e compositora gospel)“A CADA MIL PALAVRAS”

O Gospel, música evangélica surgida no final do século XIX, no sul dos Estados Unidos era cantado com muito vigor nas Igrejas Batistas e Metodistas, principalmente pelos negros. Essa música deu origem ao Soul e ao Funk criando na década de 70, a trilha sonora do Black Power (Movimento Negro Americano). Com o passar dos anos outros estilos foram aderidos ao Gospel como, o Reggae, Pop, Rap e até o Samba. Essas fusões acabaram atraindo os jovens para as igrejas...

Criada em berço evangélico desde os seis anos, Aline Inácio Martins ouvia e cantava o Gospel acompanhando as fitas cassetes que seu pai comprava. Aos sete anos, ao lado do primo, João Carlos formou sua primeira dupla. Seu pai lhe deu um violão com o qual passou a compor suas próprias canções. A primeira delas, “A Cada Mil Palavras”. As aulas de violão ministradas pela professora Niane e por Isaías ajudaram-na a desenvolver sua técnica.

Certo dia seu amigo Julinho a viu tocando violão na Praça de São Benedito. Disse-lhe que ele e seus amigos estavam formando uma banda, mas faltava um vocalista. Aline fez um teste e foi aprovada de imediato. O nome da banda, La Essence foi escolhido após horas de pesquisa na Internet. No dia 27 de julho de 2007, Aline (vocais), Julinho (guitarra), Alexandre (bateria), Adriano (percussão), Jairinho (baixo) e Beto (teclado) marcaram presença no III Festival Gospel da Igreja Presbiteriana Independente de Machado com a canção “Quero ser usado Senhor”, ficando em 4° lugar.

Atualmente Aline está seguindo carreira solo. Na bagagem muita gratidão a todos aqueles que a ajudaram em seu aprimoramento. “Nessa vida precisamos ouvir conselhos e trilhar por caminhos certos”, disse ela.

Contatos (35) 8425-7679 /Machado-MG

CONSCIÊNCIA NEGRA

tarokid2003 @ 04:51

César, Micheli e OclísiaCONSCIÊNCIA NEGRA

No dia 20 novembro comemorara-se em todo o país o Dia Nacional da Consciência Negra. Um dia dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e para lembrar sua resistência à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro em 1534. A data foi escolhida pela entidade Movimento Negro (o maior do gênero no país) por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmaresem 1695, um dos heróis que escreveu, com a própria vida, a história do povo brasileiro, na luta por ideais grandiosos, tais como o fim da escravidão, igualdade e justiça social.
O Quilombo dos Palmares é um dos principais símbolos da resistência negra na época da escravidão, também conhecido por Angola Janga, que significa Angola Pequena. Localizava-se na Serra da Barriga, atual Estado de Alagoas, local de grandes plantações de cana-de-açúcar. Durante cem anos (1595-1695), Palmares constituiu um foco de resistência aos ataques da Coroa, conseguindo também ter uma vida social extremamente organizada, chegando a contar, em 1640, segundo os holandeses, quase dez mil quilombolas. Era de interesse dos grandes latifundiários aniquilar Palmares, para tentar recuperar escravos e para evitar que, tendo Palmares como referência, os escravos tivessem maior motivação para a fuga. Para Zumbi, o mais importante não era viver livre, mas libertar todos os negros ainda escravos...Entidades como o Movimento Negro organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras para evitar o desenvolvimento do autoprecoceito(inferiorizarão perante a sociedade).
Outros temas debatidos pelo Movimento e que ganham evidência no 20 de novembro são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, modae beleza negra, etc. O dia é celebrado desde a década de 1970 <>, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, a comunidade negra precisava se contentar com o dia 13 de maio (Abolição da Escravatura), comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
Nei Lopes, compositor e um dos maiores estudiosos da História do povo negro no Brasil, afirma “A sociedade brasileira põe na nossa cabeça que nós somos inferiores, porque nossos antepassados foram escravos enquanto os donos do poder foram senhores”. Há razões históricas para isso: a Abolição foi feita de qualquer maneira e não teve medidas que a complementasse. A sociedade de então optou claramente por branquear a nação pela imigração européia e jogou os recém libertos, literalmente, no lixo. Em geral, a pessoa é levada desde criança a ter idéias e atitudes preconceituosas, por viverem numa sociedade em que predominam valores racistas. Só através da Educação Fundamental, com uma revisão completa da História, e por meio de ações governamentais é que poderemos prevenir tudo isso”.
Os Movimentos: Na Guerra entre Brasil e Paraguai, muita escravos que participaram pereceram. Foi nesse período que os ideais abolicionistas incentivaram o surgimento de associações que visavam o fim da escravatura, conseguindo dinheiro para libertar escravos, ou mesmo facilitando as suas fugas. O maestro Carlos Gomes, durante um concerto, conseguiu arrecadar uma boa quantia em dinheiro para a libertação de um escravo... Os ideais de Zumbi que influenciaram os abolicionistas foram as sementes que geminaram várias instituições que lutam por uma sociedade onde o indivíduo não seja discriminado por sua cor ou credo. Uma delas, o Núcleo Cultural de Integração Racial, estabelecido em Machado (MG), inicialmente, era uma parte das comemorações do dia 13 de maio (Abolição) e 20 de novembro (Consciência Negra). A idéia de torná-lo mais evidente às propostas iniciadas pelo antigo Conselho Negro, levaram Micheli Cruz (atual presidente), Paulo César de Souza (Cesinha), Oclísia de Paula Silva e Alice – pessoas engajadas na luta pela igualdade –, a instituir uma nova associação. “O Núcleo veio para integrar a todos (negros, brancos e índios) a um único objetivo: o fim da desigualdade social. Não como um decreto, mas sim, pela consciência humana”, disse César que depois, foi às rádios locais para explicar as metas do Núcleo.
Ao despedir-se convidou a todas as classes sociais (empresários, intelectuais e gente do povo) a abraçarem a causa. Entre os eventos que o Núcleo vem promovendo estão os Festcoms, que são encontros de entidades (grupos de dança, Rap; poesia & manifestos), e as Missas Afros, realizadas na Igreja de São Benedito, pelo padre José Hamilton. As pessoas participam vestidas a caráter (de turbante e roupas coloridas). Durante a liturgia, elas cantam e dançam ao som do mais antigo ritmo trazido pelos africanos, o batuque. Todavia, em 1988, o Conselho Negro já realizava essas missas sob a direção das Sras. Marcolina, Fátima (ex-presidente da Associação dos Congadeiros), a Prof.ª Maria Zilda (falecida) e Fátima (do Zé Príncipe). Em 2006, com a ajuda do Prof. Toninho Fernandes, o Núcleo pode homenagear um lustre machadense que há anos está engajado nas artes e religião, o Sr. Warner de Paula Lima (do Auto Elétrico Wape).
Outro detalhe que precisa ser esclarecido é que, o Núcleo, não pede dinheiro à Secretaria de Educação e Cultura, mas sim, matérias que visam à realização de seus projetos: cartolinas, bexigas, papel sulfite, tecido e aparelhagem de som. Muitas vezes o material que sobra é devolvido à Secretaria, ou doado às escolas. O Núcleo agradece o apoio imensurável do Prof. José Vítor e, principalmente, da Associação dos Congadeiros, que durante a antiga gestão de Fátima, quanto na atual, presidida por Arnaldo (o Nadu), nunca deixaram de apoiá-lo. Contatos: Micheli Cruz (35) 3295-6954 (Machado/MG).

“O negro é vivo. Ele tem o poder para mudar” (César)

“Para conseguir uma vaga no comércio de Machado, o negro precisa ter currículo europeu” (Oclísia)

“Nas escolas, desde o Pré, não ensinam as crianças que brancos, negros e índios são todos iguais” (Micheli)

“Gosto de estar na luta. Não há outra forma de lutar se não pelo Direito” (Micheli)

“Povo que não tem educação é povo alienado. E povo alienado dá voto fácil” (Oclísia)

“O importante não é ceder apenas 2% de cotas nas universidades para negros e índios. O importante é melhorar a Educação, capacitando o professor para que brancos, negros e índios tenham uma boa base para ingressar na faculdade” (César)

“O negro tem preconceito de si mesmo”. Essa frase em si reflete o racismo velado de uma sociedade negligente e burguesa”. (Agamenon Troyan)

Fonte: www.mundonegro.com.br

EM DEFESA DA PALAVRA "POETISA'

tarokid2003 @ 04:48

EM DEFESA DO USO DA PALAVRA “POETISA”*

Jussara Neves Rezende**

Há alguns anos publiquei um artigo intitulado “Poeta ou poetisa?” , no qual defendia o uso do vocábulo “poeta” para designar a mulher que escreve versos. Naquela ocasião, preocupava-me o sentido meio pejorativo que, ao longo dos anos, impregnou a palavra poetisa. Como eram os homens os únicos a terem acesso à educação, as mulheres geralmente não escreviam nada. Sabe-se que as primeiras escolas voltadas à educação feminina preocupavam-se em ensinar prendas domésticas e as únicas leituras que incentivavam eram a da Bíblia, dos livros de culinária e de romances água-com-açúcar – obras bem diferentes dos textos filosóficos, históricos e científicos com que os rapazes se educavam. Assim sendo, como esperar que os textos produzidos por mulheres fugissem do óbvio, do lugar comum, do sentimentalismo? Apresentados nos saraus lítero-músicais de fins do século XIX, acompanhados de torradas e chá, os poemas das primeiras escritoras serviram muitas vezes como motivo de riso aos homens presentes, que passaram a associar o feminino da palavra poeta a essa produção literária de baixa qualidade. Como, então, diante de uma escritora que poetou com enorme fôlego, como Cecília Meireles, por exemplo, empregar a palavra poetisa?
Percebem? Era esta a dúvida que me moveu a escrever o texto a que acima me referi. Servi-me, na ocasião, do nome de Otto Maria Carpeaux para validar o que eu dizia. Em um artigo de 1964 ele chamara de “burrice” o uso do feminino da palavra poeta, afirmando que os poetas não têm diferença de sexo, pois a diferença existe apenas entre os que sabem ou não sabem fazer versos. “Cecília Meireles”, observou Carpeaux, “não é poetisa. É poeta.”. Pareceu-me, então, que a própria Cecília concordava com o crítico, pois no seu antológico poema, “Motivo”, chega a afirmar: “Não sou alegre, nem sou triste:/ sou poeta”. Estes versos de Cecília se tornaram, portanto, no referido artigo, outro suporte à minha argumentação.
Passou o tempo, no entanto, e outras leituras e reflexões foram modificando meu modo de pensar e exigindo um novo texto que contestasse o primeiro, o que me traz aqui.
Não deixei de concordar com Carpeaux quando afirma que “poesia é feita por poetas e por mais ninguém”. Ao contrário, concordo especialmente com ele quando diz que quem não sabe fazer poesia “não merece o nome de poeta mesmo que tenha escrito cem volumes de versos”. Bravo, Carpeaux! Há muita coisa sendo escrita que não merece o nome de poesia, nem seus autores o de poetas, mas este já é outro assunto.
Sobre a evolução do meu pensamento entre o artigo anterior e este, devo dizer que não incluiu, também, a recusa à voz que canta nos versos de Cecília e se afirma poeta. Continuo a concordar com ela. Ocorre que percebi que tanto a afirmação de Carpeaux quanto a do poema de Cecília referem-se ao criador de poesia como ser universal, independente do seu sexo. Neste sentido, sim, para universalizar o ser poeta, continuo acreditando no uso da palavra no masculino. No entanto, não posso mais concordar que seja “burrice” o emprego da palavra poetisa, mesmo considerando que com o passar do tempo seu sentido original foi sendo modificado ao incorporar as contribuições dos ambientes nos quais a palavra foi sendo utilizada, mesmo que hoje o vocábulo poeta tenha se tornado um substantivo comum-de-dois-gêneros e possa, sem erro, ser empregado tanto para se referir aos homens quanto às mulheres escritoras de versos.
Não só na língua portuguesa o termo poeta tem um equivalente feminino. O mesmo se dá em todas as línguas, já a partir do grego. Qual a razão para não empregá-lo? A necessidade de enfatizar a universalidade do ser poeta ou da poesia? Que neste sentido se utilize, então, a palavra poeta. Não posso aceitar, entretanto, que essa necessidade nasça do mito de que é preciso mudar a designação de poetisa para a de poeta como se o simples fato de chamar uma mulher de “poeta” melhorasse os seus poemas, atitude no mínimo “machista”, como afirma Gilberto Mendonça Teles.
Para dizer da força poética da portuguesa Florbela Espanca e, assim, distanciá-la das outras, as “poetisas da colméia”, Antônio Ferro a promoveu, num ensaio, à categoria de “poetisa-poeta”. Não posso concordar com uma “homenagem” que, para dizer da grandeza poética de uma mulher – cujos versos enfatizam sua condição feminina – precisa empregar uma palavra masculina. Sobre esse episódio e tendo em vista o caráter extremamente feminino da poética de Florbela, Natália Correia afirmou que “a homenagem que distingue o gênio poético feminino com o prêmio de lhe masculinar o estro ultraja uma poesia que quer feminizar o mundo”. Concordo hoje com ela. Parece-me, agora, mais correto afirmar que Cecília Meireles e Florbela Espanca – para citar apenas duas escritoras, já que bem longe vai o tempo em que as
mulheres não escreviam – são duas grandes poetisas de nossa língua.

31/07/2008 GMT 1

Abraço (uma homenagem à Família Girata)

tarokid2003 @ 01:23

Abraço (uma homenagem à Família Girata)ABRAÇO

* Fernanda Caroline Gonçalves Vilhena

Já pensou na felicidade
Que é se abraçar?
O abraço é na verdade
Uma maneira de amar.

Abraço, gesto que diz tudo,
Que alimenta a alma e o coração
Abraço, gesto mudo,
Que expressa carinho e perdão.

Eu não vivo sem abraço
Sem ele nada posso fazer
Ele pra mim é força,
Força que me faz viver!

E eu perco as contas
D e quantas vezes por dia,
Abraço as pessoas...
Isso me traz muita alegria!

* Fernanda é estudante de Psicologia e poetisa (natural de Machado-MG). Este poema, extraído do seu segundo livro “Vidas em Versos”, foi escrito quando ela tinha 12 anos. A jovem poetisa, juntamente com a sua mãe, a artista plástica Sônia Gonçalves, foi entrevistada pelo Fanzine Episódio Cultural. A publicação deste poema teve a sua aprovação.

04/06/2008 GMT 1

TODOS TÊM A ARTE

tarokid2003 @ 05:15

TODOS TÊM A ARTETODOS TÊM A ARTE

A palavra arte vem do latim -ars, artisque na etimologia tem um amplo sentido. Artista é todo aquele que através das suas habilidades, transforma o que faz em arte. Em todas as camadas sociais, anônimos ou consagrados. Todo ser humano tem capacidade para desenvolver alguma arte, seja como hobby (passatempo), profissão ou terapia.
Algumas pessoas acreditam que arte é para os iluminados, como pintores de Belas Artes, escultores impressionantes, escritores de best-seller, atores de cinema, bailarinos clássicos e músicos talentosos. Vamos pensar juntos: Se você tem desenvoltura para fazer uma redação quando o professor solicita, já está criando, escrevendo, talvez aí no seu íntimo more um autor que só precisa descobrir o gênero que mais lhe agrade.
Quando você vai procurar um emprego e participa de uma brincadeira na dinâmica de grupo, quem surge é o ator. Se como profissão pinta paredes, temos o pintor, que tem como tela as próprias paredes. Se trabalha como carpinteiro transformando madeira em móveis, temos o escultor. Quando você se entrega ao ritmo da música e arrisca alguns passos nas festas em que vai, encontramos o dançarino.
Quando toca qualquer instrumento de ouvido, ou seja; aquele que nunca freqüentou aulas, mas aprende a tocar, surge aí o músico nato. Viu como todos têm no espírito a arte? Então saia da poltrona e seja feliz. Procure em sua cidade, projetos, Ongs, grupos voltados para arte e cultura, até os maiores problemas tornam-se mais toleráveis e solucionáveis, sabe por quê? Porque o Eu artista, recebe o melhor dos aplausos que é o da alma contente que pulsa dentro de cada um.

Amigos, a arte é para todos. Felicidades e até o próximo número.

A jornalista e escritora Sílvia Regina Santos (São Gonçalo/RJ) escreve neste espaço.
silviaescritora@hotmail.com

Matéria do Fanzine Episódio Cultural
machadocultural@gmail.com

UM POUCO DE HISTÓRIA DA ARTE

tarokid2003 @ 05:12

UM POUCO DE HISTÓRIA DA ARTEUM POUCO DE HISTÓRIA DA ARTE

Meu nome é Vitor Hugo Da Col Junior, sou Professor de História formado pela UEMG e Mestre em Educação pela Universidade São Marcos. Atualmente sou Coordenador dos Cursos de História e Serviço Social do CESEP- Machado, além de ministrar aulas nos dois cursos.
Por ser um admirador da Arte e ter defendido minha tese de mestrado sobre a história de um artista ourofinense, fui convidado por meu aluno Carlos Roberto, editor deste Fanzine, para falar um pouco sobre algumas curiosidades da História da Arte e seus significados. Neste primeiro artigo gostaria de tratar do significado e importância da arte para a história da civilização de um modo geral, utilizando uma obra de grande expressão para seu tempo: “Guernica” de Pablo Picasso. Este óleo sobre tela foi pintado em um painel de 3,49 x 7,78 m, em junho de 1937, como forma de protesto pelo ataque nazista à pequena cidade espanhola de Guernica, com pouco mais de 7 mil habitantes.
O ataque foi planejado por Hitler como forma de apoio à ditadura do General Franco na Espanha em 26 de abril de 1937. Por volta das 5 horas da tarde os aviões nazistas da Legião Condor despejaram toneladas de bombas num ataque que durou 2 horas e 45 minutos. Os moradores estonteados e assombrados corriam na direção das montanhas enquanto rajadas de metralhadoras, disparadas pelos caças, faziam os corpos se amontoarem. O ataque tinha a intenção de conter os rebeldes republicanos espanhóis que tentavam derrubar o sistema de ditadura militar imposta pelo General Franco desde 1936, que com o apoio dos aviadores nazistas escolheram a pequena cidadezinha por não possuir sistemas de defesa antiaéreos.
Picasso tentou expor a fragilidade da população frente à violência do ataque nazista utilizando para isso uma técnica conhecida como “Cubismo” que fragmentava as formas e as compunha como cubos, com cores escuras e formas geométricas angulosas, dispostas em um mesmo plano como se estivessem abertas, confrontando o estilo da pintura renascentista com suas perspectivas e dimensões perfeitas.
Guernica não era algo belo de ser visto. Durante sua primeira exposição em Paris o público virava-se de costas frente a tamanho horror. Picasso, para retratar o clima sombrio que envolvia o desastre, utilizou-se da cor negra, do cinza e do branco. O painel encontra-se dominado no alto pela luz de um olho-lâmpada - símbolo da mortífera tecnologia - seguida de duas figuras de animais. No centro um cavalo apavorado, em disparada, representa as forças irracionais da destruição. A esquerda, impassível, um perfil picassiano de um touro imóvel. Talvez seja símbolo da Espanha em guerra civil, impotente perante a destruição que a envolvia. Logo abaixo do touro, encontramos uma mãe com o filho morto no colo. Ela clama aos céus por uma intervenção. Trata-se da moderna Pietáde Picasso.
Uma figura masculina, geometricamente esquartejada, domina as partes inferiores, segurando uma espada quebrada – símbolo da resistência heróica. A direita, uma mulher, com seios expostos e grávida, voltada para a luz, implora pela vida, e outra, incinerada, ergue inutilmente os braços para o vazio, enquanto uma casa arde em chamas e uma cabeça aparece tentando fugir do fogo. Naquele caos a tecnologia aparece esmagando a vida.
Conta-se que, em 1940, com Paris ocupada pelos nazistas, um oficial alemão, diante de uma fotografia reproduzindo o painel, perguntou a Picasso se havia sido ele quem tinha feito aquilo. O pintor, então, teria respondido: "Não, foram vocês!".Podemos perceber que a Arte nem sempre agrada aos olhos, mas diante da imensa estupidez de uma guerra, a Arte talvez esteja lá não somente para satisfazer nossos olhos, mas também para não nos esquecermos do que o ser humano é capaz.

No próximo Episódio Cultural veremos uma obra não tão sombria, mas nem por isso menos polêmica. Até lá.

O Prof. MSC. Vítor Hugo da Col Júnior (Coordenador de História e Serviço Social) escreve neste espaço.

VIDAS EM VERSOS

tarokid2003 @ 05:10

VIDAS EM VERSOSVIDAS EM VERSOS

Foi na fazenda, quando menina que, Sônia Gonçalves, filha de Sérgio Gonçalves e Lúcia de Lima Gonçalves descobriu o caminho da Arte: Carvão e plantas abundantes encontrados no terreno de sua família serviram de matéria-prima para seus desenhos. Aos 15 anos pintou seu primeiro quadro a óleo. Em 1982 expôs seus quadros no Hotel Nacional, em Poços de Caldas. Ausentou-se das artes plásticas por 15 anos para cuidar dos filhos.
O retorno aconteceu em 2004 quando seus quadros foram expostos na Semana de Ciências Agrárias de Machado, realizada pela F.E.M (Fundação Educacional de Machado). Depois foi a vez da Casa da Cultura receber suas obras. Natural de Poço Fundo, Sônia é muito detalhista em suas obras: uma folha, um rosto; uma gota de água, um gesto... Tudo pode fluir uma sensação de profundidade. Muitas vezes, a tela é o seu meio de descarregar todos os bons e maus momentos. ”Quando estou pintando esqueço dos problemas e me entrego de corpo e alma a essa manifestação cultural.” e conclui: “É como se o artista tirasse da alma e a colocasse para outro ver.”
Na Casa da Cultura onde ministrou um curso de cerâmica, montou uma exposição com Ednéia, uma de suas alunas. Na Igreja Matriz de Machado encontramos uma “pintura acadêmica” (arte de reproduzir imagens pequenas em quadros) de Cristo. Participou de um curso de Teologia para Leigos em Guaxupé (MG), e atualmente dá aula de Liderança Cristã, na Paróquia São José. Seu próximo passo será pintar a pia batismal.
Sua filha, Fernanda Caroline G. Vilhena, é uma apaixonada por poesias. Seu primeiro livro “Vidas em Versos” (120pgs / Folha Machadense) foi lançado durante sua festa de 15 anos. Em seu segundo livro, “Homenagens”, Fernanda homenageia a vida, a amizade, a família e os amigos. Diga-se de passagem, que ela não conseguiu nenhum patrocínio para a publicação de seus livros. Fernanda desabafou: “Antes, eu era só uma menina que queria ter um livro. Depois que as pessoas viram o meu trabalho, passaram a encarar–me com mais seriedade“.

E concluiu: “Eu sempre tive sonhos. Acredito que sejam os sonhos e as nossas vontades que nos movem”. Entre seus filmes favoritos estão: Óleo de Lorenzo, Central do Brasil e O mistério das cartas. Atualmente Fernanda está cursando Psicologia em Belo Horizonte com o objetivo de trabalhar exclusivamente com crianças e desenvolver projetos sociais. “Que os jovens não percam sua força e esperança! A gente está aí para melhorar a nossa realidade”, disse entusiasmada.

Contato: Sônia Gonçalves (35) 3295-6088 - Machado-MG/ BRASIL

(ver foto )

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